terça-feira, agosto 03, 2010

Datas que convem anotar...

Dia 3 de Agosto de 2010: reunião preparatória do Festival Europeu de Poesia. Tudo tem um começo, hoje, é o primeiro dia do resto do FESTIVAL.

Espaço Europa Viva

A partir de dia 10 de Julho de 2010 voltamos à sede virtual, lugar onde nascemos e onde vivemos até há um ano atrás, até encontrarmos um espaço compatível com as nossas actividades e necessidades. O Espaço que partilhámos na Cidade Universitária com a COMPARES foi devolvido à Faculdade de Ciências, aliás, seu patrono natural.
Estamos num processo de consulta e análise. Estamos certos que a partir de Setembro teremos em carteira mais hipoteses de opcção.

segunda-feira, agosto 02, 2010

As Rotas do Tiago...

Nesta capa está uma foto (dos monges budistas ao centro) que corresponde exactamente a uma das viagens que o Tiago Salazar realizou com a Europa Viva, o programa da Rota do Chá na Índia, na qualidade de jornalista.
O Tiago Salazar é um dos grandes amigos da Europa Viva. Da nossa parte, agradecemos as palavras gentis que teve a amabilidade de nos endereçar na pessoa da Presidente e que constam justamente do «capítulo» dedicado ao Sikkim, na Índia.
A Rota do Chá foi (é),de facto, um dos grandes projectos-programa da Europa Viva que nos leva a Deli, ao Sikkim, aos Himalaias, a Darjeeling e a Calcutá. Uma viagem inteiramente concebida para os amantes do chá. Uma viagem de SONHO. Percebemos exactamente as razões pelas quais o Tiago Salazar escreveu sobre ela para mais um livro seu - As Rotas do Sonho.
Desejamos ao jornalista - escritor muito sucesso para este livro e para muitos outros que, seguramente, virão.

Saber Europa

«As relações entre os Europeus e os Outros, simplificando e resumindo o problema, distinguem-se consoante as épocas:
1. a época dos mercadores e mensageiros decorre quando os viajantes entram em contacto com os Outros, quer nas rotas de comércio, quer enviados por algum monarca para outro país, como mensageiros. Este período dura aproximadamente até ao século XV;
2. a época dos grandes Descobrimentos (os patriotas do terceiro mundo não apreciam esta denominação. Porque dizem que descobriram a América e a Ásia? Nós conhecíamos esses continentes desde tempos imemoriáveis, e sempre lá vivemos!). Era a época de conquista, de chacina e de pilhagem, verdadeiro período sombrio das relações entre os Europeus e os Outros. Assim decorreram vários séculos;
3. a época do Iluminismo e do Humanismo, de abertura para os Outros, das primeiras tentações para os compreender, do estabelecimento de contactos humanos, da troca ilimitada de mercadorias com inclusão de valores culturais e espirituais;
4. o Iliminismo dá inicio à época que ainda hoje dura e que é caracterizada por três momentos decisivos:
a. ruptura dos antropólogos;
b. ruptura de Levinás;
c. ruptura da multiculturalidade;»

Kapuscinski, Ryszard in O Outro

sexta-feira, julho 30, 2010

A viagem...

«Começa numa biblioteca. Ou numa livraria. Misteriosamente, ali prossegue na claridade de razões antes recalcadas no corpo. Assim, antes do nomadismo deparamo-nos com o sedentarismo das estantes e das salas de leitura, ou mesmo dos lares onde se comulam as obras, os atlas, os romances, os poemas, e todos os livros que, de uma forma ou de outra, contribuem para a formulação, realização, concretização da eleição de um destino».
Onfray, Michel in Teoria da Viagem

quarta-feira, julho 28, 2010

Curso de História do Cinema I - O Construtivismo soviético

As vanguardas de início do século XX tiveram na Rússia um esplendor que começou ainda na época do Czar e que ganhou redobrado fôlego após a Revolução Comunista de 1917. Os dois filmes que tivemos oportunidade de ver nas sessões 9 e 10 são exemplos maiores do movimento estético-político conhecido por Construtivismo, uma corrente que sendo fortemente influenciada pela arquitectura e pelas componentes gráficas e dinâmicas do movimento, pretende também trabalhar a noção de um mundo socialista, mostrando as grandes questões sociais e as soluções da praxis revolucionária.
Assim, pela mão de Sergei Eisenstein acompanhamos a revolta dos marinheiros a bordo de "O couraçado Pomtemkin", filme de 1925, comemorativo da revolta ocorrida em 1905 no navio militar russo homónimo. A personagem principal deste filme é o próprio navio, e os seus marinheiros são peças de um puzzle humano que pretende exaltar a energia e a vitalidade das massas, e ao mesmo tempo o poder da sua força ainda adormecida. Há todo um percurso ideológico que se pretende que o espectador faça através das imagens, e que começa no nojo que os vermes na carne apodrecida (jantar servido aos marinheiros) provocam, até à sensação de injustiça perante a prepotência dos oficiais, à emoção e exaltação do sacrifício de alguns revoltosos pelo bem de todos, à coragem demonstrada pela multidão na cena das escadas de Odessa e ao mais puro horror perante o seu massacre, individualizado nas crianças, velhos e mulheres indefesos. No final, após uma sequência que nos deixa em tensão até ao ultimo segundo, o couraçado passa incólume pela esquadra naval que não o afunda e lhe abre caminho ao grito de "Irmãos!".
O outro exemplo do Construtivismo soviético chegou-nos pelas mãos de Dziga Vertov, que em 1929 filmou "O homem da câmara de filmar". Vertov é um homem interessado num cinema documental e experimentalista, e que se torna num meio de registar a realidade com fins revolucionários. Aqui não temos uma narrativa no formato tradicional mas, à semelhança de "Berlim - Sinfonia de uma cidade", são-nos apresentados os ritmos modernos de diversas cidades e fábricas na Rússia. Há no entanto uma inovação muito interessante: é-nos sempre mostrado o realizador recolhendo as suas imagens, que com humor e muita perícia se torna o actor principal do filme. Na verdade temos 3 níveis de leitura: as imagens de um filme que está a ser feito, o processo de montagem do filme fotograma a fotograma, e por fim a projecção do filme num cinema aos seus últimos destinatários: os espectadores... É um filme entusiasta em relação à transformação das classes e onde a realidade é recolhida sem qualquer controlo, com o objectivo de ser posteriormente debatida, analisada e servir de instrumento revolucionário. O realizador e a sua câmara são um "olho" que absorve e regista a realidade, e que a (re)constrói para nós, tornando-a assim mais real e mais próxima."

© Maria Alexandra Campos




segunda-feira, julho 26, 2010

Saber Europa

«Ainda não começámos a avaliar deveras os danos que os acontecimentos sobrevindos a partir de 1914 infligiram ao homem - ao homem enquanto espécie que atribui a si próprio o qualificativo de sapiens. Ainda não chegámos a aprender a coexistência no tempo e no espaço (...) do supérfulo ocidental e da fome, da privação e da mortalidade infantil que actualmente governam quintas partes da humanidade. Existe uma dinâmica da demência esclarecida na nossa maneira de desperdiçar o que resta dos recursos naturais, da fauna e da flora do mundo (...)».
Steiner, George in Gramáticas da Criação


domingo, julho 25, 2010

Curso de História do Cinema I

Últimas sessões: 26 e 27 de Julho às 18:30 na Reitoria da Universidade de Lisboa.

sexta-feira, julho 23, 2010

No Twitter...

A Vanessa Pelerigo, vogal da Direcção da Europa Viva, tem a missão de «animar» as redes sociais da Europa Viva. A Vanessa já está no Twitter. Acompanhe a Europa Viva na rede.

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Queremos ser seu amigo

quinta-feira, julho 22, 2010

quarta-feira, julho 21, 2010

Viagem e Curso de Ópera...

http://www.europaviva.eu/news/201006_Opera/

Errata - Curso de História do Cinema I

Termina no próximo dia 27 de Julho, às 18:30, na Reitoria da Universidade de Lisboa, o Curso de História do Cinema.

terça-feira, julho 20, 2010

5 Aniversário - Reportagem com fotos de José Luís Alves

A chegada dos associados da Europa Viva ao almoço no Museu do Teatro. Á direita, a Secretária Geral da Europa Viva, Beatriz Gama Lobo com Ana Maria Brazão, associada do núcleo do Porto.



Nas imagens: Fernando Alves Marques, Conselheiro da Europa Viva e Teresa Alves Marques. Em baixo, Helena Botelho, vogal da Direcção e Amaryllis De Smet, membro da Mesa da Assembleia Geral.






Na foto, à direita, José Tomáz Ferreira a quem a Europa Viva deve a estimada e preciosa colaboração no módulo do Catolicismo do Curso Europa e Religiões e Sra. D. Martinha, amiga da nossa Associação desde o primeiro dia.
Armindo Vaz, eminente professor da Universidade Católica e um dos responsáveis pelo sucesso do Curso Europa e Religiões da Europa Viva.
Não fosse o facto de comemorarmos o aniversário de constituição da Europa Viva numa altura em que uma grande maioria das pessoas está de férias, e claro os nossos associados também, e a nossa Festa teria tido mais de 100 pessoas. Ainda assim, no Workshop realizado pelo prof. Luis Mendonça de Carvalho, dedicado à Botânica na História da Arte Europeia, eramos nove dezenas e meia de pessoas.









Vanessa Pelerigo é vogal da Direcção da Europa Viva




















©Fotos de José Luís Alves

segunda-feira, julho 19, 2010

5 aniversário - reportagem

Da esquerda para a direita:
Helena Botelho (vogal da Direcção), Alexandra Campos (Presidente do Conselho Fiscal) e Alexandre Ipolliti , sócio fundador da Europa Viva, lendo um magnifico livro sobre a Europa oferecido à Associação por Amaryllis De Smet e Fernando Alves Marques, dois membros dos Corpos Associativos da Europa Viva.

©Foto de José Luís Alves

A reportagem do Repórter

José Luís Alves - sócio fundador da Europa Viva e Conselheiro


©Foto de Vanessa Pelerigo

Curso de História do Cinema I

Calendário do Curso de História do Cinema I
Julho - 19 - 20 - 26
às 18:30 na Reitoria da Universidade de Lisboa

domingo, julho 18, 2010

Texto sobre Surrealismo e Vanguardas - Curso de História do Cinema I -

O Surrealismo enquanto movimento artístico nasceu no período entre Guerras no início do Século XX. Dono de uma estética fascinante, difícil de decifrar, soube trazer sobre si o olhar e o pensamento de intelectuais e anónimos, questionando ainda hoje as noções de arte, vida, lógica e absurdo. Muito influenciados pela teoria psicanalítica de Freud, os artistas surrealistas procuravam provocar e questionar o real, desconstruindo conceitos de bom senso, razão ou narrativa. Para os surrealistas tudo é permitido. Não há necessidade de controlar os impulsos, o pensamento, os gestos.
Tendo sido um movimento muito forte no campo da literatura e das artes plásticas, também no cinema encontramos "objectos" fundamentais para conhecer o Surrealismo. Assim na 7.ª sessão do nosso curso tivemos a oportunidade de ver dois filmes essenciais: "Um cão andaluz" e "A idade de ouro", o primeiro de Luis Buñuel e Salvador Dalí e o segundo realizado apenas por Buñuel após a sua ruptura com Dalí devido a divergências estéticas e políticas. Não há forma simples de descrever estas obras. São provocadoras, violentas, são anti-católicas, anti-capitalistas, desafiam a autoridade qualquer que seja, são caóticas e absurdas. Na verdade não pretendem fazer nenhum sentido mas antes incomodar o espectador, fazê-lo partilhar os sonhos e pesadelos dos autores: há mãos furadas de onde saem formigas, praias cheias de cruzes, burros mortos carregados por padres, mulheres lascivas, vacas deitadas em camas, homens loucos, e toda uma ausência de referências a um tempo ou a um local "compreensíveis". O certo é que estes filmes, talvez por terem sido tão livres e terem ido tão longe nas suas experiências, continuam a influenciar artistas e a deixar-nos a todos perplexos pela sua força e coragem.
No mesmo período, outros movimentos de vanguarda mostravam, por oposição, que tudo pode ter um significado, e que, no que ao cinema diz respeito, a sequenciação de planos pode provocar uma leitura política, e assim conduzir o espectador a uma tomada de consciência, a uma compreensão mais profunda da realidade e à capacidade para tomar opções. O filme de Walter Ruttmann "Berlim-Sinfonia de uma cidade" é uma obra impressionante pela sua capacidade de condensar dentro de si o pulsar da vida de uma cidade como Berlim em 1927. Dividido em cinco actos, podemos através deles viver um dia intenso: há um silêncio e calma iniciais que são apagados pelo movimento das pessoas que saem de casa para os empregos e escolas, passam o dia nos seus trabalhos fabris ou domésticos, fazem as suas refeições sós ou em restaurantes, praticam desporto e usufruem de tempos de lazer ao ar livre, e quando a noite cai, se entretêm em casas de espectáculo, passeiam e vêem os néons e as luzes das ruas. A montagem gráfica, onde linhas e mais linhas se cruzam nos planos, sejam elas dos caminhos de ferro, dos carris dos eléctricos, das impressoras dos jornais, e o ritmo incessante do trânsito, das multidões, dos transportes públicos quase nos tiram o fôlego. As questões sociais são muito prementes e muito presentes nos movimentos de vanguarda, assim como os ritmos da vida moderna, e é isso mesmo que esta obra nos traz: viver na cidade é fascinante, é desafiador, os contrastes muito fortes entre os ricos e os pobres questionam. O que é possível fazer para mudar para melhor?"


©Maria Alexandra Campos

5 Aniversário - Reportagem

Workshop realizado pelo Prof. Luís Mendonça de Carvalho nos jardins do Palácio do Monteiro Mor em LisboaOs mais novos associados honorários da Europa Viva: a Ema e o João apagam as velas do 5 aniversário Europa Viva.




Balanço das Actividades da Europa Viva em notas da Presidente de Direcção Ana Paula Lemos

©Fotos de António Abreu
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