segunda-feira, março 08, 2010

Calendário Semana Europa Viva de 7 a 14 de Março 2010

11 de Março às 19:00 no Espaço Europa Viva: Seminário Saber Europa - Literatura - Virginia Woolf – o romance como corrente da consciência;
13 de Março - Festival Internacional de Cinema de Famalicão; http://casadasartes.blogspot.com/2010/02/famafest-2010.html
14 de Março - Festival Internacional de Cinema de Famalicão; http://casadasartes.blogspot.com/2010/02/famafest-2010.html

Sorrisos da Índia...


©Foto de Luísa de Jesus

domingo, março 07, 2010

A Europa Viva pela Índia das Religiões - Goa


© Foto de Rosa Sousa

sábado, março 06, 2010

A Europa Viva pela Índia das Religiões - Goa


















©Fotos de Ângelo Silveira




sexta-feira, março 05, 2010

A Europa Viva pela Índia das Religiões - Dharamsala










©Fotos de Ângelo Silveira

Europa Viva pela Índia das Religiões...Varanasi






© Ângelo Silveira

Europa Viva pela Índia das Religiões...


No Templo Dourado em Amritsar


©Fotos de Ângelo Silveira

quinta-feira, março 04, 2010

Conferência Profº Guilherme Oliveira Martins - Encerramento módulo História da Europa

A Europa Viva congratula-se com o previlégio da presença de Guilherme Oliveira Martins na conferência de encerramento do módulo História da Europa do Seminário Saber Europa.
Durante uma hora e meia, os participantes do Seminário poderam percorrer os pontos simbólicos importantes da História da Europa, começando obviamente pelo velho Ulisses, e de como Lisboa o conheceu nesse tempo mítico, percorrendo ainda o itinerário de figuras como António, esse Santo casamenteiro mas, ainda assim, uma das figuras mais notáveis do pensamento europeu e, claro, de como Eduardo Lourenço, mesmo em Nante desafia os intelectuais portugueses, nomeadamente o nosso conferencista, a «ler» uma Europa da Cultura segundo a chave de uma geografia cultural plural que abraça o mar nostro, o Mediterrâneo, como a porta, indoeuropeia, de uma raiz sempre aberta ao Outro, ao Mundo.
Como pano de fundo, sempre Portugal e o imenso saber com que Guilherme Oliveira Martins nos leva a saborear um Portugal continental porque europeu mas Atlântico porque, de facto, o limite desde os celtas termina aqui, onde o mar acaba e a terra começa rumo a uma Europa do Atlântico aos Uruais, lá onde o monte diz no silêncio dos carris da ferróvia, que a Europa é plural, é tolerante, é solidária e procura ser justa.
Um previlégio, um grande previlégio, este, de termos podido partilhar a mundividência de um europeista convicto mas preocupado, lembrando, por isso, que a paz é uma conquista que todos nós, todos os dias, temos que perseguir, defender e lutar pela justeza da hierarquia dos seus designios.
Terminámos assim mais um módulo do Seminário Saber Europa. Em Abril começa o módulo das Instituições Europeias e o módulo das Influências do Judaísmo na Cultura Ocidental.

quarta-feira, março 03, 2010

India 2010 - O grupo



©Fotos de Ângelo Silveira


terça-feira, março 02, 2010

Ecos do Oriente...

"Ecos do Oriente: um diálogo entre Schopenhauer e Wagner" é o titulo da comunicação de Beatriz Gama Lobo, investigadora do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa e fundadora da Europa Viva, no Anfiteatro IV da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, no dia 4 de Março às 17:00.
Entrada Livre.

Seminário Saber Europa - História da Europa

3 de Março, conferência Guilherme Oliveira Martins, às 19:00 no Espaço Europa Viva.
Entrada livre

segunda-feira, março 01, 2010

Da Índia...mas já em Lisboa,

Aí na Europa Viva, o vosso trabalho é sem dúvida promover o muito de bom que todos nós sonhamos ter, dar, partilhar. Com vocês e após esta lindissíma viagem, sinto que voltei uma pessoa melhor, mais desperta para os outros, mais rica da única riqueza que importa- tentar sem dúvida e graças a vocês, caminhar com outros olhos, outro pulsar, outro sentido. Temo nunca mais conseguir viajar na minha vida sem ser com a vossa organização, que devo dizer foi perfeita. Muito obrigada à Europa Viva por tudo!!!
NAMASTÉ
Ana Maria Van Hyfte

domingo, fevereiro 28, 2010

Mais um projecto...

Há viagens onde é mais fácil perceber a substância do projecto Europa Viva. A viagem Índia das Religiões foi seguramente uma delas.
Chegámos ao fim de mais um programa do projecto Europa em Movimento. E chegámos também ao fim de uma certa maneira de olhar, empreender, planear, registar, concretizar um projecto temático de viagens culturais.
Daqui para a frente, Europa em Movimento chamar-se-à Global Travel Heritage, um nome mais conforme com a natureza primordial do projecto, com as exigência da sua autoria, com as exigências da comunicação, com as exigências financeiras e de gestão subjacentes ao empreendimento dos programas titulares deste projecto.
A Direcção da Europa Viva agradece a todos os que tornaram possível esta viagem de sucesso: aos seus associados, aos viajantes e aos amigos.
A Índia das Religiões ficará para sempre na alma de quem a viveu.

sábado, fevereiro 27, 2010

Da Índia...

As últimas horas, as últimas rupias, o último passeio. Como se fosse possível não voltar. Do bairro das fontainhas de Goa para a praia de Juhu em Mumbai. Um momento de pura generosidade. Dentro do avião deixo as últimas palavras desta viagem em solo indiano. Até já! Obrigada EuropaViva por mais esta experiência interior!
Ana Claudia Gonçalves

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Da Índia...

Voamos em direcção ao Sul, ao longo da costa do Conção. Sobrevoamos o dote de Carlos II a Catarina de Braganca, em 1662. Soa estranho, mas falo de Bombaim, agora Mumbay. O sol passou para o outro lado mas deixou um rasto cor de fogo, uma chama que se esvanecia tal como a presenca portuguesa no territorio que nos propomos visitar - Goa.
As diferenças foram de imediato notadas. Faltava a intensidade das buzinas de Delhi, a confusão de Amritsar, a sujidade de Varanasi. Pontuavam o verde dos coqueiros e das varzeas uns pontos brancos que depois de focados eram identificados como igrejas, colegios, cruzeiros, santuarios...a cruz e Nossa Senhora, em multiplas expressões de devoção, substituiam Ganesh, Hanuman, Bhrama, Shiva ou Vishnu ainda que pudessem ser encontrados lado a lado.
A conferência teve lugar no St. Xavier Institute, um prestigiado colegio de investigação histórica de Jesuitas em Goa. A exposição de Angelo da Fonseca (1902-1967), ali patente, ilustrou dignamente a conferência que ouvimos ao mostrar figuras cristãs com gramáticas plasticas hindus (cor, formas, expressões,...). O onus, dizia- nos o Pe. Mendonça, que nos falou num muito claro português, estava do lado dos cristãos que podiam fazer mais para se aproximarem das outras religioes dando o exemplo da festa de S. Francisco Xavier adoptada por todas as religiões enquanto poucos cristãos participam nas festas hindus ou muçulmanas.
A velha cidade de Goa, conquistada definitivamente por Afonso de Albuquerque, faz este ano 500 anos, foi outro ponto alto da nossa visita. Esta cidade que no seu auge (meados do sec. XVI) teve cerca de 200 mil habitantes e era comparavel a Londres em população e a Roma pela densidade de casas e Ordens Religiosas instaladas e patrimonio mundial e manteve o que hoje podemos observar graças à devocao dos goeses, contra a destruição implacavel das monções e dos açoreamentos do rio Mandovi.
Percorremos um interior verde onde ainda se preserva a identidade do território e das populações para acabarmos na costa, mais conhecida, projectada internacionalmente e descaracterizada. A praia de Colva, chegamos no momento exacto em que o sol encarniçado sumergia no oceano.
Em Portugal devia ser hora de almoçar.
Hoje deixamos Goa e a Índia. Vamos todos mais ricos, vivemos passos importantes da nossa historia pessoal de uma forma individual e colectiva que com certeza vão contribuir para olharmos o mundo de outra forma.
Ângelo Silveira

Seminário Permanente Saber Europa 2009 - 2010

3 de Março: Conferência de Guilherme Oliveira Martins às 19:00 no Espaço Europa Viva - A Europa Cultural

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

Da Índia...

O dia foi "livre" como se os outros dias tivessem sido "presos". E não foram nada presos!!! O dia foi livre para me perder numas mãos de massagem, livre para vaguear pelas ruas da cidade, livre para exercitar a disciplina do consenso, livre para fugir de repente para a praia. O dia foi livre para lentamente começar a ouvir o verbo num tempo diferente - "esta viagem FOI...". Mas a viagem ainda não acabou, está muito longe disso. Porque esta viagem É daquelas em que alma fica, por muito tempo depois de partirmos.
Ana Claudia Gonçalves

Da Índia...

Em Goa a vida deixa-se viver lenta. Fazemos as horas entre verdes e especiarias, salpicadas de igrejas brancas e ruas com nomes portugueses. Os jesuítas falam do ténue equilíbrio das cedências políticas. Casas coloniais guardam memórias recitadas por gentes intemporais. O dia acaba de pés molhados nas águas quentes do ...Mar Arábico. Amanhã há mais. Como eu entendo os que tardaram em partir...
Ana Claudia Gonçalves

Da Índia...

Foi um programa preparado por um grupo de jovens de diferentes religioes, que estudaram dança em diferentes partes da India, apresentado num palco improvisado de um colegio catolico de Varanasi com a imagem de N. Sra. ao centro, um quadro pintado por criancas com os common birds da India na parede e dois biombos com o homem aranha a separarem os bastidores. Na assistencia os viajantes da Europa Viva, as irmas e algum pessoal do colégio, o Bispo emerito e o actual bispo de Varanasi. Do programa constavam os dois épicos indianos narrados e uma representação da vida de Cristo com o esquema, os trajes e a musica da danca indiana, sendo o papel de Jesus representado por uma mulher. Esta amálgama performativa foi a metáfora que procurávamos para caracterizar este subcontinente e em particular esta cidade sagrada da religião de 80% da sua população - o Hinduísmo.
O Hinduismo em Varanasi e muitas coisas entre as quais a festa, a fruição, a continuidade e a harmonia entre o homem e tudo o que o envolve, incluindo a morte. Diante da pira que arde com o corpo não se ouve choros mas um profundo silêncio que acompanha a alma que se acredita por ser ali cremada vai directamente ao sublime, prescindindo de reencarnar.
Cidade crua, onde passamos o nascer e o pôr do sol na barca (evocação que tantas vezes me soou profética...) a assistir ás cerimonias pessoais e colectivas que decorrem nas margens do rio evocativas dos Deuses. Terra, Ar, Água, Fogo, Sol, Lua, Vento - os elementos convocados para a festa que dá sentido ás suas vidas e que tantas vezes corrige o sentido das nossas. Nao são cremados, antes lançados ao rio sagrado, os corpos das criancas com menos de 15 anos, os corpos das grávidas, dos sadhus, de quem foi mordido por serpentes ou dos doentes de lepra. Uns porque se acredita que podem ainda voltar à vida, outros porque podem assim alimentar outros seres vivos e, outros, ainda, porque assim não são contaminadores.
Nesta cidade frenética como uma feira popular hã uma importante universidade hindu onde fomos ouvir a conferencia sobre o Hinduísmo. Sao 5 km2 de faculdades num campus universitario onde nada falta e que já deu alguns premios nobel para a India.

Ângelo Silveira




quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Da Índia...

Chegada a Goa, a pele amolece numa ternura tropical. Ainda que a noite esconda o matiz da terra, o estar sente-se diferente. Mais uma Índia, diferente de todas as outras, dorme agora um sono de rede. Amanhã vou sentir o espanto dos portugueses de outrora.
Ana Claudia Gonçalves
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