domingo, abril 20, 2008

Transmongoliano (Rússia / Mongólia / China) - Agosto 2008

Novos textos (contextos) foram acrescentados ao itinerário com que iniciámos este projecto conhecido por Transmongoliano mas com rigôr deve ser dito A Rota da Memória, Os Totalitarismos do Século XX. Sabem os nossos associados que connosco fizeram o Transmongoliano em 2007, que este projecto é o mais acutilante de todos os projectos da nossa Associação. O mais politico. O mais exigente. O mais dispendioso. O mais ambicioso. O mais delicado. O mais moroso. O mais expectável. O mais transversal. O mais dissonante. De facto, o Transmongoliano demora quase três semanas a realizar, levando-nos de Lisboa a Xangai, passando por Moscovo, Irkustk, Ulaan Baator (Móngólia), Pequim percorrendo só de comboio, quase nove mil quilómetros, dos quais mais de 1/3 é apenas para atravesarmos a Rússia, o maior país do mundo.



















O nosso itinerário faz-se por uma linha (o Transsiberiano até à Sibéria) de um comboio de passageiros e mercadorias que se enche de russos, mongóis e chineses, consoante estamos em cada um dos territórios. É com eles que interagimos (ou não) durante uma semana, isto é, justamente os 7 dias que dormimos no comboio.
Da janela vamos escrevendo o mundo e o mundo pede-nos para ficar na memória da história com que vamos sendo feitos.
Nenhum de nós, vem igual, mas também nenhum de nós quis ficar para sempre o mesmo.



É impossível pacificarmos as letras que vão crescendo na alma. O outro, o diverso, é de facto absolutamente diferente. É mesmo outro. Em tudo: na língua, no vestuário, nas convições, nas atitudes, nos sentimentos, na escrita, nas percepções, na música, nos gostos, nos desejos, e sobretudo no modo como lê - FUTURO.



Se estamos na Sibéria, o silêncio é total. Lá fora, não há alma que se aproxime, nem passáro que voe; na Sibéria só as árvores conversam connosco e essas, dessas, a maior parte morreu, faz muito tempo, por isso, pouco temos para contar.

Na Mongólia, a beleza sufoca-nos. O deserto é quente, os cavalos escondem-se nas montanhas durante o dia e só se deixam ver de noite, e nas tendas contam-se histórias como aquelas que terão ajudado Bernardo Carvalho a escrever o livro Mongólia.
















Na China é o Império que trinfa no Palácio de Verão, na Cidade Proibida, na Muralha, a par com a China emergente que faz de Xangai a sua capital.
A China...daremos noticias quando o nosso coração estiver tranquilo.





















sábado, abril 19, 2008

Sícilia - Rota das Matrizes Culturais - Junho de 2008




O tema da Rota das Matrizes Culturais 2008 é o Teatro na Grécia Antiga.
A concepção temática e o respectivo itinerário foi da responsabilidade do Professor José Pedro Serra, sócio honrário da Europa Viva.
Não temos dúvidas nenhumas: este projecto, único, só é possível graças ao empenho, dedicação e amizade deste grande classissista e Prémio Pen 2007.



















Sabemos que é um momento importantissimo da Europa Viva, sobretudo, porque a organização temque ser capaz de acompanhar a dimensão intelectual do projecto.
Todos nós, associados e dirigentes da Europa Viva, estamos muitos gratos ao Professor José Pedro Serra por esta grande dávida.

A Rota das Matrizes percorre a Sícilia quase de uma ponta à outra. De Palermo ao Etna vamos «vaguear» pelos quilómetros que fizeram a História da Magna Grécia, levando debaixo do braço a Oresteia de Ésquilo. A tragédia é o ponto central e decisivo desta viagem que nos levará a assistir a dois espectáculos da Oresteia no Teatro de Siracusa.

«...a “cultura” põe a descoberto uma dor primeira, uma original mutilação ontológica, de onde nasce o sopro que a anima. Crescendo nós como a árvore que cresce olhando os céus, a arquitectura da nossa alma desenha-se a partir de um desejo de unidade e plenitude, de uma saudade, saudade do que pela sentida ausência se torna presente e nos move. Esta sede de Absoluto, cumprida ou em espera parcialmente saciada, incumprida ou tragicamente em exílio afirmada, modela gloriosamente, no sofrimento e na alegria, a nossa condição e desenha o amplo horizonte do nosso pensar, do nosso sentir, do nosso agir. Na Grécia, onde começámos a ser quem somos, a este “trabalho da cultura”, que era entendido como educação, como formação, chamava-se paideia e de um modo ou de outro a ela se vincula a mais luminosa pedagogia...»
Esta passagem foi retirada de um texto escrito e dito por José Pedro Serra no dia do lançamento da Europa Viva, no dia 12 de Janeiro de 2006 na Comissão Europeia, ainda nós, fundadores e associados, não tinhamos a certeza que saberíamos cumprir com eficácia os designios de contribuir para reflexão da cultura clássica na construção da História Europeia.









Economia e Cultura - Andy C.Pratt in A Urgência da Teoria

«Pensamos frequentemente na cultura e na economia como domínios distintos que não se devem conspurcar um ao outro. Na verdade, a meu ver, os dois conceitos estão inextrincavelmente ligados através da prática. Além disso, consideramos geralmente a economia e a cultura conceitos de alguma forma inalteráveis(...).
A minha tese é que a cultura, e particularmente a produção cultural - o fazer cultura -, se alterou nos últimos anos(...) Se aceitarmos este ponto de vista, então penso que temos de aceitar também outra consequência, ou antes um desafio: há que repensar a nossa relação com a cultura. Mais especificamente, aquilo que pretendo provar é que a nossa relação colectiva com a cultura - ou seja, o domínio da política pública - tem que mudar, não só se pretendemos relacionar-nos com a cultura tal como fazíamos até agora, mas sobretudo se quisermos explocar novos caminhos. Manter inalteradas as tendências do passado não é uma opcção viável.»
O Estado da Economia Cultural: O Crescimento da Economia e os Desafios da Definição de uma Política Cultural, Andy C. Pratt, pp 201, A Urgência da Teoria, Fundação Calouste Gulbenkian

sexta-feira, abril 18, 2008

Transmongoliano (China) - Textos de Apoio




O livro A Cultura Chinesa é uma boa síntese dos vários elementos com os quais vamos interagir em Pequim e Xangai.
La pensée en Chine aujoud'hui é um livro fantástico sobre os conceitos que influenciam a cultura chinesa contemporânea.

quinta-feira, abril 17, 2008

26 de Abril - Curso Europa e Religiões - Carmelo de Fátima

O que dizer desta visita ao Carmelo de Fátima, senão, que de facto é uma honra poder experienciar a fé num lugar onde a entrega e a radicalidade são palavras cheias de sentido...
Estamos a chegar ao fim do I Curso Europa e Religiões. Apenas nos restam mais dois módulos: este de 26 de Abril no Carmelo de Fátima e no dia 29 de Maio na Faculdade de Letras de Lisboa para ouvirmos o Professor Carlos João Correia falar da «Morte de Deus».
Em Outubro de 2008 começaremos o II Curso Europa e Religiões. Desta feita numa parceria com a Licenciatura de Ciências Religiosas e o Centro de Estudos Religiosos da Universidade Lusófona.
Este II Curso Europa e Religiões terá exactamente a mesma estutura do primeiro: dedicaremos dois módulos a cada religião (judaismo, cristianismo, hinduismo, islamismo, budismo) um teórico e outro prático, de três horas aproximadamente cada um que ocupará dois dias por mês, que podem ser a uma terça ou uma quinta-feira.
O Curso dura aproximadamente 6 meses.
Ao mesmo tempo vamos iniciar uma nova experiência ainda no âmbito do Curso Europa e Religiões: módulos de aprofundamento de cada religião.
Assim, cada religião terá quatro módulos de aprofundamento que serão de 2 horas cada um. Brevemente a Europa Viva anunciará os respectivos programas.

quarta-feira, abril 16, 2008

Transmongoliano 2008 - 1º encontro






Viajantes do Transmongoliano 2008:
encontro dia 18 de Abril, 19:00, sala 2.15, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

I Curso Europa e Religiões

Vamos terminar o I Curso Europa e Religiões com o seguinte calendário:

26 de Abril de 2008 - Módulo «experiência religiosa» visita ao Carmelo de Fátima;

29 de Maio de 2008, 18:30, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa - Conferência Profº Carlos João Correia - A Morte de Deus

terça-feira, abril 15, 2008

Peddy Papper - Os Cafés - 3 de Maio

No próximo dia 3 de Maio, a Europa Viva, sob a égide organizativa de Antónia Lemos e Helena Botelho, fará o seu I Peddy Papper subordinado ao tema: os cafés.
«A Europa é feita de cafetarias, de cafés. Estes vão da cafetaria preferida de Pessoa, em Lisboa, aos cafés de Odessa frequentados pelos gangsters de Isaac Babel. Vão dos cafés de Conpenhaga, onde Kierkegaard passava nos seus passeios concentrados, aos balcões de Palermo. Não há cafés antigos ou definidores em Moscovo, que é já um subúrbio da Ásia. Poucos em Inglaterra, após um breve período em que estiveram na moda, no século XVIII. Nenhuns na América do Norte, para lá do posto avançado galicano de Nova Orleãs. Desenhe-se o mapa das cafetarias e obter-se-á um dos marcadores essenciais da "ideia de Europa".»
In A Ideia de Europa, George Steiner, pp 26
Os associados, familiares e amigos que quiserem participar nesta iniciativa devem comunicar à organização o mais cedo possível.

segunda-feira, abril 14, 2008

O tempo da imagem do mundo


«Estes novos empresários das nações-piloto da expansão europeia já não estão radicados numa terra mãe; já não se embalam nas suas vozes e aromas; já não obedecem aos seus pontos de refência históricos e aos seus polos de atracção. Esqueceram-se do que eram as suas fontes encantadas, do que significavam as igrejas de peregrinação e os lugares de poder e das maldições que residiam nos becos sombrios. Para eles, a poética do espaço natal já não é determinante. Já não vivem para sempre no espaço em que nasceram (...). Doravante o seu lugar é o mapa, em cujos pontos e linhas passam a estar localizados em absoluto. Ele é o papel pintado rico em informações, o mappamundo, que lhes diz onde se encontram. O mapa da Terra absorve as terras, a imagem da bola terrestre faz com que, para o pensamento que figura o espaço, gradualmente se desvaneçam as extensões reais.»


Peter Sloterdijk, Palácio de Cristal, pp 36, Relógio D'Água


©Foto Helena Botelho 2008

domingo, abril 13, 2008

A Revolução da Riqueza - Como será criada e como alterá as nossas vidas


Os «Troffler» (Alvin e Heidi Toffler) habituaram-nos a prognósticos económicos e socias sobre a contemporaneidade sempre realistas apesar dos seus conteúdos consubstanciarem análises vanguardistas e até revolucionárias .

Por isso, convem lê-los atentamente mesmo que as suas reflexões configurem quadros de uma radicalidade quase futurista. Os livros A Terceira Vaga e Choque do Futuro exemplificam muito bem o que acabámos de dizer relativamente ao trabalho que produzem e publicam. Desta vez, o casal Alvin e Heidi Toffler brinda-nos com uma análise dos grandes «processos de transformação económicos, sociais, politicos e culturais».

A este diagnóstico chamaram a A Revolução da Riqueza, um livro publicado pela Actual Editora, já em 2º edição, onde encontramos alguns «recados» que vale a pena reflectir:

«Os novos sistemas de riqueza não surgem frequentemente e não viajam sozinhos. Cada um deles traz consigo uma nova forma de vida, uma civilização. Não apenas novas estruturas de negócio, mas também novos formatos familiares; novos tipos de música e arte; novidades gastronómicas, modas e padrões de beleza física; novos valores; e novas atitudes em relação à religião e à liberdade individual - todos eles interagem entre si e moldam o novo e emergente sistema de riqueza».


A Europa Viva, nasceu para produzir «real» numa sociedade caracterizada pela inação, pelo conformismo e pelo subsidiodependentismo.

Não seria útil criarmos programas para apoiarmos as novas gerações a perceberem que a economia da cultura (do conhecimento) é uma excelente possibilidade de enfrentar a recessão e de constituição do próprio emprego?



©Ana Paula Lemos


sábado, abril 12, 2008

Olhares peregrinos - Parque Internacional do Douro





©Fotos Lurdes Fidalgo

Aos Que Virão A Nascer - Bertolt Brecht - (1898-1959)

Que tempos são estes, em que
Uma conversa sobre árvores é quase um crime
Porque traz em si um silêncio sobre tanta monstruosidade?
........................................................................................................

Tradução João Barrento,
in Rosa do Mundo, pp 1380, Assírio & Alvim

sexta-feira, abril 11, 2008

Alta Competição...








Comparo o percurso actual da Europa Viva ao dos atletas de alta competição. Como eles, também nós estamos absolutamente concentrados em desenvolver o projecto associativo em que acreditamos e com as performances máximas de que dispomos.
Como eles, acreditamos no trabalho, no esforço, na disciplina, na entrega, na dedicação. Como eles sabemos que os resultados dependem sobretudo de nós. Sabemos tão bem quanto eles que sem persistência e determinação não venceremos. Como eles estamos dispostos a renunciar para vencer.

©Ana Paula Lemos

quinta-feira, abril 10, 2008

Curso de Cultura Musical - Europa Viva

Ainda se pode inscrever no Curso Ópera, O Tempo e o Mundo. Veja programa em
www.europaviva.eu

quarta-feira, abril 09, 2008

Exortação Ao Estudo da Filosofia - Pérsio - Sátiras

Exortação ao Estudo da Filosofia
(III. 1-4; 66-72)

Então agora é asim? Já a manhã clara entra pelas janelas
e a sua luz faz crescer as estreitas frinchas!
E nós a ressonar, tempo que baste para digerir a espuma de Falerno,
enquanto no quadrante do Sol a sombra chega já à quinta linha

..........................................................................................................................

Instruí-vos desgraçados! E aplicai-vos a conhecer as causas das coisas,
o que somos, para que vida somos gerados, que posto nos foi destinado,
ou donde e desde onde é mais fácil contornar a meta,
qual o limite da riqueza, que desejo é lícito formular,
para que serve uma moeda nova, quanto se deve ser generoso
com a pátria ou com os entes queridos, que papel te ordenou
a divindade que desempenhasses e que lugar deves ocupar
no conjunto da humanidade.
Pérsio,
Sátiras,
(34-62)
Trad.: Maria Helena Rocha Pereira

Correio - Conferência Presidente Durão Barroso

Os meus agradecimentos pelo convite e as minhas felicitações pelo interessante colóquio que promoveu. Confesso que fiquei positivamente impressionado pelo nível das perguntas feitas e pelo decorrer de toda a discussão. Parabéns e continue com coragem. Os meus melhores cumprimentos.

Jose Carvalho Soares
Centro de Fisica Nuclear da Universidade de Lisboa

terça-feira, abril 08, 2008

Ainda o Presidente Durão Barroso...





©Fotos - José Luís Alves

segunda-feira, abril 07, 2008

Presidente Durão Barroso com Ana Paula Lemos e António Abreu, Presidente da Direcção e Presidente da Assembleia Geral da Europa Viva




O Presidente da Assembleia Geral da Europa Viva, Arq. António Abreu e a Presidente da Direcção, Ana Paula Lemos, oferecendo ao Presidente Durão Barroso a gravura Europa Viva feita por Estela Baptista.

©Fotos José Luís Alves

Presidente Durão Barroso com a Europa Viva na Faculdade de Letras

O mote que o Presidente Durão Barroso sugeriu para reflexão da Conferência que proferiu na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa a convite da Europa Viva e da Licenciatura de Estudos Europeus foi sintetizado neste título: A Europa e os Desafios da Globalização.
Não fugindo a nenhuma questão premente da geo-política mundial, Durão Barroso face a um auditório cheio de alunos da Licenciatura de Estudos Europeus, passou em revista os grandes titulos da agenda da sua Presidencia e não deixou de realçar o papel da cultura na construção do projecto Europeu, adiantando, contudo, que os países membros são mais hábeis em falar de politica comunitária do que em cultura europeia. Como disse o Presidente, quando chegamos à reflexão do tema cultura, os 27 países gostam de falar em uníssono e já não em cultura europeia.
Durão Barroso falou de improviso, numa linguagem clara, mas muito sistematizada, dissecando, sem a menor dificuldade, um a um, os temas mais controversos que lhe foram apresentados pelos alunos para discussão:
1. A Turquia só entra se conseguir convencer os europeus do cumprimento dos objectivos da adesão até porque a adesão de um país ao projecto da União tem que emergir de uma votação unânime e como se sabe há vários paises que estão contra a adesão, nomeadamente a Austria e a Itália;
2. O Tibete vai estar na agenda do Presidente quando daqui a duas semanas visitar a China; onde não se vai coibir de reforçar a tradição europeia no respeito pela dignidade dos homens e do valor da liberdade;
3. Cabo Verde tem um estatuto especial na familia do direito comunitário mas não será um país da União;
Mas Durão Barroso também disse: compete a cada geração definir a geografia do futuro da União Europeia.
E a globalização é um instrumento que muito nos ajuda a corporizar o papel da Europa no contexto mundial.
«Quando fui Ministro dos Negócios Estrangeiros, em 1992, a Europa tinha muito menos peso do que tem hoje» disse o Presidente da Comissão Europeia.
E acrescentou: face a uma China, India, Russia ou Brasil, a Europa tem que ser capaz de responder aos desafios que a globalização coloca.
Uma Europa a 27 é assim tão grande para enfrentar uma China? Perguntou Durão Barroso.
Triste por ver as matrizes culturais europeias (a cultura grega e latina) a desaparecem do mapa geográfico da alma e da cultura europeia, o Presidente segredou que o comove ver os museus europeus e as salas de concerto europeias cheios de pessoas a apreciar a sua cultura...
O Presidente falou ainda do facto de ter conseguido criar por proposta sua o Institutuo de Tecnologia Europeu para travar a imigração da inteligência europeia para os Estados Unidos e explicou que a mobilidade é um factor positivo para fixar na Europa o conhecimento que os seus cientistas produzem.
A Europa Viva gravou a conferência e vai colocá-la no YouTube. Logo que o fizer avisará os seus associados e leitores.

domingo, abril 06, 2008

Conferência EUROPA VIVA - Presidente da Comissão Europeia, Dr. JOSE MANUEL DURÃO BARROSO


DIA 7 de ABRIL, às 11:30, Anfiteatro III, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa - conferência do Presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso,
«A Europa e os Desafios da Globalização»

sábado, abril 05, 2008




Peter Sloterdijk e Slavoj Zizek

A Relógio D'Água Editores está lentamente a editar algumas das obras mais importantes de dois dos maiores pensadores europeus da actualidade: Peter Sloterdijk e Slavoj Zizek.
Um e outro pensam a «Europa» segundo um paradigma absolutamente novo: constroem um pensamento performativo em torno da actualidade politica, social e antropológica, fazendo coabitar cinema e psicanálise mais filosofia pura no caso de Zizek e, neuro filosofia com antropologia, no caso de Peter Sloterdijk, este mais empenhado em edificar um edificio filosófico novo e alternativo ao paradigma vigente.
De um e de outro vamos citar algumas passagens que nos ajudam a pensar o Mundo e a Europa segundo novas abordagens:
Regresso à Terra - capítulo 3 do livro Palácio de Cristal, Para uma Teoria Filosófica da Globalização, Peter Sloterdijk, Antropos, Relógio d'Água
« Consequentemente, na época moderna, não é aos metafísicos, mas aos geógrafos e descobridores que cabe a tarefa de desenhar a nova imagem do mundo; a sua missão consiste em apresentar em imagem a última bola. Futuramente, para a humanidade descascada das suas protecções, de entre todos os grandes corpos redondos só o seu próprio planeta ainda significa alguma coisa. Os circum-navegadores, os catógrafos, os conquistadores, os mercadores internacionais, e inclusivé os missionários cristãos e os seus seguidores, cooperantes para o desenvolvimento, que exportam a boa vontade, e turistas, que desembolsam dinheiro em troca de experiências de teatros longínquos - todos eles se comportam como se tivessem percebido que a Terra era precisamente aquilo que, após a detruição do céu, assumira a sua função como última abóboda...»
A felicidade depois do 11 de Setembro, Bem-Vindo ao Deserto do Real, capítulo 3, pag; 83, Slavoj Zizek, Relógio D'Água
«Este frágil equilíbrio foi rompido. Pelo quê? Pelo desejo, precisamente. O desejo foi a força que obrigou as pessoas a irem mais longe, para chegarem a um sistema no qual a grande maioria é definitivamente menos feliz».

©Ana Paula Lemos

sexta-feira, abril 04, 2008

Simbolos Europeus...Abadia de Montecassino - Itália
















Em 1944 a Abadia de Montecassino foi completamente destruída pelas forças nazis e heróicamente defendida pelas forças polacas a quem a Abadia prestou homenagem com o seu famoso «cemitério polaco» tal como se observa na primeira foto.

©Fotos Ana Paula Lemos
Montecassino lugar fundado por S.Bento (Padroeiro da Europa) em 529.

quinta-feira, abril 03, 2008

A propósito de Conversas Sobre o Bom Jornalismo com Ryszard Kapuscinski

Ryszard Kapuscinski (1932-2007) foi seguramente um dos maiores repórteres literários do século XX.
Um dos programas do projecto Europa em Movimento, o transmongoliano, deve uma parte do seu trajecto a um livro deste jornalista escritor, O Império, editado em Portugal pela Campo das Letras, onde o autor descreve através de vários pequenos textos a narrativa mítica da ex-União Soviética e da teia de poder que corrumpia aquele ex-Imprério e ainda uma das suas viagens de comboio pela ex-União Soviética profunda, que como naquele tempo, ainda hoje se faz atravéz do Transsiberiano.
Mas o que queremos citar de Ryszard Kapuscinski foi escrito num livro agora publicado pela Relógio de Água designado Os Cínicos Não Servem Para Este Oficio - Conversas sobre o Bom Jornalismo.
É um livro que se lê num dia (claro que esta recomendação valida apenas os que têm a sorte de ter tempo para ler) que nos ensina muito sobre o «bom jornalismo» mas obriga-nos também ou/e fundamentalmente a reflectir sobre o século XXI.
É a este propósito que vou citar Ryszard:
«A minha intenção, no entanto, é mais ambiciosa. Não pretendo limitar-me a escrever sobre pobres ou ricos, pois essa tarefa compete principalmente a uma série de organizações, desde as Igrejas às Nações Unidas. A minha principal intenção é mostrar a todos nós, Europeus - que temos uma mentalidade bastante eurocêntrica -, que a Europa ou, aliás, uma parte dela, não é a única coisa que existe no mundo. Que a Europa está rodeada por um imenso e crescente número de diferentes culturas, sociedades, religiões e civilizações. Viver num planeta que está cada vez mais interligado significa ter a noção disso e adaptarmo-nos a uma situação global radicalmente nova.
Antigamente era possível vivermos separados, sem sabermos nada uns dos outros, sem um país saber do outro. Mas no século XXI já não será possível. Por conseguinte, devemos lentamente - ou, aliás, rapidamente - adaptar o nosso imaginário, o nosso modo de pensar tradicional a essa nova situação...
O nosso imaginário foi educado para pensar em pequenas unidades: família, tribo ou sociedade. No século XIX pensava-se em termos de nação, de região, ou de continente. Contudo, não temos instrumentos, nem experiência, para pensar à escala global, para perceber o que isso significa, para nos apercebermos de que modo as outras partes do planeta nos influenciam e de que modo nós as influenciamos.
Por outras palavras, é muito difícil perceber que cada um de nós é um se humano ligado a outros seres humanos, que temos de nos imaginar como figuras dotadas de muitos fios e laços que se estendem em todas as direcções...
No meu caso, precisamente porque vivi nesses continentes, tentei fazer compreender, através dos meus artigos, que estamos a atravessar um momento de grande revolução, da qual todos fazemos parte; e, que, em primeiro lugar, temos que compreender a situação e adaptarmo-nos e ela».
Eis os alicerces do projecto Europa em Movimento.
©Ana Paula Lemos

quarta-feira, abril 02, 2008

Conferência EUROPA VIVA - Presidente da Comissão Europeia, Dr. JOSE MANUEL DURÃO BARROSO


DIA 7 de ABRIL, às 11:30, Anfiteatro III, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa - conferência do Presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso,
«A Europa e os Desafios da Globalização»

terça-feira, abril 01, 2008

Conferência EUROPA VIVA - Presidente da Comissão Europeia, Dr. JOSE MANUEL DURÃO BARROSO

No próximo dia 7 de Abril, às 11:30, José Manuel Durão Barroso, Presidente da Comissão Europeia vem à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, ao Anfiteatro III, conferenciar sobre o tema: «A Europa e os desafios da globalização», a convite da Europa Viva e da Licenciatura de Estudos Europeus.
Foi há dez meses que começou esta aventura de ousadia. No dia 18 de Julho, às 15:41, a Presidente da Europa Viva ousou escrever um mail ao gabinete do Presidente da Comissão, explicando quem eramos, o que faziamos e o que queriamos.
Lembro-me que fiquei estupefacta: vinte minutos depois de termos enviado o mail tinhamos uma resposta cordial, empenhada, delicada da Dra. Leonor Ribeiro da Silva, membro do Gabinete de Durão Barroso.
Quero deixar aqui bem clara uma ideia que muito gostariamos pautasse as relações de cidadania em Portugal: esta senhora não conhecia a signatária de lado nenhum nem a Europa Viva de modo especial. O que de facto aconteçeu foi um atendimento habitual por parte desta organização que traduz um grande respeito por organizações representativas da sociedade civil e pelos cidadãos de um modo geral.
Assim, na qualidade de Presidente da Europa Viva, nunca me tinha sido tão fácil estabelecer um contacto com uma Organizão Politica ou mesmo empresarial e até associativa.
Quero pois em nome da Direcção agradecer publicamente este facto, para nós de uma enorme expressão de respeito pelos movimentos de cidadania, sobretudo, quando no nosso país, o hábito de práticas públicas de excelência convertem-se geralmente no instrumento da «cunha».
Obrigada por nos terem feito acreditar que valia a pena lutarmos pelos nossos objectivos, pelos nossos ideias, pela nossa missão, independentemente da nossa condição social, económica, da raça, dos credos, da orientação sexual.
Porque afinal, a nossa Associação é composta por homens e mulheres de cores diferentes, de idades diferentes, profissões muito variadas, de ideologias diferentes, de credos diferentes, de orientações sexuais diferentes, de níveis económicos e sociais variados, com carreiras profissionais também bastante dissonantes.
O que nos une é a nossa missão e os nossos estatutos (corpo juridico da nossa missão) - ver em www.europaviva.eu
E esses visam a promoção, difusão e reflexão da cultura europeia, dos valores da cidadania e da solidareidade social.

segunda-feira, março 31, 2008

Transmongoliano - Agosto 2008

A Rota da Memória - Os totalitarismos do Século XX é dos programas culturais mais importantes do Projecto Europa em Movimento (www.europaviva.eu). Escolhemos essa mítica viagem que é o Transmongoliano (viagem de comboio pela Russia - Mongólia - China) para a abordagem do tema Os Totalitarismos do Século XX pelas razões intrínsas à geografia, sociologia e história politicas.
O projecto Europa em Movimento aborda, reflecte e promove temas da cultura europeia e da geo-politica mundial.
A Rota da Memória é assim um programa de análise cultural no terreno dos totalitarismos do século XX.
As inscrições para este programa terminam a 10 de Abril e o programa está divulgado no site da Europa Viva - www.europaviva.eu


Curso de Cultura Musical - Europa Viva

Veja programa em www.europaviva.eu

domingo, março 30, 2008

Épico Geser (Mongólia) - Mitos da Criação

A Origem da Vida e da Morte

Corriam os dias mais remotos e Tenger sentia-se muito só; nada havia à sua volta senão céu e oceano. Certa vez incomodado com breu, Tenger decidiu forjar uma lua e um sol que pudessem aclarar os céus. De seguida, criou o pato dos olhos dourados e deu-lhe ordem para que descesse do céus ao oceano e trouxesse consigo umm pouco de lama. O pato, ainda que tivesse demorado mais do que era esperado, satisfez o desejo de Tenger. O demiurgo colocou então a lama sobre a carapaça de uma tartaruga entretanto criada, dizendo-lhe também para descer aos mares, ao que esta obedeceu.
A lama espalhou-se e secou rapidamente, transformando-se de imediato em terra seca. Tenger criou então as montanhas, os lagos e os rios com a palma das suas mãos húmidas. Povoou depois a paisagem com uma míriade de plantas, pássaros e animais. Porém, como a lua e o sol brilhavam ininterruptamente , cedo os seres vivos se queixaram do calor. Tenger resolveu assim fazer alternar os serviços dos seus astros. Já sob condições clamatéricas mais amenas, nasceu o homem e Tenger engraçou de tal modo com esta criatura que lhe prometeu a eternidade. A humanidade evoluiu e espalhou-se alegremente pela terra mas, um dia, os feudos ocidental e oriental começaram a guerrear-se e, como castigo, Tenger espalhou doenças e a morte pela sua prole.
In Rosa do Mundo, 2001 Poemas Para O Futuro
Tradução de Manuel João Magalhães
pag, 18, 3º edição
Assírio & Alvim

sexta-feira, março 28, 2008

Assembleia Geral da Europa Viva


A Europa Viva reúne hoje, dia 28 de Março, às 21:30, a sua Assembleia magna.

Ainda Roma...extratos da entrevista de Tom Holland ao Diário de Noticias a proposito do seu livro Rubicão, editado em Portugal por Bertrand Editores

Passagens da entrevista que Tom Holland, escritor de Rubicão, concedeu à jornalista Maria João Pinto do Diário de Noticias, seleccionadas por Alexandra Campos, Presidente do Conselho Fiscal da Europa Viva.

Escreve em Rubicão que o nosso tempo já não valoriza, ou já não sabe valorizar, os clássicos da Antiguidade. Estamos a perder uma lição valiosa?


Não sei se em Portugal é assim, mas em Inglaterra sim, absolutamente. Deixaram de ser estudados nas escolas, o que significa que, pela primeira vez desde o Renascimento, uma geração cresceu sem saber o que foram a Grécia e a Roma antigas. É de lamentar profundamente, até porque em anos recentes o seu conhecimento redobrou de importância: desde o final da Guerra Fria que vivemos num mundo muito similar ao de Roma. E creio que o facto de ter havido na última década um ressurgimento de interesse por ele no cinema, na televisão, nos livros e até nos jogos de computador, reflecte o facto de as pessoas sentirem que foram deserdadas de alguma coisa.


A sua paixão pelos clássicos, quando começou?


Começou quando eu tinha oito anos. O passado remoto sempreme interessou e os romanos são,de certo modo, os dinossauros da História: cheios de glamour, ferozes... e mortos e enterrados há muito (risos). Foi um interesse que me acompanhou sempre - espero que seja hoje ligeiramente mais sofisticado -, mesmo que a minha visão tenha mudado em face do estadodo mundo. Ao pensar escrever sobre Roma, considerei que daria um paralelo interessante com o mundo globalizado em que vivemos. Mas depois deu-se o 11 de Setembro, a guerra no Afeganistão e, depois, no Iraque, e não era só eu a sentir isso, muita gente o sentia: que, se quiséssemos perceber o que estava a acontecer, talvez Roma fosse, não uma explicação, mas um espelho. Até ao final da Guerra Fria, parecia história antiga; a partir daí, a percepção mudou: é história mais contemporânea do que parece. Falamos hoje muito de globalização, mas, muito antes de nós, Roma foi pioneira nela.Penso que a questão-chave para o estudo da república romana está no facto de o seu triunfo se tornar a sua tragédia - tudo o que faz dela uma super-potência acaba por condená-la. O povo romano ganha prosperidade, mas perde liberdade e essa é uma questão hoje candente: penso que também nós trocámos liberdade por prosperidade.


Cruzar o Rubicão é também uma metáfora dos limites do poder?


Penso que é quase sempre o oposto. César pára à beira do Rubicão e hesita por momentos porque sabe que irá destruir a República ao atravessar aquele rio. O Rubicão era uma linha divisória na História de Roma, linha que persiste nos dois lados do debate na política ocidental até aos dias de hoje - o que queremos? Liberdade com risco de anarquia ou ordem com risco de tirania? É uma escolha intemporal e Roma, como base da nossa civilização, oferece--se como magno exemplo disso, razão pela qual o seu apelo é tão forte. Claro que se passou muitas vezes o Rubicão na política desde então: na Tomada da Bastilha, quando os americanos viram costas a Jorge III de Inglaterra... Ambos recuperando, aliás, uma matriz romana: na Revolução Francesa, vamos encontrar os seus agentes mais activos fazendo-se retratar como figuras da república romana; e os americanos, ao fundar a sua república, construindo um senado, um capitólio... Pensemos, por exemplo, na estátua épica, fantástica, de George Washington, com uma peruca do século XVIII e... uma toga! Absolutamente hilariante (risos).É um apelo poderoso… e perene.É, embora hoje ninguém queira conscientemente comparar-se a um romano, muito graças a Mussolini e às consequências do Fascismo. Mas penso que a lição, o fascínio de Roma, mantêm intacta a sua capacidade para servir como algo mais que história antiga. E que continua presente na política de hoje. Um exemplo: a corrida à Casa Branca. Por que razão num sistema tão aberto, em que qualquer um pode candidatar-se, as pessoas continuam a votar, uma e outra vez, em membros da mesma família? Se pensarmos nos Bush, nos Clinton, de alguma forma temos a resposta: é o reconhecimento de uma marca e estou certo de que isso também era verdade nos tempos de Roma.

Correio fotográfico - Viagem a Roma - Lurdes Fidalgo





©fotos - Lurdes Fidalgo

Correio - Viagem a Roma


Estamos muito gratos pela mensagem que nos enviou da deslocação efectuada a Roma através da Europa Viva. Apreciámos os textos constituintes das reportagens com grande fluencia literária, o que nos leva a sugerir ao autor ou autora, a congregar os textos das diferentes jornadas da E.V., como" Crónicas de Viagem".
Os melhores cumprimentos e viva a Europa Viva.
Maria Cidália e Joaquim Monteiro

quinta-feira, março 27, 2008

Sem título


Olhares peregrinos - quando a Europa Viva esteve na China

Quando o comboio parou, pela primeira vez na plataforma chinesa, ao som de cânticos revolucionários, eram 21:35 minutos do dia 26 de Agosto de 2007. Já tinhamos atravessado a Rússia e a Mongólia, completávamos o 11ª dia dessa viagem mitíca que é o transmongoliano e a nossa memória estava, obviamente, impregnada dos totalitarismos do século XX.
Lá fora era noite cerrada mas as luvas brancas dos militares chineses fardados a rigôr, num cortejo de hospitalidade militariazada, iluminavam uma gare de grande plataforma mas de parcas infra-estruturas:
- um barracão branco, razoavelmente grande, com uma casa de bando infestada de um cheiro insuportável, um bom supermercado, carregado de bons produtos chineses...
Foi neste lugar que durante quatro horas a alfandega chinesa «despachou» as várias dezenas de viajantes do Transmongolino, alinhados numa fila única, vestidos tal como se encontravam no comboio, aguardando a vez para fazer prova daa suas cidadanias.
Lembro-me do ar aterrador do nosso agente russo e li no seu rosto as linhas curvas de uma memória cheia de interrogações, pontos de exclamação, e muitas reticências .
Para nós cidadãos europeus, esta experiência constituia a verdade de muitas páginas lidas em jornais, livros, revistas, e a mentira de alguns intelectuais que durante os anos 60, 70 e até 80 gostavam de acreditar que a China podia ser um bom título de paradigma politicamente feliz.
Não conseguimos falar todos uns com os outros sobre esta experiência única de história vivida. As nossas almas livres recebiam noticias de dor quase insuportáveis para uma cidadania livre e responsável como esta construída numa Europa social.
Mas como sabem há palavaras que não precisam de ser ditas.
Na China há céus carregados de muitas nuvens que choram lágrimas de grande aflição.

©Ana Paula Lemos

terça-feira, março 25, 2008

O programa das matrizes culturais

Este ano, em termos de Projecto Europa em Movimento, estamos concentrados em desenvolver programas relativos às matrizes culturais europeias. Começámos por Roma, A Influência da Biblía na Cultura Ocidental e em Junho, tal como anunciámos, iremos à Sicília, sob o signo do Teatro na Grécia Antiga, na companhia do professor José Pedro Serra, eminente classissista e nosso prezado sócio fundador.
Para uma Associação cultural Europeia, como a Europa Viva, este ano ficará na história como o Ano das Matrizes Culturais Europeias.
Creio que agora, depois de termos reflectido sobre o que nos une, podemos ousar desafiar os nossos associados e percorrer a Europa ao sabôr dos grandes mestres da literatura, música e filosofia.
É justamente isto que estamos a preparar para o ano de 2009 na Europa.
Por agora, deixo-vos com as imagens de Roma e alguns textos que recolhemos no terreno.

Os melhores retratos da familia Europa Viva em Roma...















































































Elegias Romanas - Goethe

Falai-me, ó pedras! oh falai, vós altos palácios!
Ruas, dizei uma palavra! Genio, não te moves?
Sim, tudo tem alma nos teus santos muros,
Roma eterna; só para mim tudo se cala ainda.
Quem me diz segredos, em que fresta avisto
Um dia o ser belo que queimando me alivie?
Não pressinto ainda os caminhos, pelos quais sempre,
Pra ir dela e pra ela, sacrifique o tempo precioso?
Ainda contemplo igrejas, palácios, ruínas, colunas,
Homem composto, decoroso, que aproveita a viagem.
Mas em breve passa: então haverá um só templo,
O templo do Amor, que se abra e receba o iniciado!
És um mundo em verdade, ó Roma; mas sem o Amor
O mundo não era mundo, e Roma não era Roma.

Goethe

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