quarta-feira, março 31, 2010
terça-feira, março 30, 2010
Calendário Actualizado Módulo União Europeia
28 de Abril – Apresentação - Dr.ª Margarida Marques – Comissão Europeia em Portugal
6 de Maio - Identidade europeia, um oxímoro para o século XXI -> Paulo Sande (Director do Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal)
20 de Maio - A História da UE – alargamento e aprofundamento -> Catarina Rogado (mestre em Políticas Europeias e formadora em assuntos europeus)
4 de Junho - Cidadania Europeia e opinião pública europeia – diálogo Europa/cidadão; legitimidade politica dos cidadãos -> Catarina Rogado
Local: Espaço Europa Viva
Horário: 19:00
6 de Maio - Identidade europeia, um oxímoro para o século XXI -> Paulo Sande (Director do Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal)
20 de Maio - A História da UE – alargamento e aprofundamento -> Catarina Rogado (mestre em Políticas Europeias e formadora em assuntos europeus)
4 de Junho - Cidadania Europeia e opinião pública europeia – diálogo Europa/cidadão; legitimidade politica dos cidadãos -> Catarina Rogado
Local: Espaço Europa Viva
Horário: 19:00
segunda-feira, março 29, 2010
Berlim, uma viagem pela Arte - de 5 a 12 de Junho

Berlim é um dos mais importantes destinos culturais europeus. Este ano a Europa Viva dedica a Berlim e à Arte uma viagem muito especial designada, Berlim, Uma Viagem pela Arte comissariada por Anabela Mendes, associada da Europa Viva e professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa - http://www.cecc.com.pt/CV_Anabela_Mendes.html
Pela mão da professora Anabela Mendes visitaremos Berlim de 5 a 12 de Junho 2010. No terreno contamos ainda com a ajuda de uma professora universitária alemã que nos levará a sentir e viver uma Berlim tão próxima quanto possível sentem e vivem os berlinenses.
Veja programa em http://www.europaviva.eu/news/201003_Berlim/
sábado, março 27, 2010
sexta-feira, março 26, 2010
Curso Introdução à História do Cinema I - Calendário
Programa
19 de Abril - Sessão 1 - O nascimento do cinemaFilmes dos Lumiére e Méliès;
20 de Abril - Sessão 2 - O nascimento da narrativa clássica Filmes “O Nascimento de uma Nação”, e “O Lírio Quebrado”,de David Griffith.
26 de Abril - Sessão 3 - (Continuação) O nascimento da narrativa clássica Filmes “O Nascimento de uma Nação”, e “O Lírio Quebrado”,de David Griffith
27 de Abril - Sessão 4 - O ExpressionismoFilmes “O Gabinete do Dr. Galigari”, de Robert Wiene, “Metropolis”, de Fritz Lang, e “Nosferatu”, de F.W. Murnau
3 de Maio - Sessão 5 (Continuação) O ExpressionismoFilmes “O Gabinete do Dr. Galigari”, de Robert Wiene, “Metropolis”, de Fritz Lang, e “Nosferatu”, de F.W. Murnau
17 de Maio - Sessão 6 - (Continuação) O ExpressionismoFilmes “O Gabinete do Dr. Galigari”, de Robert Wiene, “Metropolis”, de Fritz Lang, e “Nosferatu”, de F.W. Murnau
24 de Maio - Sessão 7 – Surrealismo e VanguardasFilmes “Le Chien Andalous” e “L’ Age d’Or”, ambos de Luís Buñuel, e “Berlim, Sinfonia de uma Cidade” de Walther Ruttmann
31 de Maio - Sessão 8 - (Continuação) Surrealismo e VanguardasFilmes “Le Chien Andalous” e “L’ Age d’Or”, ambos de Luís Buñuel, e “Berlim, Sinfonia de uma Cidade” de Walther Ruttmann
7 de Junho - Sessão 9 - Construtivismo soviéticoFilme “O Couraçado Potenkine”, de Serghei Eisenstein, e “O Homem da Máquina de Filmar”, de Dziga Vertov
21 de Junho - Sessão 10 - (Continuação) O Construtivismo soviéticoFilme “O Couraçado Potenkine”, de Serghei Eisenstein, e “O Homem da Máquina de Filmar”, de Dziga Vertov
28 de Junho - Sessão 11 – O burlesco americano“A Quimera de Ouro”, de Charles Chaplin
29 de Junho - Sessão 12 – (Continuação) O burlesco americano“A Quimera de Ouro”, de Charles Chaplin
Horário:
18:30 - 20:00
Local:
Reitoria da Universidade de Lisboa - Sala Conferências
quinta-feira, março 25, 2010
Calendário Actividades Europa Viva - Abril
Seminário Saber Europa
8 de Abril - Ian McEwan – O romance urbano do novo milénio (Helena Vasconcelos)
15 de Abril – Apresentação - Margarida Marques – Comissão Europeia em Portugal
22 e 29 Abril - Influências do Judaísmo na cultura ocidental (Esther Mucznik)
Na Europa Viva às 19:00
História do Cinema I
19, 20, 26 e 27 de Abril
Sessão 1 – O nascimento do cinema Filmes dos Lumiére e Méliès.
Sessões 2 e 3 – O nascimento da narrativa clássica Filmes “O Nascimento de uma Nação” e “O Lírio Quebrado” de David Griffith.
Sessões 4, 5 e 6 – O Expressionismo Filmes “O Gabinete do Dr. Caligari” de Robert Wiene, “Metropolis” de Fritz Lang, “Nosferatu” de F.W. Murnau
Na Reitoria da Universidade de Lisboa às 18:30
quarta-feira, março 24, 2010
terça-feira, março 23, 2010
segunda-feira, março 22, 2010
sexta-feira, março 19, 2010
Curso História do Cinema I
O Curso História do Cinema I é ministrado por Lauro António e tem como objectivo introduzir o participante nos grandes temas (cronológicos) do cinema.
Programa
Sessão 1 - O nascimento do cinemaFilmes dos Lumiére e Méliès;
Sessões 2 e 3 – O nascimento da narrativa clássicaFilmes “O Nascimento de uma Nação”, e “O Lírio Quebrado”,de David Griffith.
Sessões 4, 5 e 6 – O ExpressionismoFilmes “O Gabinete do Dr. Galigari”, de Robert Wiene, “Metropolis”, de Fritz Lang, e “Nosferatu”, de F.W. Murnau
Sessões 7 e 8 - Surrealismo e VanguardasFilmes “Le Chien Andalous” e “L’ Age d’Or”, ambos de Luís Buñuel, e “Berlim, Sinfonia de uma Cidade” de Walther Ruttmann.
Sessões 9 e 10 – O Construtivismo soviéticoFilme “O Couraçado Potenkine”, de Serghei Eisenstein, e “O Homem da Máquina de Filmar”, de Dziga Vertov
Sessões 11 e 12 – O burlesco americano“A Quimera de Ouro”, de Charles Chaplin
Calendário
19, 20, 26 e 27 de Abril

3,17, 24, 31 de Maio
7, 21, 28 e 29 de Junho
Horário
Das 19:00 às 20:30
Local
Reitoria da Universidade de Lisboa, Sala de Conferências, 1º andar
O Curso apresenta ainda a exibição de alguns filmes como:
FANTOMAS, de Louis Feuillade
CABÍRIA, de G. Patrone
O TESOURO DE ARNE, de Mauritz Stiller
OUTUBRO, de Serghei Eisenstein
A MÃE, de Pudovkin
AURORA, de F. W. Murnau
O ANJO AZUL, de Sternberg
MATOU, de Fritz Lang
Peça informações através do email europaviva@europaviva.eu
quinta-feira, março 18, 2010
FamaFest 2010
Continuamos nesta maratona da Festa do Cinema, aqui em Famalicão, dedicada ao Cinema e à
Literatura.
Muitos filmes bons, nomeadamente, na «arte» do documentário. Não vai ser fácil escolher os melhores desta panóplia de imensa criatividade e qualidade estética.
Vamos assentar a nossa escolha em três critérios fundamentais: argumento, fotografia, realização. Já tive a minha pré-selecção quase feita. Ontem, porém, um pequeno filme perturbou a segurança dos meus argumentos. Voltei tudo ao principio...revi tudo de novo...li todas as notas, entrei na memória dos dias para procurar a diferença, a relação, (...).
É extraordinário como Famalicão, pequena cidade do Vale do Ave, submersa numa crise económica e social gigante, continua a apostar na cultura como instrumento politico e acolhe há dez anos, num esforço económico ímpar, um Festival Internacional de Cinema e Video.
Sente-se aqui na Casa das Artes, como o Festival, nestes dias, se tornou o centro da vida cultural da cidade.
Sexta-feira à noite, o Juri pronuncia-se sobre as dezenas de filmes que visionou nesta semana da Festa do Cinema.
quarta-feira, março 17, 2010
Visita à Sinagoga...
No próximo dia 21 de Março às 10:30 a Europa Viva visita a Sinagoga de Lisboa no âmbito do Curso Europa e Religiões.
Todos os associados da Europa Viva que queiram juntar-se a esta iniciativa podem fazê-lo. Basta enviar o seu nome e/ou do acompanhante para o email correio.europaviva@gmail.com 

terça-feira, março 16, 2010
Famafest 2010
Excelentes documentários e filmes neste Festival que nos ocupa os dias e as horas.
Estou a gostar da experiência até porque tenho uns colegas de juri fantásticos. Pelo menos às refeições não falamos de cinema. O José Agualusa e o Fernando Dacosta tratam de substituir o tema filmes por livros. Eu, claro, também fico muito contente.
Até domingo, porém, a nossa vida está musicada segundo o seguinte calendário:
14:30: primeira mostra de filmes
18:00: segunda mostra de filmes
22:00: terceira mostra de filmes.
Viva o Cinema!!!
domingo, março 14, 2010
Calendário actividades - semana de 14 a 21 de Março
De 15 a 20 de Março - Juri Famafest - http://famafest2010.blogspot.com/
21 de Março - 10:30 Visita à Sinagoga de Lisboa integrada no Curso Europa e Religiões
21 de Março - 10:30 Visita à Sinagoga de Lisboa integrada no Curso Europa e Religiões
sábado, março 13, 2010
sexta-feira, março 12, 2010
quarta-feira, março 10, 2010
Seminário Permanente Saber Europa 2009 - 2010 - Módulo Literatura
15 de Janeiro Jane Austen - o romance tornado burguês
11 de Fevereiro - James Joyce – o romance como música das palavras
11 de Março - Virginia Woolf – o romance como corrente da consciência *
8 de Abril - Ian McEwan – o romance urbano do novo milénio
11 de Fevereiro - James Joyce – o romance como música das palavras
11 de Março - Virginia Woolf – o romance como corrente da consciência *
8 de Abril - Ian McEwan – o romance urbano do novo milénio
*19:00 - Espaço Europa Viva
segunda-feira, março 08, 2010
Calendário Semana Europa Viva de 7 a 14 de Março 2010
11 de Março às 19:00 no Espaço Europa Viva: Seminário Saber Europa - Literatura - Virginia Woolf – o romance como corrente da consciência;
13 de Março - Festival Internacional de Cinema de Famalicão; http://casadasartes.blogspot.com/2010/02/famafest-2010.html
14 de Março - Festival Internacional de Cinema de Famalicão; http://casadasartes.blogspot.com/2010/02/famafest-2010.html
domingo, março 07, 2010
sábado, março 06, 2010
sexta-feira, março 05, 2010
quinta-feira, março 04, 2010
Conferência Profº Guilherme Oliveira Martins - Encerramento módulo História da Europa
A Europa Viva congratula-se com o previlégio da presença de Guilherme Oliveira Martins na conferência de encerramento do módulo História da Europa do Seminário Saber Europa.
Durante uma hora e meia, os participantes do Seminário poderam percorrer os pontos simbólicos importantes da História da Europa, começando obviamente pelo velho Ulisses, e de como Lisboa o conheceu nesse tempo mítico, percorrendo ainda o itinerário de figuras como António, esse Santo casamenteiro mas, ainda assim, uma das figuras mais notáveis do pensamento europeu e, claro, de como Eduardo Lourenço, mesmo em Nante desafia os intelectuais portugueses, nomeadamente o nosso conferencista, a «ler» uma Europa da Cultura segundo a chave de uma geografia cultural plural que abraça o mar nostro, o Mediterrâneo, como a porta, indoeuropeia, de uma raiz sempre aberta ao Outro, ao Mundo.
Como pano de fundo, sempre Portugal e o imenso saber com que Guilherme Oliveira Martins nos leva a saborear um Portugal continental porque europeu mas Atlântico porque, de facto, o limite desde os celtas termina aqui, onde o mar acaba e a terra começa rumo a uma Europa do Atlântico aos Uruais, lá onde o monte diz no silêncio dos carris da ferróvia, que a Europa é plural, é tolerante, é solidária e procura ser justa.
Um previlégio, um grande previlégio, este, de termos podido partilhar a mundividência de um europeista convicto mas preocupado, lembrando, por isso, que a paz é uma conquista que todos nós, todos os dias, temos que perseguir, defender e lutar pela justeza da hierarquia dos seus designios.
Terminámos assim mais um módulo do Seminário Saber Europa. Em Abril começa o módulo das Instituições Europeias e o módulo das Influências do Judaísmo na Cultura Ocidental.
Veja em http://www.europaviva.eu/news/201001_SaberEuropa/ o calendário completo.
quarta-feira, março 03, 2010
terça-feira, março 02, 2010
Ecos do Oriente...
"Ecos do Oriente: um diálogo entre Schopenhauer e Wagner" é o titulo da comunicação de Beatriz Gama Lobo, investigadora do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa e fundadora da Europa Viva, no Anfiteatro IV da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, no dia 4 de Março às 17:00.
Entrada Livre.
Seminário Saber Europa - História da Europa
3 de Março, conferência Guilherme Oliveira Martins, às 19:00 no Espaço Europa Viva.
Entrada livre
segunda-feira, março 01, 2010
Da Índia...mas já em Lisboa,
Aí na Europa Viva, o vosso trabalho é sem dúvida promover o muito de bom que todos nós sonhamos ter, dar, partilhar. Com vocês e após esta lindissíma viagem, sinto que voltei uma pessoa melhor, mais desperta para os outros, mais rica da única riqueza que importa- tentar sem dúvida e graças a vocês, caminhar com outros olhos, outro pulsar, outro sentido. Temo nunca mais conseguir viajar na minha vida sem ser com a vossa organização, que devo dizer foi perfeita. Muito obrigada à Europa Viva por tudo!!!
NAMASTÉ
Ana Maria Van Hyfte
domingo, fevereiro 28, 2010
Mais um projecto...
Há viagens onde é mais fácil perceber a substância do projecto Europa Viva. A viagem Índia das Religiões foi seguramente uma delas. Chegámos ao fim de mais um programa do projecto Europa em Movimento. E chegámos também ao fim de uma certa maneira de olhar, empreender, planear, registar, concretizar um projecto temático de viagens culturais.
Daqui para a frente, Europa em Movimento chamar-se-à Global Travel Heritage, um nome mais conforme com a natureza primordial do projecto, com as exigência da sua autoria, com as exigências da comunicação, com as exigências financeiras e de gestão subjacentes ao empreendimento dos programas titulares deste projecto.
A Direcção da Europa Viva agradece a todos os que tornaram possível esta viagem de sucesso: aos seus associados, aos viajantes e aos amigos.
A Índia das Religiões ficará para sempre na alma de quem a viveu.
sábado, fevereiro 27, 2010
Da Índia...
As últimas horas, as últimas rupias, o último passeio. Como se fosse possível não voltar. Do bairro das fontainhas de Goa para a praia de Juhu em Mumbai. Um momento de pura generosidade. Dentro do avião deixo as últimas palavras desta viagem em solo indiano. Até já! Obrigada EuropaViva por mais esta experiência interior!
Ana Claudia Gonçalves
sexta-feira, fevereiro 26, 2010
Da Índia...
Voamos em direcção ao Sul, ao longo da costa do Conção. Sobrevoamos o dote de Carlos II a Catarina de Braganca, em 1662. Soa estranho, mas falo de Bombaim, agora Mumbay. O sol passou para o outro lado mas deixou um rasto cor de fogo, uma chama que se esvanecia tal como a presenca portuguesa no territorio que nos propomos visitar - Goa.
As diferenças foram de imediato notadas. Faltava a intensidade das buzinas de Delhi, a confusão de Amritsar, a sujidade de Varanasi. Pontuavam o verde dos coqueiros e das varzeas uns pontos brancos que depois de focados eram identificados como igrejas, colegios, cruzeiros, santuarios...a cruz e Nossa Senhora, em multiplas expressões de devoção, substituiam Ganesh, Hanuman, Bhrama, Shiva ou Vishnu ainda que pudessem ser encontrados lado a lado.
A conferência teve lugar no St. Xavier Institute, um prestigiado colegio de investigação histórica de Jesuitas em Goa. A exposição de Angelo da Fonseca (1902-1967), ali patente, ilustrou dignamente a conferência que ouvimos ao mostrar figuras cristãs com gramáticas plasticas hindus (cor, formas, expressões,...). O onus, dizia- nos o Pe. Mendonça, que nos falou num muito claro português, estava do lado dos cristãos que podiam fazer mais para se aproximarem das outras religioes dando o exemplo da festa de S. Francisco Xavier adoptada por todas as religiões enquanto poucos cristãos participam nas festas hindus ou muçulmanas.
A velha cidade de Goa, conquistada definitivamente por Afonso de Albuquerque, faz este ano 500 anos, foi outro ponto alto da nossa visita. Esta cidade que no seu auge (meados do sec. XVI) teve cerca de 200 mil habitantes e era comparavel a Londres em população e a Roma pela densidade de casas e Ordens Religiosas instaladas e patrimonio mundial e manteve o que hoje podemos observar graças à devocao dos goeses, contra a destruição implacavel das monções e dos açoreamentos do rio Mandovi.
Percorremos um interior verde onde ainda se preserva a identidade do território e das populações para acabarmos na costa, mais conhecida, projectada internacionalmente e descaracterizada. A praia de Colva, chegamos no momento exacto em que o sol encarniçado sumergia no oceano.
As diferenças foram de imediato notadas. Faltava a intensidade das buzinas de Delhi, a confusão de Amritsar, a sujidade de Varanasi. Pontuavam o verde dos coqueiros e das varzeas uns pontos brancos que depois de focados eram identificados como igrejas, colegios, cruzeiros, santuarios...a cruz e Nossa Senhora, em multiplas expressões de devoção, substituiam Ganesh, Hanuman, Bhrama, Shiva ou Vishnu ainda que pudessem ser encontrados lado a lado.
A conferência teve lugar no St. Xavier Institute, um prestigiado colegio de investigação histórica de Jesuitas em Goa. A exposição de Angelo da Fonseca (1902-1967), ali patente, ilustrou dignamente a conferência que ouvimos ao mostrar figuras cristãs com gramáticas plasticas hindus (cor, formas, expressões,...). O onus, dizia- nos o Pe. Mendonça, que nos falou num muito claro português, estava do lado dos cristãos que podiam fazer mais para se aproximarem das outras religioes dando o exemplo da festa de S. Francisco Xavier adoptada por todas as religiões enquanto poucos cristãos participam nas festas hindus ou muçulmanas.
A velha cidade de Goa, conquistada definitivamente por Afonso de Albuquerque, faz este ano 500 anos, foi outro ponto alto da nossa visita. Esta cidade que no seu auge (meados do sec. XVI) teve cerca de 200 mil habitantes e era comparavel a Londres em população e a Roma pela densidade de casas e Ordens Religiosas instaladas e patrimonio mundial e manteve o que hoje podemos observar graças à devocao dos goeses, contra a destruição implacavel das monções e dos açoreamentos do rio Mandovi.
Percorremos um interior verde onde ainda se preserva a identidade do território e das populações para acabarmos na costa, mais conhecida, projectada internacionalmente e descaracterizada. A praia de Colva, chegamos no momento exacto em que o sol encarniçado sumergia no oceano.
Em Portugal devia ser hora de almoçar.
Hoje deixamos Goa e a Índia. Vamos todos mais ricos, vivemos passos importantes da nossa historia pessoal de uma forma individual e colectiva que com certeza vão contribuir para olharmos o mundo de outra forma.
Hoje deixamos Goa e a Índia. Vamos todos mais ricos, vivemos passos importantes da nossa historia pessoal de uma forma individual e colectiva que com certeza vão contribuir para olharmos o mundo de outra forma.
Ângelo Silveira
Seminário Permanente Saber Europa 2009 - 2010
3 de Março: Conferência de Guilherme Oliveira Martins às 19:00 no Espaço Europa Viva - A Europa Cultural
quinta-feira, fevereiro 25, 2010
Da Índia...
O dia foi "livre" como se os outros dias tivessem sido "presos". E não foram nada presos!!! O dia foi livre para me perder numas mãos de massagem, livre para vaguear pelas ruas da cidade, livre para exercitar a disciplina do consenso, livre para fugir de repente para a praia. O dia foi livre para lentamente começar a ouvir o verbo num tempo diferente - "esta viagem FOI...". Mas a viagem ainda não acabou, está muito longe disso. Porque esta viagem É daquelas em que alma fica, por muito tempo depois de partirmos.
Ana Claudia Gonçalves
Da Índia...
Em Goa a vida deixa-se viver lenta. Fazemos as horas entre verdes e especiarias, salpicadas de igrejas brancas e ruas com nomes portugueses. Os jesuítas falam do ténue equilíbrio das cedências políticas. Casas coloniais guardam memórias recitadas por gentes intemporais. O dia acaba de pés molhados nas águas quentes do ...Mar Arábico. Amanhã há mais. Como eu entendo os que tardaram em partir...
Ana Claudia Gonçalves
Da Índia...
Foi um programa preparado por um grupo de jovens de diferentes religioes, que estudaram dança em diferentes partes da India, apresentado num palco improvisado de um colegio catolico de Varanasi com a imagem de N. Sra. ao centro, um quadro pintado por criancas com os common birds da India na parede e dois biombos com o homem aranha a separarem os bastidores. Na assistencia os viajantes da Europa Viva, as irmas e algum pessoal do colégio, o Bispo emerito e o actual bispo de Varanasi. Do programa constavam os dois épicos indianos narrados e uma representação da vida de Cristo com o esquema, os trajes e a musica da danca indiana, sendo o papel de Jesus representado por uma mulher. Esta amálgama performativa foi a metáfora que procurávamos para caracterizar este subcontinente e em particular esta cidade sagrada da religião de 80% da sua população - o Hinduísmo.
O Hinduismo em Varanasi e muitas coisas entre as quais a festa, a fruição, a continuidade e a harmonia entre o homem e tudo o que o envolve, incluindo a morte. Diante da pira que arde com o corpo não se ouve choros mas um profundo silêncio que acompanha a alma que se acredita por ser ali cremada vai directamente ao sublime, prescindindo de reencarnar.
Cidade crua, onde passamos o nascer e o pôr do sol na barca (evocação que tantas vezes me soou profética...) a assistir ás cerimonias pessoais e colectivas que decorrem nas margens do rio evocativas dos Deuses. Terra, Ar, Água, Fogo, Sol, Lua, Vento - os elementos convocados para a festa que dá sentido ás suas vidas e que tantas vezes corrige o sentido das nossas. Nao são cremados, antes lançados ao rio sagrado, os corpos das criancas com menos de 15 anos, os corpos das grávidas, dos sadhus, de quem foi mordido por serpentes ou dos doentes de lepra. Uns porque se acredita que podem ainda voltar à vida, outros porque podem assim alimentar outros seres vivos e, outros, ainda, porque assim não são contaminadores.
Nesta cidade frenética como uma feira popular hã uma importante universidade hindu onde fomos ouvir a conferencia sobre o Hinduísmo. Sao 5 km2 de faculdades num campus universitario onde nada falta e que já deu alguns premios nobel para a India.
O Hinduismo em Varanasi e muitas coisas entre as quais a festa, a fruição, a continuidade e a harmonia entre o homem e tudo o que o envolve, incluindo a morte. Diante da pira que arde com o corpo não se ouve choros mas um profundo silêncio que acompanha a alma que se acredita por ser ali cremada vai directamente ao sublime, prescindindo de reencarnar.
Cidade crua, onde passamos o nascer e o pôr do sol na barca (evocação que tantas vezes me soou profética...) a assistir ás cerimonias pessoais e colectivas que decorrem nas margens do rio evocativas dos Deuses. Terra, Ar, Água, Fogo, Sol, Lua, Vento - os elementos convocados para a festa que dá sentido ás suas vidas e que tantas vezes corrige o sentido das nossas. Nao são cremados, antes lançados ao rio sagrado, os corpos das criancas com menos de 15 anos, os corpos das grávidas, dos sadhus, de quem foi mordido por serpentes ou dos doentes de lepra. Uns porque se acredita que podem ainda voltar à vida, outros porque podem assim alimentar outros seres vivos e, outros, ainda, porque assim não são contaminadores.
Nesta cidade frenética como uma feira popular hã uma importante universidade hindu onde fomos ouvir a conferencia sobre o Hinduísmo. Sao 5 km2 de faculdades num campus universitario onde nada falta e que já deu alguns premios nobel para a India.
Ângelo Silveira
quarta-feira, fevereiro 24, 2010
Da Índia...
Chegada a Goa, a pele amolece numa ternura tropical. Ainda que a noite esconda o matiz da terra, o estar sente-se diferente. Mais uma Índia, diferente de todas as outras, dorme agora um sono de rede. Amanhã vou sentir o espanto dos portugueses de outrora.
Ana Claudia Gonçalves
Da Índia...
Ontem (22 de Fevereiro de 2010) o Ganges recebeu-me para assistir ao nascer e pôr do sol. A labiríntica cidade velha tece em cada esquina um assombro. As velas que ardem no rio levam votos às flores. Ao fim da tarde celebra-se em agradecimento o dia que passou. Todos os dias, os mesmos rituais de fé. Hoje rumo ao Sul.
Ana Claudia Gonçalves
terça-feira, fevereiro 23, 2010
Seminário Permanente Saber Europa 2010 - 2011
O tema do Seminário Permanente Saber Europa de 2010 - 2011 é dedicado aos Mitos da Cultura.
Começamos a 14 de Outubro com o tema:
Perséfone e o Eterno Retorno coordenado por Luís Mendonça de Carvalho*
Neste módulo estudaremos algumas das mais emblemáticas interacções desenvolvidas entre os Gregos e as Plantas, nativas ou exóticas, ao longo de 3.000 anos - desde os alvores do Período Micénico ao ocaso de Bizâncio e focaremos a nossa atenção em aspectos múltiplos dessa interacção, como a cosmogonia, a arquitectura, o comércio ou as ciências maturais.
*Biólogo, Mestre em Fiosiologia e Bioquímica de Plantas (Univ. Lisboa), Doutor em Biologia (Univ. Coimbra)
Director do Museu Botânico de Beja
Professor no Instituto Politécnico de Beja
Investigador no Centro de Estudos de História e Filosofia da Ciência (Universidade de Évora)
Visiting Scholar (Harvard University - Graduate School of Arts and Science)
Director do Museu Botânico de Beja
Professor no Instituto Politécnico de Beja
Investigador no Centro de Estudos de História e Filosofia da Ciência (Universidade de Évora)
Visiting Scholar (Harvard University - Graduate School of Arts and Science)
segunda-feira, fevereiro 22, 2010
Da Índia...
De Amritsar para Varanasi. Das peregrinações dos siques para os rituais de morte hindus. O ar respira-se denso, talvez pela energia da morte. Os corpos que dançaram a história, também de Cristo, num corpo de mulher. Uma sala de aula como palco. O simbólico da Índia no seu melhor!
Ana Claudia Gonçalves
Calendario Seminário Saber Europa...Março
3 de Março - 19:00 - Espaço Europa Viva - Europa Cultural - Guilherme Oliveira Martins
11 de Março - 19:00 - Espaço Europa Viva - Virginia Woolf – o romance como corrente da consciência
11 de Março - 19:00 - Espaço Europa Viva - Virginia Woolf – o romance como corrente da consciência
Da Índia...
A viagem que prometia ser longa e cansativa, acabou por ser bem passada e Amritsar é daquelas cidades que não tendo nada tem, no entanto, a força da sua posição geográfica na nossa mente. Com efeito, o Paquistão, está ali ao lado e isso mesmo lembravam os sucessivas campos militares que vimos pelo caminho. A paisagem, de resto, não difere muito das imagens que diariamente nos chegam do Afeganistão e do Paquistão pelas televisões de todo o mundo. Uma coisa era evidente e destinguia Amritsar das restantes cidades que visitámos. Em Amritsar os homens usam turbante porque não cortam o cabelo e este é apenas um dos cinco símbolos da sua religião. Os outros são a pulseira, o pente de madeira, a espada (pequenina ou gravada no pente) e umas calças interiores. Estamos no Punjab, a terra dos Sikhs e a terra mais martirizada durante a partilha da India. Ali morreram mais de 6 milhões de pessoas e ali mudaram de casa mais de 10 milhões num dos maiores martiricídios da história contemporânea. Tantas evocações que contrastam com o langar do Templo Dourado - essa cozinha aberta a todos onde os tachos são maiores que os caldeirões do Asterix. Ali se servem diariamente milhares de refeições e todos são convidados a ajudar e a comer do mesmo, sem distinção ou reverencia. Palavra feita acção com simplicidade e profetismo. Lugar fotogenico para os olhos de dentro e de fora. O templo brilha no meio do lago e à noite podemos assistir à procissão do livro sagrado. Um publico de velhos e novos , de homens e mulheres que em gestos simples mas profundos reconhecem e agradecem Deus.
Na fronteira, o clima não era de recolhimento e mais parecia estarmos em Bolywood. Com aparato e com musica desfilaram as guardas dos dois paises, desta vez e, por coincidência, com a presença do ministro dos Negócios Estrangeiros da India.
Na fronteira, o clima não era de recolhimento e mais parecia estarmos em Bolywood. Com aparato e com musica desfilaram as guardas dos dois paises, desta vez e, por coincidência, com a presença do ministro dos Negócios Estrangeiros da India.
O que leva estas duas nações a acicatarem na fronteira com moles imensas de povo o seu primário nacionalismo, fazendo dele curiosidade ou mesmo atracção turistica?
Ângelo Silveira
sexta-feira, fevereiro 19, 2010
Da Índia...
Desci a montanha rumo às planícies de Amritsar, para encontrar o Templo Dourado num mistura com a comunidade Sikhs...
Ana Claudia Gonçalves
Amritsar...
Os nossos viajantes chegaram a Amritsar...Depois de uma longa viagem pela Índia das Religiões...
Da Índia...
Foi num “embraer” com duas hélices e capacidade para pouco mais que 30 pessoas que chegámos a Gaggar- um pequeno aeroporto com os himalayas ao fundo, um ar respirável, uma temperatura de 22C e uma luz de fim de tarde que só podia ser auspiciosa.
Dali a Dharamshala eram poucos quilómetros, fizemo-lo de carro, mais uma vez com uma boa buzina, uns bons travões e muito boa sorte.
Em 100m de asfalto irregular podemos subir mais de 10m de altitude.
Conhecer o Budismo era o desafio, formulado de formas diversas na cabeça de cada um dos viajantes. A conferência proferida pelo Dr. Chok (ex-monge) e por um monge (em exercício) acendeu algumas luzes mas também trouxe muitas, outras, dúvidas, como aliás acontece sempre…
Conhecer o Budismo era o desafio, formulado de formas diversas na cabeça de cada um dos viajantes. A conferência proferida pelo Dr. Chok (ex-monge) e por um monge (em exercício) acendeu algumas luzes mas também trouxe muitas, outras, dúvidas, como aliás acontece sempre…
Tudo converge para esse sofrimento que todo o Homem enfrenta e que Buda quis conhecer e aliviar, recusando-se a definir o método como religião ou filosofia. Uma coisa é certa…Corpo, discurso, mente; causas e condições que provocam o fenómeno; amarras que só com muito conhecimento se soltam. Por isso também e por breves momentos nos exemplificaram o debate, com palmas e movimentos de corpo, que os monges estudantes normalmente praticam, dois a dois, nos pátios dos mosteiros como o de Namgyal, onde reside o Dalai Lama.
À entrada, uma foto registava o encontro ocorrido há poucas horas com Obama. A importância deste encontro é evidente depois de visitarmos o Museu que narra, eloquentemente, com recurso a fotos e textos densos, a luta com mais de 50 anos do povo do Tibete. Confiança e esperança são as mensagens latentes e intemporais daquele povo peregrino, acolhido pela índia.
A visita ao centro onde os refugiados trabalham (Instituto de Norbulingka) e a uma cerimónia de oração (Mosteiro de Tsechokling) foram complementares para a nossa percepção do que está em causa, mas foi particularmente tocante a visita ao orfanato de Nyingtob Ling. Ali estão recolhidos deficientes de famílias pobres do Tibete. Um lugar discreto onde a beleza e o trabalho de quem lá vive é enaltecida pela natureza que o envolve.
A visita ao centro onde os refugiados trabalham (Instituto de Norbulingka) e a uma cerimónia de oração (Mosteiro de Tsechokling) foram complementares para a nossa percepção do que está em causa, mas foi particularmente tocante a visita ao orfanato de Nyingtob Ling. Ali estão recolhidos deficientes de famílias pobres do Tibete. Um lugar discreto onde a beleza e o trabalho de quem lá vive é enaltecida pela natureza que o envolve.
Atravessámos a montanha e chegámos agora a Amritsar, a cidade do templo dourado, a cidade dos Sikhs, dos massacres da partilha da India – outra etapa de que falarei mais tarde...
Ângelo Silveira
quinta-feira, fevereiro 18, 2010
Mitos da Cultura: Criação, Conhecimento e Amor
É o próximo tema do Seminário Permanente Saber Europa que tem inicio em Outubro próximo.
Teremos José Pedro Serra, Luís Carvalho, Carlos João Correia, Armindo Vaz, José Eduardo Franco, Anabela Ritta, Jorge Rodrigues, (...), como conferencistas.
Inscreva-se...
Teremos José Pedro Serra, Luís Carvalho, Carlos João Correia, Armindo Vaz, José Eduardo Franco, Anabela Ritta, Jorge Rodrigues, (...), como conferencistas.
Inscreva-se...
Influências do Judaísmo na cultura ocidental
Tem inicio no próximo dia 22 de Abril o módulo Influências do Judaísmo na cultura ocidental, um curso da responsabilidade de Esther Mucznik, promovido e organizado pela Europa Viva no âmbito do Seminário Saber Europa.
Calendário das conferências:
Calendário das conferências:
22 e 29 de Abril, 5 e 13 de Maio
às 19:00 - Espaço Europa Viva – Edifício C 7 – Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa – Cidade Universitária
quarta-feira, fevereiro 17, 2010
Da Índia...

O ritmo da urbanidade das almas foi substituído por uma paz de natureza. Deixei o Islamismo da cidade e rumei às montanhas do norte, onde se abriga o Budismo Tibetano. "Acreditamos que a invasão é o karma colectivo do povo do Tibete" respondeu o Monge Tibetano na conferência do fim da tarde. Prodigiosa oportunidade.
Ana Claudia Gonçalves
Da Índia...
As mesquitas de Delhi, a maior da Índia, uma madrassa, um pano que cobre a cabeça, sorrisos iguais em crianças iguais, ternuras partilhadas, um ohar que não pode beber mais, inspiração num ideal de mundo uno, ritmo, cheiros de vida, cores de fé, gente, muita gente, eu aqui também. Tão cheia!!!
Ana Claudia Gonçalves
Fotos Ana Paula Lemos
Da Índia...
Foi com espanto que os viajantes Europa Viva, depois de 6.000km de viagem e 36 horas sem dormir ou a dormitar viram surgir por tras da porta norte do complexo, o Taj Mahal. É sempre mais do que esperamos, o cansaco ficou aliviado perante o deleite dos olhos. A historia do imperador Moghul que o manda construir como mausoleu para a sua amada, morta ao dar a luz o 14 filho e que quando pretende construir o simetrico, em marmore preto, do outro lado do rio, e aprisionado pelo filho numa fortaleza com vista para o tumulo da mae - Mumtaz Mahal que simplificou o povo para Taj Mahal.
O dia estava perfeito, a luz ideal e a celebrá-lo, milhares de casais indianos que como que vinham pedir o consentimento dos protagonistas de uma das mais belas historias de amor que os homens conhecem. A india é um pouco desta lenda a pedir para ser verdade. E a historia e o potencial da grandeza do homem.
Já em Delhi realizou-se a primeira conferência dedicada ao islamismo pelo presidente da Comunidade islamica da cidade que nos deu a honra da sua companhia para jantar.
Com saber, com inteligencia e com sabedoria expôs-nos os seus pontos de vista sobre o Islão no mundo e na India; falou das origens, dos principios e dos preceitos, das regras e das interpretações, por vezes, embaraçosas. Houve espaço para conversar, ou antes, trocar impressões, fazer perguntas que, apesar de não terem sido claramente respondidas, ou por isso mesmo, permitiram compreender pontos de vista e situar geograficamente as realidades dos Islão.
A Europa Viva deixou lhe um livro que dada a sua formacao de geografo e historiador nos pareceu adequado: Portugal, the first global village.
Hoje foi dia de conhcer alguns monumentos islâmicos da capital da India e de visitar uma madrasa situada em Old Delhi - um bairro imundo onde fervilham actividades de todos os tipos do talho ás sedas. Como sempre muitos rostos, muitos sorrisos. Uma escola onde ainda se levantam os alunos à chegada de estranhos, lembrando, como dizia uma viajante, que não é preciso muito para aprender. Acrescento eu, antes pelo contrario...
A casa onde morreu o mahatma Gandhi foi outra surpresa, com uma exposição multimedia que o tempo não permitiu que fosse vista com a calma desejada, mas que deixou em muitos o desejo de melhor conhecer a obra deste profeta do nosso tempo que fez da verdade e da nao violência seu epitafio.
Amanha deixamos Delhi rumo a Dharamshala.
O dia estava perfeito, a luz ideal e a celebrá-lo, milhares de casais indianos que como que vinham pedir o consentimento dos protagonistas de uma das mais belas historias de amor que os homens conhecem. A india é um pouco desta lenda a pedir para ser verdade. E a historia e o potencial da grandeza do homem.
Já em Delhi realizou-se a primeira conferência dedicada ao islamismo pelo presidente da Comunidade islamica da cidade que nos deu a honra da sua companhia para jantar.
Com saber, com inteligencia e com sabedoria expôs-nos os seus pontos de vista sobre o Islão no mundo e na India; falou das origens, dos principios e dos preceitos, das regras e das interpretações, por vezes, embaraçosas. Houve espaço para conversar, ou antes, trocar impressões, fazer perguntas que, apesar de não terem sido claramente respondidas, ou por isso mesmo, permitiram compreender pontos de vista e situar geograficamente as realidades dos Islão.
A Europa Viva deixou lhe um livro que dada a sua formacao de geografo e historiador nos pareceu adequado: Portugal, the first global village.
Hoje foi dia de conhcer alguns monumentos islâmicos da capital da India e de visitar uma madrasa situada em Old Delhi - um bairro imundo onde fervilham actividades de todos os tipos do talho ás sedas. Como sempre muitos rostos, muitos sorrisos. Uma escola onde ainda se levantam os alunos à chegada de estranhos, lembrando, como dizia uma viajante, que não é preciso muito para aprender. Acrescento eu, antes pelo contrario...
A casa onde morreu o mahatma Gandhi foi outra surpresa, com uma exposição multimedia que o tempo não permitiu que fosse vista com a calma desejada, mas que deixou em muitos o desejo de melhor conhecer a obra deste profeta do nosso tempo que fez da verdade e da nao violência seu epitafio.
Amanha deixamos Delhi rumo a Dharamshala.
Ângelo Silveira
segunda-feira, fevereiro 15, 2010
sexta-feira, fevereiro 12, 2010
Índia das Religiões 2010
Dia 13 de Fevereiro às 10:50 partida do grupo de 22 associados e amigos da Europa Viva rumo a
Delhi - Dharamsala - Amritsar – Varanasi – Goa – Mumbai
quinta-feira, fevereiro 11, 2010
Seminário Permanente Saber Europa 2009 - 2010 - Módulo Literatura
Dia 11 às 19:00 no Espaço Europa Viva tem lugar a conferência de Helena Vasconcelos integrada no Seminário Saber Europa e na Comunidade dos Pensadores subordinada ao titulo:
Literatura Europeia – O Romance – quatro vestígios numa longa viagem
11 de Fevereiro - James Joyce – o romance como música das palavras
Literatura Europeia – O Romance – quatro vestígios numa longa viagem
11 de Fevereiro - James Joyce – o romance como música das palavras
quarta-feira, fevereiro 10, 2010
Faltam três dias...
Para um grupo de 22 pessoas, associados e amigos da Europa Viva, partirem para mais uma viagem à Índia, desta vez designada Índia das Religiões.
http://www.europaviva.eu/news/200905_India/
http://www.europaviva.eu/news/200905_India/
terça-feira, fevereiro 09, 2010
segunda-feira, fevereiro 08, 2010
Calendário semana 7 a 14 Fevereiro
Dia 8 - Módulo Budismo - 19:00 - Espaço Europa Viva
Dia 11 - Módulo Literatura Europeia - 19:00 - Espaço Europa Viva
Dia 11 - Módulo Literatura Europeia - 19:00 - Espaço Europa Viva
sábado, fevereiro 06, 2010
Índia das Religiões...
Faltam 7 dias para um grupo de 22 pessoas partirem rumo à Índia (das Religiões)
Trata-se de mais um projecto Europa Viva, concebido, organizado e realizado em torno dessa ideia que anima todos os outros programas de turismo cultural temático operacionalizados até então:
- contribuir para um diálogo inter cultural onde a presença do Outro (diferente) contribua de facto para a consciência europeia da Cultura - Mundo.
«...O novo ciclo de modernidade que está a refazer o mundo foi acompanhado pela constituição dum regime inédito de cultura...Os riscos teóricos que o empreendimento comporta não são razão para que permaneçamos à margem, uma vez que a época pós-moderna transformou o relevo, o sentido e a face social e económica da cultura. Esta já não pode ser considerada uma super estrutura de signos, como se não fosse mais do que a fragância e o adorno do mundo real. A cultura transformou-se em mundo, em cultura-mundo, a cultura mundo do tecnocapitalismo planetário, das insdustrias culturais, do consumismo total, dos media, das redes digitais...».
A Índia terá contribuido seguramente para esta nova visão de cultura-mundo enunciada e defendida por Gilles Lipovetsky no seu livro A Cultura- Mundo, Resposta a uma Sociedade Desorientada, editado pelas Edições 70.
As religiões são também o grande tema onde se joga o novo conceito de cultura e ainda o debate por excelência no diálogo intercultural.
Por estas e muitas outras razões, operacionalizámos no terreno uma ideia que corresponde a um projecto de itinerário cultural temático: a Índia das Religiões, uma viagem que nos leva a percorrer as zonas mais abrangentes da Índia - http://www.europaviva.eu/news/200905_India/
O próximo dia 13 de Fevereiro é, assim, um dia muito importante na vida da Europa Viva. Por um lado, conseguimos concretizar o projecto, o que implicou, como podem imaginar, uma extraordinária concentração de energias no sentido de dinamizar a viagem junto do grande público e, por outro lado, é o primeiro projecto do ano 2010.
Vencemos uma vez mais com trabalho, dedicação e concentração os inúmeros obstáculos que pareciam impedir de conseguir atingir os objectivos que nos propusemos.
sexta-feira, fevereiro 05, 2010
Nota da Direcção
Mais de 200 pessoas estão envolvidas em actividades da Europa Viva neste ano em curso o que, obviamente, pode trazer alguns problemas de comunicação entre todos.
Pedimos assim aos nossos associados que confirmem com assiduidade o calendário das actividades no blog Europa Viva onde encontrarão sempre actualizações em tempo real.
Cordialmente
Ana Paula Lemos
quinta-feira, fevereiro 04, 2010
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