segunda-feira, dezembro 21, 2009
Ultima sessão Ciclo Cinema e Literatura


Dia 21 Dezembro às 19:00 na Reitoria da Universidade de Lisboa termina o Ciclo de Cinema e Literatura, um dos módulos do Seminário Saber Europa, um projecto organizado e promovido pela Europa Viva - http://www.europaviva.eu/news/200906_SaberEuropa/
Terminamos o Ciclo com o filme Manhã Submersa, uma realização de Lauro António, o Comissário deste Ciclo de Cinema e Literatura.
Ouvir o Lauro António a conversar sobre o seu filme é, de facto, uma oportunidade única para entender histórias que o cinema teceu ao longo do tempo.
Convidamos todos os associados e leitores do blog, que se interessem por Cinema e pela História do Cinema, a estarem presentes neste encontro.
Ciclo de Cinema e Literatura - Seminário Saber Europa - D. Quixote de La Mancha- Livro de Miguel de Cervantes - Filme de Manuel Gutierrez Aragón


Que dizer sobre um romance como o "D.Quixote"? Este é um daqueles livros que, escrito no longíquo século XVII, se mantém vivo até hoje. O seu carácter universalista torna-o sempre actual e sempre capaz de novas leituras e adaptações. Obra prima da língua espanhola, continua a ser alvo de edições, estudos e traduções, bem como de adaptações cinematográficas, ou de inspiração para outras artes, como a pintura, a escultura, a música ou a ópera. E tudo isto partindo das aventuras e desventuras de certo fidalgo de La Mancha, um pouco entrado em anos, dado mais a leituras de romances de cavalaria do que à administração da sua propriedade, mais disposto a viver uma vida de fantasia do que a enfrentar a realidade, que Miguel de Cervantes criou e cujo o livro começou a ser publicado em 1605. Dom Quixote: um louco para todos excepto para o seu companheiro Sancho Pança, homem rude e humilde, verdadeiro membro do povo, que na sua ingenuidade acompanha o amo, e que vendo o mundo como ele é, vendo moinhos em vez de gigantes, frades em vez de salteadores, pousadas em vez de castelos, fielmente segue a Dom Quixote, mesmo pagando com feridas, fome e tareias essa obediência. Não que Sancho seja parvo: Dom Quixote promete-lhe o cargo de governador de uma ilha, honrarias e moedas de ouro, e é com esse objectivo, o de se tornar igual ao seu senhor, que Sancho permanece constante. Na verdade a crítica de costumes em que Miguel de Cervantes é exímio continua ainda hoje actual: os poderosos vivem em mundos paralelos, têm visões irreais, e os pequenos e simples que percebem melhor o mundo, ainda assim, não confiando em si mesmos, cheios da ambição de se tornarem poderosos, deixam-se levar, sabendo muito bem que vão pagar caro essa escolha.Manuel Gutierrez de Aragón, o cineasta que produziu a versão para televisão de 1991 da qual pudémos ver 2 episódios, transporta para o écran, com muito realismo e humor, a visão crítica de Cervantes, os dois olhares do mundo que ele põe sempre em diálogo e sempre em oposição: o sonhador e idealista por um lado, e o sentido prático e terra a terra, por outro. Coloca-nos no caminho que estes 2 homens tão díspares fazem em conjunto, e torna-nos cúmplices do seu percurso. Também a nossa maneira de viver é hoje feita de contrastes, num equilíbrio difícil entre o sonhado, o possível, a opinião dos outros e a realidade dos dias.
©Maria Alexandra Campos
Ciclo de Cinema e Literatura - Seminário Saber Europa - D. Quixote de La Mancha- Livro de Miguel de Cervantes - Filme de Manuel Gutierrez Aragón
Que dizer sobre um romance como o "D.Quixote"? Este é um daqueles livros que, escrito no longíquo século XVII, se mantém vivo até hoje. O seu carácter universalista torna-o sempre actual e sempre capaz de novas leituras e adaptações. Obra prima da língua espanhola, continua a ser alvo de edições, estudos e traduções, bem como de adaptações cinematográficas, ou de inspiração para outras artes, como a pintura, a escultura, a música ou a ópera. E tudo isto partindo das aventuras e desventuras de certo fidalgo de La Mancha, um pouco entrado em anos, dado mais a leituras de romances de cavalaria do que à administração da sua propriedade, mais disposto a viver uma vida de fantasia do que a enfrentar a realidade, que Miguel de Cervantes criou e cujo o livro começou a ser publicado em 1605. Dom Quixote: um louco para todos excepto para o seu companheiro Sancho Pança, homem rude e humilde, verdadeiro membro do povo, que na sua ingenuidade acompanha o amo, e que vendo o mundo como ele é, vendo moinhos em vez de gigantes, frades em vez de salteadores, pousadas em vez de castelos, fielmente segue a Dom Quixote, mesmo pagando com feridas, fome e tareias essa obediência. Não que Sancho seja parvo: Dom Quixote promete-lhe o cargo de governador de uma ilha, honrarias e moedas de ouro, e é com esse objectivo, o de se tornar igual ao seu senhor, que Sancho permanece constante. Na verdade a crítica de costumes em que Miguel de Cervantes é exímio continua ainda hoje actual: os poderosos vivem em mundos paralelos, têm visões irreais, e os pequenos e simples que percebem melhor o mundo, ainda assim, não confiando em si mesmos, cheios da ambição de se tornarem poderosos, deixam-se levar, sabendo muito bem que vão pagar caro essa escolha.Manuel Gutierrez de Aragón, o cineasta que produziu a versão para televisão de 1991 da qual pudémos ver 2 episódios, transporta para o écran, com muito realismo e humor, a visão crítica de Cervantes, os dois olhares do mundo que ele põe sempre em diálogo e sempre em oposição: o sonhador e idealista por um lado, e o sentido prático e terra a terra, por outro. Coloca-nos no caminho que estes 2 homens tão díspares fazem em conjunto, e torna-nos cúmplices do seu percurso. Também a nossa maneira de viver é hoje feita de contrastes, num equilíbrio difícil entre o sonhado, o possível, a opinião dos outros e a realidade dos dias.
©Maria Alexandra Campos
sexta-feira, dezembro 18, 2009
Convosco ajudámos a construir um mundo melhor. Convosco continuaremos a dizer ao mundo que o Conhecimento, a Cultura e a Criatividade sãos os principais instrumentos de realização humana, de justiça social e de fundamento para novos modelos de desenvolvimento.
A propósito de 2010

Venho por este meio dizer-vos o quanto é importante para mim a filosofia da Europa Viva pela razão de que o valor que impera é a igualdade social, o respeito pelo individuo como ser, porque ao longo da minha pouca vida os obstáculos não têm sido poucos nem fáceis.
Tenho lutado por um lugar no mundo profissional e procurado constantemente adquirir mais competências e conhecimentos que me possam ajudar a ter uma realização profissional e social melhor.
...Já senti infelizmente racismo na escola profissional que frequentei, pelos formadores e não só, (...) pelo facto de ter um tom de pele mais escuro.
Apesar dessas dificuldades todas sempre lutei e continuo a lutar por um lugar neste mundo e graças a Deus tenho conseguido demonstrar do que sou capaz de fazer (...).
É muito importante para mim saber que existe um lugar para todos e que o respeito a um lugar a dignidade humana é valorada e julgada pela capacidade de trabalho e personalidade e não pelo tom de pele, raça, ideologia e idade.
Sou um jovem que lhes digo que tenho ultrapassado tantas dificuldades profissionais que ainda me julgam pelo meu tom de pele.
Procuro constantemente instruir-me mais e mais e poder melhorar a minha capacidade profissional e humana.
Tenho lutado por um lugar no mundo profissional e procurado constantemente adquirir mais competências e conhecimentos que me possam ajudar a ter uma realização profissional e social melhor.
...Já senti infelizmente racismo na escola profissional que frequentei, pelos formadores e não só, (...) pelo facto de ter um tom de pele mais escuro.
Apesar dessas dificuldades todas sempre lutei e continuo a lutar por um lugar neste mundo e graças a Deus tenho conseguido demonstrar do que sou capaz de fazer (...).
É muito importante para mim saber que existe um lugar para todos e que o respeito a um lugar a dignidade humana é valorada e julgada pela capacidade de trabalho e personalidade e não pelo tom de pele, raça, ideologia e idade.
Sou um jovem que lhes digo que tenho ultrapassado tantas dificuldades profissionais que ainda me julgam pelo meu tom de pele.
Procuro constantemente instruir-me mais e mais e poder melhorar a minha capacidade profissional e humana.
Eduardo Ribeiro
19 de Dezembro
Último dia da Feira do Livro - das 15:00 às 20:00 no Espaço Europa Viva - Edificio C 7 - Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Cidade Universitária - Campo Grande.
quinta-feira, dezembro 17, 2009
Natal na Europa Viva...
À Europa Viva e a todos os que com o seu excelente trabalho e empenho fazem-na crescer, diferenciar e afirmar-se desejo um feliz Natal e um excelente 2010.
Clara Ribeiro
Ciclo de cinema e Literatura – Seminário Saber Europa
Termina no próximo dia 21 de Dezembro o Ciclo de Cinema e Literatura integrado no Seminário Saber Europa, comissariado por Lauro António.
Durante oito semanas, às segundas feiras na Reitoria da Universidade de Lisboa, visionámos e ouvimos Lauro António falar sobre um filme, escolhido por si, representanto o melhor da literatura e da cinematografia europeia.
A ideia foi escolher os mais representativos clássicos quer da literatura, quer do cinema, que melhor nos falassem da História e Cultura Europeias.
Unanimemente considero um excelente Ciclo, do qual publicaremos os textos escritos pelo Comissário especialmente para o efeito, resta-nos convidar todos os associados e amigos da Europa Viva a assistirem ao seu encerramento, visionando uma obra de Lauro António - Manhã Submersa tendo o previlégio de poder conversar com o realizador sobre o seu próprio trabalho.
Não podemos encerrar o Ciclo de Cinema e Literatura sem uma palavra de apreço dirigida à Presidente do Conselho Fiscal da Europa Viva, Maria Alexandra Campos, que também ela durante várias semanas produziu textos de excelente qualidade para o nosso blog, de modo a que ninguém, nem mesmo os associados impedidos de comparecer, deixasse de acompanhar, semanalmente, um acontecimento cultural de tão grande qualidade.
Obrigado, por isso, a todos aqueles que nos ajudaram a realizar com êxito, mais um módulo do Seminário Saber Europa: a todos os que participaram e a todos os que nos ajudaram a concretizar a logistica do Ciclo.
O próximos módulos (História e Literatura) terão inicio do próximo mês de Janeiro no Espaço Europa Viva - Edificio C 7 - Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Cidade Universitária, Campo Grande.
India - Cinema
Documentário - Kolkatar Muck – Faces ofKolkata. 2009. 30’
- 17 Dezembro 2009. 20h00.
Auditório B203. ISCTE-IUL
Lisboa, Av. Forças Armadas
Auditório B203. ISCTE-IUL
Lisboa, Av. Forças Armadas
quarta-feira, dezembro 16, 2009
“Ciclo de Cinema e Literatura – Seminário Saber Europa – Guerra e Paz – Livro de Leão Tolstói – Filmes de Sergei Bondarchuk e King Vidor


"Guerra e Paz" é uma obra de fôlego da literatura europeia, um dos grandes romances do final do século XIX que a língua e a cultura russas produziram. Foi escrito por um homem que ficou no imaginário colectivo da Rússia como um génio literário, um gigante das letras, reconhecido em todo o mundo não só por este romance, mas também por "Anna Karenina", e com um percurso de produção literária múltipla, feito com novelas, contos, peças de teatro e ensaios. O seu nome é Leão Tolstói. Nasceu em Agosto de 1828, no seio de uma família de tradição aristocrática, estudou direito e línguas orientais, cursos que não acabou, alistou-se no exército e viajou pela Europa em pelo menos 2 ocasiões, morrendo em 1910, retirado do mundo, despojado de tudo, em resultado de uma escolha pessoal de regresso à natureza, uma espécie de um pacifismo radical. Entre 1865 e 1869 escreveu este épico, cheio de inovações literárias, onde reflecte sobre a Guerra e a Paz no contexto das invasões napoleónicas de 1805 e 1812, e onde nos leva numa viagem pela Europa, e na Rússia entre Moscovo e S. Petersburgo, acompanhando as famílias Bezukhov, Rostov e Bolkonsky, entre cerca de 500 outras personagens, que incluem por exemplo o próprio Napoleão. Há uma fusão intencional entre a parte ficcional e o desenrolar dos acontecimentos históricos, pois através deste meio Tolstói sonhava encontrar a "verdade" da História e da narração da mesma para as gerações futuras.
Os dois filmes dos quais pudemos ver uma parte inicial trazem-nos dois olhares diferentes mas muito interessantes da obra. O primeiro de Sergei Bondarchuk data de 1968, e foi uma "produção de regime". Acompanha a própria megalomania do romance: 120.000 figurantes fardados, 8 horas de duração, reprodução quase fiel das cenas com utilização dos espaços dos museus e palácios mencionados no romance, reconstituição histórica o mais fiel possível com uma caracterização psicológica dos personagens certa e segura. Teve uma recepção unânime na época. O segundo filme, realizado por King Vidor, é uma versão de Hollywood de 1956 onde podemos ver grandes nomes: Audrey Hepburn como Natacha, Henry Fonda como Pierre e Mel Ferrer como Andrei. Sendo uma versão mais condensada não é de todo superficial na abordagem e leva-nos igualmente para dentro da reflexão de Tolstói: O que move os homens para a Guerra? Que preço pagam os soldados? E as nações? E o que ganham? Honra e glória? Morte e desventura? E o que é maior: a ânsia de grandes feitos que ficarão inscritos para a posteridade, a amizade verdadeira, os laços de sangue e de família, o amor de uma mulher ou de um filho?“
Os dois filmes dos quais pudemos ver uma parte inicial trazem-nos dois olhares diferentes mas muito interessantes da obra. O primeiro de Sergei Bondarchuk data de 1968, e foi uma "produção de regime". Acompanha a própria megalomania do romance: 120.000 figurantes fardados, 8 horas de duração, reprodução quase fiel das cenas com utilização dos espaços dos museus e palácios mencionados no romance, reconstituição histórica o mais fiel possível com uma caracterização psicológica dos personagens certa e segura. Teve uma recepção unânime na época. O segundo filme, realizado por King Vidor, é uma versão de Hollywood de 1956 onde podemos ver grandes nomes: Audrey Hepburn como Natacha, Henry Fonda como Pierre e Mel Ferrer como Andrei. Sendo uma versão mais condensada não é de todo superficial na abordagem e leva-nos igualmente para dentro da reflexão de Tolstói: O que move os homens para a Guerra? Que preço pagam os soldados? E as nações? E o que ganham? Honra e glória? Morte e desventura? E o que é maior: a ânsia de grandes feitos que ficarão inscritos para a posteridade, a amizade verdadeira, os laços de sangue e de família, o amor de uma mulher ou de um filho?“
Maria Alexandra Campos
terça-feira, dezembro 15, 2009
IV Curso Europa e Religiões

Tem inicio no próximo dia 11 de Janeiro o IV Curso Europa e Religiões desta vez integrado no contexto cultural da viagem à Índia (das Religiões).
O Curso realiza-se no Espaço Europa Viva no Edificio C 7 da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa na cidade Universitária - Campo Grande.
http://www.europaviva.eu/news/200912_CursoReligioes2010/
Universidade do Porto - Formação Contínua
De 19 de Abril a 7 de Junho - das das 19,30 às 22,30
Pensamento Crítico Contemporâneo:
- Jacques Lacan
- Michel Foucault
- Jacques Derrida
- Judith Butler
- Giorgio Agamben
- Slavoj Zizek
- Jean Baudrillard
- Jean-François Lyotard
Formador: Prof. Vítor Oliveira Jorge, catedrático da FLUP
vojorge@clix.pt
http://trans-ferir.blogspot.com
http://www.facebook.com/people/Vitor-Manuel-Oliveira-Jorge/1731452550
Pensamento Crítico Contemporâneo:
- Jacques Lacan
- Michel Foucault
- Jacques Derrida
- Judith Butler
- Giorgio Agamben
- Slavoj Zizek
- Jean Baudrillard
- Jean-François Lyotard
Formador: Prof. Vítor Oliveira Jorge, catedrático da FLUP
vojorge@clix.pt
http://trans-ferir.blogspot.com
http://www.facebook.com/people/Vitor-Manuel-Oliveira-Jorge/1731452550
O curso funciona com um mínimo de 12 inscritos, mas tem também um plafond de inscrições...
Faça a sua inscrição através de - Serviço de Gestão Académica -
Sector de Formação ContínuaVia Panorâmica, s/nº 4150-564 Porto
Telef: 226077152
Email: gfec@letras.up.pt
Horário Atendimento: 10h00 às 16h00
COMUNIDADE DE SANT’EGÍDIO
OFEREÇA O ALMOÇO DE NATAL A UM SEM-ABRIGO
A Comunidade de Sant’Egídio é uma instituição de solidariedade social, sem fins lucrativos, que presta assistência diária aos mais necessitados:
Idosos que vivem em situação precária sem qualquer apoio;
Crianças de bairros sociais;
Sem-abrigos
e vive exclusivamente da boa vontade e da ajuda de amigos e de voluntários.
Mais uma vez estamos a organizar o almoço de Natal, que terá lugar no dia 25 de Dezembro, pelas 13h00, no mercado da Ribeira, em Lisboa. Nesse dia tão importante em que a solidão é mais sentida precisamos da ajuda de todos para que aqueles que acompanhamos diariamente possam ter um almoço em família e sentirem que não são esquecidos. Contamos com cerca de quinhentos participantes.
Para que possamos realizar esta iniciativa pedimos que nos faça chegar aquilo que necessitamos para o almoço: grão cozido, bacalhau (se possível demolhado), azeite, chouriço, sumos (coca-cola, laranjada, entre outros), açúcar, chá, café, maionese, chocolates, batatas fritas palha e ainda pratos de papel rasos e de sopa, talheres e copos de plástico.
Se estiver interessado em ajudar-nos nesta caminhada informamos que este anos as ofertas poderão ser entregues na Associação Cais (Rua do Vale Formoso de Cima, nº 49-55 Lisboa), de 2ª a 6ª feira, das 9h00 às 18h00. Junto enviamos o respectivo croqui.
Para nos contactar poderá fazê-lo através dos números: 919960961 (Conceição Papeconceicaopape@hotmail.com) 91777444 (Teresa Siqueira teresacsiqueira@hotmail.com).
Com os melhores cumprimentos da Comunidade de Sant’Egídio.
A Comunidade de Sant’Egídio é uma instituição de solidariedade social, sem fins lucrativos, que presta assistência diária aos mais necessitados:
Idosos que vivem em situação precária sem qualquer apoio;
Crianças de bairros sociais;
Sem-abrigos
e vive exclusivamente da boa vontade e da ajuda de amigos e de voluntários.
Mais uma vez estamos a organizar o almoço de Natal, que terá lugar no dia 25 de Dezembro, pelas 13h00, no mercado da Ribeira, em Lisboa. Nesse dia tão importante em que a solidão é mais sentida precisamos da ajuda de todos para que aqueles que acompanhamos diariamente possam ter um almoço em família e sentirem que não são esquecidos. Contamos com cerca de quinhentos participantes.
Para que possamos realizar esta iniciativa pedimos que nos faça chegar aquilo que necessitamos para o almoço: grão cozido, bacalhau (se possível demolhado), azeite, chouriço, sumos (coca-cola, laranjada, entre outros), açúcar, chá, café, maionese, chocolates, batatas fritas palha e ainda pratos de papel rasos e de sopa, talheres e copos de plástico.
Se estiver interessado em ajudar-nos nesta caminhada informamos que este anos as ofertas poderão ser entregues na Associação Cais (Rua do Vale Formoso de Cima, nº 49-55 Lisboa), de 2ª a 6ª feira, das 9h00 às 18h00. Junto enviamos o respectivo croqui.
Para nos contactar poderá fazê-lo através dos números: 919960961 (Conceição Papeconceicaopape@hotmail.com) 91777444 (Teresa Siqueira teresacsiqueira@hotmail.com).
Com os melhores cumprimentos da Comunidade de Sant’Egídio.
domingo, dezembro 13, 2009
Seminário Saber Europa - Ciclo de Cinema e Literatura
14 de Dezembro na Reitoria da Universidade de Lisboa às 18:30 - Dom Quixote, um filme de Tomas Aragon.
21 de Dezembro na Reitoria da Universidade de Lisboa às 18:30 a Manhã Submersa, um filme de Lauro António.
sexta-feira, dezembro 11, 2009
Feira do Livro Europa Viva
Dia 12 de Dezembro a Feira do Livro Europa Viva abre as suas portas das 15:00 às 20:00 no Espaço Europa Viva no Edificio C 7 da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
quinta-feira, dezembro 10, 2009
10 Dezembro 2009
Reúne a Comunidade de Pensadores para discussão / reflexão sobre a Europa da primeira metade do século XX.
De Portugal à Rússia, quantas Europas existiram e existem e que história política, económica e cultural se construiu?
quarta-feira, dezembro 09, 2009
Ciclo de Cinema e Literatura - Seminário Saber Europa- O pianista - Livro de Wladyslaw Szpilman - Filme de Roman Polanski
E de novo temos a 2.ª Guerra Mundial como pano de fundo para mais uma obra, desta vez um romance de um polaco, o pianista Wladyslaw Szpilman, filmada por um cineasta de origem polaca, Roman Polanski. E que história é esta senão a própria experiência de Szpilman na Varsóvia dos anos 30/40: ele, um judeu, e por isso um homem marcado, destinado à exclusão social, ao enclausuramento no gueto e à posterior deportação e extermínio. De facto, se muitos filmes nos falam na 2.ª Guerra Mundial e no horror da perseguição aos judeus, talvez este seja um dos mais pessoais e intimistas que é possivel encontrar sobre este tema. É a voz de quem ficou fora do mundo, fechado dentro dos muros do gueto, uma voz que raramente nos chega. As situações têm rostos concretos, gestos únicos, há acasos, momentos de sorte e de azar, aparentemente banais, que conjugados permitiram que Szpilman tivesse sobrevivido para poder contar como foi. Não temos aqui um herói épico ou sobrehumano, dotado de compaixão infinita e sempre positivo. Não, aqui acompanhamos a humilhação e a arbitrariedade sofridas sem que a voz se levante, a luta pela sobrevivência, na busca de um abrigo, de um esconderijo para noite, de um agasalho, de um bocado de pão duro para comer. Mas há aqui também espaço para um pequeno milagre: no final da 1944, quando Varsóvia se encontrava completamente bombardeada, Szpilman ainda deambulava pelas ruínas e foi descoberto por um oficial alemão que, não só não o denunciou, como o ajudou a sobreviver trazendo-lhe comida e agasalho.O filme que Roman Polanski realiza partindo do romance, e mantendo-se muito fiel ao mesmo, é uma das suas grandes obras, pois soube verter nela a sua própria experiência de sobrevivência à perseguição nazi. Polanski viveu no gueto de Cracóvia até entrar na clandestinidade em 1943, e perdeu parte da sua família nos campos de concentraçao. Foi logo após o final da Guerra, em 1945, que Szpilman escreveu o seu relato e intitulou-o "Morte de uma cidade", pois foi a isso mesmo que ele assistiu: ao findar da vidacivilizada, do respeito pelos outros, de um modo de vida organizado e próspero. No entanto, viu-o ser censurado pelas novas autoridades polacas (a Polónia passara a pertencer à esfera da União Soviética) por se atrever a mostrar que nem todos os alemães eram maus e pior, que nem todos os oprimidos eram bons. Sim, porque Szpilman denuncia aqueles que no gueto enriqueciam com o contrabando de bens, com a corrupção e os subornos aos SS, ou que como os membros da Polícia Judia do Gueto, eram gente ainda mais selvagem e mais violenta que os nazis.Somente em 1998 foi republicado o romance, pelo filho de Szpilman, primeiro em alemão e depois em inglês com o título "O pianista", sendo um livro que todos devemos ler, para que não se perca a memória do horror, e para que essa memória nos impeça de cair nos mesmos erros."
©Maria Alexandra Campos
segunda-feira, dezembro 07, 2009
A nossa Feira do Livro
Calendário:
12 e 19 de Dezembro das 15:00 às 20:00 no Espaço Europa Viva - Edificio C 7 - Faculdade de Ciências, Cidade Universitária, Campo Grande.
domingo, dezembro 06, 2009
10 de Dezembro
Reúne a Comunidade dos Pensadores às 21:00 no Espaço Europa Viva.
http://www.europaviva.eu/news/200907_Pensadores/
http://www.europaviva.eu/news/200907_Pensadores/
sexta-feira, dezembro 04, 2009
Feira do Livro
Dia 05 - 12- 2009
Abertura da Feira do Livro das 15:00 às 20:00 no Espaço Europa Viva, Edificio C 7 - Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Cidade Universitária, Campo Grande.
A Feira do Livro Europa Viva só abre aos sábados até dia 19 de Dezembro.
Abertura da Feira do Livro das 15:00 às 20:00 no Espaço Europa Viva, Edificio C 7 - Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Cidade Universitária, Campo Grande.
A Feira do Livro Europa Viva só abre aos sábados até dia 19 de Dezembro.
quinta-feira, dezembro 03, 2009
Seminário Permanente Saber Europa 2009 - 2010
Hoje, a última conferencia do módulo A música como combate
3 de Dezembro, às 19:00 – Ópera e Literatura no Espaço Europa Viva, Edificio C 7 - Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa - Cidade Universitária - Campo Grande.
http://www.europaviva.eu/site/pgNewsletters.php
3 de Dezembro, às 19:00 – Ópera e Literatura no Espaço Europa Viva, Edificio C 7 - Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa - Cidade Universitária - Campo Grande.
http://www.europaviva.eu/site/pgNewsletters.php
quarta-feira, dezembro 02, 2009
Nota da Direcção - Feira do Livro
A experiência da Feira levou-nos a alterar os horários e a calendarização. Assim: a Feira abre apenas aos sábados até dia 19 de Dezembro das 15:00 às 20:00.
Calendário actualizado: 5, 12, 19 de Dezembro das 15:00 às 20:00 no Espaço Europa Viva: Edificio C 7 , Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Cidade Universitária, Campo Grande.
terça-feira, dezembro 01, 2009
segunda-feira, novembro 30, 2009
Ciclo de Cinema e Literatura - próxima sessão
30 de Novembro - Polónia: O Pianista" de Wladyslaw Szpilman, Roman Polanski
Dezembro:
7 de Dezembro - Rússia: Guerra e Paz, de Leon Tolstoi / Sergei Bondarchuk
14 de Dezembro - Espanha: Dom Quixote, de Miguel de Cervantes / Tomas Gutieres Aragon
Manhã Submersa, de Vergílio Ferreira / Lauro António - em data a combinar durante o workshop.
Dezembro:
7 de Dezembro - Rússia: Guerra e Paz, de Leon Tolstoi / Sergei Bondarchuk
14 de Dezembro - Espanha: Dom Quixote, de Miguel de Cervantes / Tomas Gutieres Aragon
Manhã Submersa, de Vergílio Ferreira / Lauro António - em data a combinar durante o workshop.
Local: Reitoria da Universidade de Lisboa - Cidade Universitária - Campo Grande
Horário: 18:30
sexta-feira, novembro 27, 2009
Alguns dos protagonistas da I Feira do Livro Europa Viva
José Saramago, Martin Amis, Ian McEwan, Anthony Giddens, Álvaro Guerra, Raul Brandão, Paul Auster, Herman Hess, Max Gallo, Gore Vidal, Paul Virilo, Gogol, Dan Brown, Amos Oz, Noam Chomsky, Emile Zola, Balzac, Javier Marias, Nabokov, Eric Hobsbawn, Salman Rushdie, Alfredo Echenique
I Feira do Livro Europa Viva
29 às 12:00 - inaugura a I Feira do Livro Europa Viva na Cidade Universitária - Edifício C 7.
quinta-feira, novembro 26, 2009
Calendário Europa Viva - Novembro - Dezembro 2009
28 de Novembro - entrega de livros para a Feira - das 12:00 às 16:00;
29 de Novembro - inaugura a Feira do Livro - das 12:00 às 20:00;
30 de Novembro - Ciclo de Cinema e Literatura - Seminário Saber Europa - http://www.europaviva.eu/news/200906_SaberEuropa/
3 de Dezembro - Módulo Música - Seminário Saber Europa - http://www.europaviva.eu/news/200906_SaberEuropa/
5 e 6 Dezembro - Feira do Livro Europa Viva - das 12:00 às 20:00 - Cidade Universitária - C 7
7 de Dezembro - Ciclo Cinema e Literatura - Seminário Saber Europa -
http://www.europaviva.eu/news/200906_SaberEuropa/
12 e 13 de Dezembro - Feira do Livro Europa Viva - das 12:00 às 20:00 - Cidade Universitária - C 7
14 de Dezembro - Ciclo de Cinema e Literatura - Seminário Saber Europa - http://www.europaviva.eu/news/200906_SaberEuropa/
19 e 20 de Dezembro - Feira do Livro Europa Viva - das 12:00 às 20:00 - Cidade Universitária - C 7
29 de Novembro - inaugura a Feira do Livro - das 12:00 às 20:00;
30 de Novembro - Ciclo de Cinema e Literatura - Seminário Saber Europa - http://www.europaviva.eu/news/200906_SaberEuropa/
3 de Dezembro - Módulo Música - Seminário Saber Europa - http://www.europaviva.eu/news/200906_SaberEuropa/
5 e 6 Dezembro - Feira do Livro Europa Viva - das 12:00 às 20:00 - Cidade Universitária - C 7
7 de Dezembro - Ciclo Cinema e Literatura - Seminário Saber Europa -
http://www.europaviva.eu/news/200906_SaberEuropa/
12 e 13 de Dezembro - Feira do Livro Europa Viva - das 12:00 às 20:00 - Cidade Universitária - C 7
14 de Dezembro - Ciclo de Cinema e Literatura - Seminário Saber Europa - http://www.europaviva.eu/news/200906_SaberEuropa/
19 e 20 de Dezembro - Feira do Livro Europa Viva - das 12:00 às 20:00 - Cidade Universitária - C 7
quarta-feira, novembro 25, 2009
Ciclo de cinema e Literatura – Seminário Saber Europa

O tambor – Livro de Gunther Grass – Filme de Volker Schlondroff
“O tambor” é uma obra que não deixa ninguém indiferente: quer o romance quer o filme, ambos polémicos, se encontram unidos por uma voz muito própria, muito irónica e simbólica.
O autor da obra, Gunther Grass, nasceu em Danzig, Alemanha (actualmente Gdansk, Polónia) em 1927, e teve uma vida atribulada, tendo sido ferido em 1945 (quando pertencia às SS – revelação tardia que a muitos chocou) e preso pelos aliados. Posteriormente trabalhou em minas, estudou desenho e escultura e acabou por ingressar no Grupo 47, um grupo de intelectuais alemães de finais dos anos 50. Em 1959 publicou o seu primeiro romance “O tambor” e iniciou uma prolífica carreira de escritor e ensaísta, tornando-se este livro num dos grandes romances europeus do século XX, retrato quase surrealista da Alemanha no período 1925 a 1950, onde são dissecados os pequeno burgueses, pretensamente indefesos mas coniventes com a ascensão meteórica da ditadura e do terror.
O nosso protagonista, Oskar, a quem é oferecido um pequeno tambor no dia do seu 3º aniversário, decide a partir dessa data, parar de crescer. Há uma recusa consciente do mundo, associada a uma relação exacerbada de dependência do brinquedo, uma recusa do mundo dos adultos e das suas intrigas e duplicidades. Os anos vão passando e Oskar, sempre com o aspecto exterior de um menino, vai acompanhando as alterações políticas e sociais do seu país: Alfred, o pai que se torna membro do partido nacional socialista, a mãe, Agnes, prisioneira de uma relação sem futuro com o amante Jan (possivelmente o pai biológico de Oskar), subitamente abatida pela consciência do erro e da culpa, a perseguição aos judeus espelhada na morte do atencioso vendedor de brinquedos, a ascensão da intolerância que lhe faz confundir o Pai Natal com os homens do gás que tudo queimam. Oskar também muda, ainda que de modo subtil: apaixona-se perdidamente, participa no esforço de Guerra juntando-se a uma trupe de anões, “gente pequena” como ele e que precisa de sobreviver no meio da barbárie. Está presente no dia em que começa a 2ª Grande Guerra, 1 de Setembro de 1939, na invasão da Polónia pela Alemanha, e assiste à morte de Jan, funcionário da estação dos correios. Está presente também no dia D, na invasão da Normandia e foge da frente regressando à sua cidade Natal. É somente após o final da Guerra e da invasão pelos aliados, no dia do enterro de Alfred, que Oskar aceita finalmente tornar-se homem e revoltar-se, assumindo o seu papel na história e as consequências de ser senhor de si.
Toda esta loucura, ponteada por diversos episódios caricatos e grotescos é passada para o grande écran por Schlondroff, em 1979, com um filme que lhe valeu a Palma de Ouro em Cannes (ex-aequo com “Apocalipse Now” outra metáfora da guerra e da loucura humanas), entre outros prémios. Muito influenciado pelo expressionismo e procurando numa abordagem pouco real, encenada, metafórica, atingir as verdades mais profundas, dá-nos um filme quase onírico, onde desfila a própria História da nossa Europa, como se de um circo ou de uma parada carnavalesca se tratasse. E que pelo incómodo que causa nos deixa a pensar.”
“O tambor” é uma obra que não deixa ninguém indiferente: quer o romance quer o filme, ambos polémicos, se encontram unidos por uma voz muito própria, muito irónica e simbólica.
O autor da obra, Gunther Grass, nasceu em Danzig, Alemanha (actualmente Gdansk, Polónia) em 1927, e teve uma vida atribulada, tendo sido ferido em 1945 (quando pertencia às SS – revelação tardia que a muitos chocou) e preso pelos aliados. Posteriormente trabalhou em minas, estudou desenho e escultura e acabou por ingressar no Grupo 47, um grupo de intelectuais alemães de finais dos anos 50. Em 1959 publicou o seu primeiro romance “O tambor” e iniciou uma prolífica carreira de escritor e ensaísta, tornando-se este livro num dos grandes romances europeus do século XX, retrato quase surrealista da Alemanha no período 1925 a 1950, onde são dissecados os pequeno burgueses, pretensamente indefesos mas coniventes com a ascensão meteórica da ditadura e do terror.
O nosso protagonista, Oskar, a quem é oferecido um pequeno tambor no dia do seu 3º aniversário, decide a partir dessa data, parar de crescer. Há uma recusa consciente do mundo, associada a uma relação exacerbada de dependência do brinquedo, uma recusa do mundo dos adultos e das suas intrigas e duplicidades. Os anos vão passando e Oskar, sempre com o aspecto exterior de um menino, vai acompanhando as alterações políticas e sociais do seu país: Alfred, o pai que se torna membro do partido nacional socialista, a mãe, Agnes, prisioneira de uma relação sem futuro com o amante Jan (possivelmente o pai biológico de Oskar), subitamente abatida pela consciência do erro e da culpa, a perseguição aos judeus espelhada na morte do atencioso vendedor de brinquedos, a ascensão da intolerância que lhe faz confundir o Pai Natal com os homens do gás que tudo queimam. Oskar também muda, ainda que de modo subtil: apaixona-se perdidamente, participa no esforço de Guerra juntando-se a uma trupe de anões, “gente pequena” como ele e que precisa de sobreviver no meio da barbárie. Está presente no dia em que começa a 2ª Grande Guerra, 1 de Setembro de 1939, na invasão da Polónia pela Alemanha, e assiste à morte de Jan, funcionário da estação dos correios. Está presente também no dia D, na invasão da Normandia e foge da frente regressando à sua cidade Natal. É somente após o final da Guerra e da invasão pelos aliados, no dia do enterro de Alfred, que Oskar aceita finalmente tornar-se homem e revoltar-se, assumindo o seu papel na história e as consequências de ser senhor de si.
Toda esta loucura, ponteada por diversos episódios caricatos e grotescos é passada para o grande écran por Schlondroff, em 1979, com um filme que lhe valeu a Palma de Ouro em Cannes (ex-aequo com “Apocalipse Now” outra metáfora da guerra e da loucura humanas), entre outros prémios. Muito influenciado pelo expressionismo e procurando numa abordagem pouco real, encenada, metafórica, atingir as verdades mais profundas, dá-nos um filme quase onírico, onde desfila a própria História da nossa Europa, como se de um circo ou de uma parada carnavalesca se tratasse. E que pelo incómodo que causa nos deixa a pensar.”
©Maria Alexandra Campos
terça-feira, novembro 24, 2009
Calendário Feira do Livro Europa Viva
28 de Novembro: Entrega dos livros - das 12:00 às 20:00
29 de Novembro: Inauguração da Feira - das 12:00 às 20:00
5 e 6 de Dezembro: das 12:00 às 20:00
12 e 13 de Dezembro: das 12:00 às 20:00
19 e 20 de Dezembro: das 12:00 às 20:00
Nota: Aceitamos entrega de livros durante o calendário da Feira até 6 de Dezembro.
29 de Novembro: Inauguração da Feira - das 12:00 às 20:00
5 e 6 de Dezembro: das 12:00 às 20:00
12 e 13 de Dezembro: das 12:00 às 20:00
19 e 20 de Dezembro: das 12:00 às 20:00
Nota: Aceitamos entrega de livros durante o calendário da Feira até 6 de Dezembro.
segunda-feira, novembro 23, 2009
Congresso Internacional das Ordens e Congregações Religiosas
Seminário Permanente Saber Europa 2009 - 2010
Ciclo de Cinema e Literatura:
23 de Novembro - Alemanha: O Tambor, de Gunther Grass/ Volker Schlöndorff
30 de Novembro - Polónia: O Pianista" de Wladyslaw Szpilman, Roman Polanski
Dezembro:
7 de Dezembro - Rússia: Guerra e Paz, de Leon Tolstoi / Sergei Bondarchuk
14 de Dezembro - Espanha: Dom Quixote, de Miguel de Cervantes / Tomas Gutieres Aragon
30 de Novembro - Polónia: O Pianista" de Wladyslaw Szpilman, Roman Polanski
Dezembro:
7 de Dezembro - Rússia: Guerra e Paz, de Leon Tolstoi / Sergei Bondarchuk
14 de Dezembro - Espanha: Dom Quixote, de Miguel de Cervantes / Tomas Gutieres Aragon
Horário: 18:30
Local: Reitoria da Universidade de Lisboa
sexta-feira, novembro 20, 2009
Feira do Livro Europa Viva
Há ideias que nascem quando e onde querem. Assim aconteceu com a ideia de realizar a I Feira do Livro Europa Viva.
A ideia nasceu, assim, muito rapidamente, agarrámo-la instantaneamente, ainda esboçava o seu primeiro sorriso, porque vimos que era boa...
Agora falta o planeamento e a logistica para que o projecto resulte e tenha o maior sucesso possível.
É disso que estamos a tratar... e a tal velocidade que contamos inaugurar a I Feira do Livro Europa Viva no próximo dia 28 de Novembro às 12:00 no Espaço Europa Viva - Cidade Universitária, edificio C7.
Porque nasceu a ideia da Feira do Livro?
- porque a maioria dos dirigentes e associados da Europa Viva são leitores excelentes e exigentes e, muitos deles, querem reciclar os livros mais antigos das suas estantes para que outros, outros livros, possam também viver e fazer o seu caminho;
- porque mesmo que seja pouco, todo o dinheiro que possamos acrescentar à nossa caixa missão é fundamental, decisivo, imperioso, desejável, laborioso, para continuarmos o projecto Europa Viva;
- porque as palavras não podem morrer mas para isso têm que se lidas e ditas;
- porque servimos os nossos associados, amigos e familia sempre que estamos a criar melhor missão e uma Feira do Livro recheada de bons livros a preços simbólicos também é missão;
- porque os livros precisam de nós e nós não os podemos abandonar nunca;
O que pedimos aos nossos associados e amigos?
Que reciclem livros de bons autores, boas colecções, relacionados com temas como a literatura, viagens, geopolitica, religiões, história, filosofia, estudos europeus, (...) e entreguem no espaço Europa Viva durante o dia 28 de Novembro das 12:00 às 20:00.
Os vossos livros serão vendidos ao público em geral a preços simbólicos.
O resultado desta venda reverterá totalmente para o projecto Casa da Memória.
Módulo de Cinema e Literatura - Seminário Saber Europa - crónica de Maria Alexandra Campos
D' Os miseráveis – Livro de Victor Hugo – Filmes de Jean-Paul Le Chanois, Robert Hossein e Josée Dayan
Publicado em 1862, “Os miseráveis” é talvez uma das obras maiores da literatura europeia e sem dúvida da França do século XIX. Escrita por Victor Hugo, expoente máximo do Romantismo em França, ensaísta, novelista, poeta, dramaturgo, activista dos direitos humanos e estadista, leva-nos numa viagem que se inicia em 1815, e onde acompanhamos os passos de Jean Valjean, saído da prisão após cumprir uma pena de 4 anos por roubar um pão, acrescida de mais 15 por tentativa de evasão! Apesar de livre das correntes, transporta consigo um passaporte amarelo que o identifica como ex-condenado, o que faz dele um pária ao qual todas as portas se fecham, a quem ninguém quer vender pão ou dar abrigo. Este é um homem amargurado pelas injustiças que sofreu, descrente da bondade humana. E ele próprio esqueceu que tem coração.
Após uma noite descansada na residência do bispo da cidade de Digne (primeira pessoa que em tantos anos lhe sorri e lhe oferece uma refeição quente e um convívio realmente digno de uma pessoa humana), cede ao impulso e rouba o talher de prata com o qual tinha comido a sopa horas antes. Apanhado pela polícia e confrontado com o bispo é surpreendido pela atitude deste, que não só mente dizendo que o talher era uma oferta como, depois de despedir a polícia, o convida a levar também os castiçais em prata maciça. E provocadoramente lhe diz que acabou de o comprar… De comprar a sua alma, para o Bem, para o caminho recto da redenção. E é por aí que tudo muda… Subitamente este homem converte-se e propõe-se a reparar todo o eventual mal que tenha feito, a não deixar que mais injustiças se cometam à sua volta… E este é apenas o principio da história que nos leva por uma série de personagens cativantes, desde Javert, o comissário da polícia que se propõe voltar a capturar Valjean, a Fantine, a pobre operária explorada, a Cosette, filha de Fantine, maltratada pelos taberneiros Thénardier, a Marius e Eponine heróis das Barricadas de Paris em 1832, entre muitos outros.
Numa abordagem diferente, vimos três “primeiras partes” de três filmes de realizadores franceses: Jean-Paul Le Chanois (versão de 1958), Robert Hossein (versão de 1982) e Josée Dayan (versão para televisão de 2000). E neste visionamento “comparativo” observámos como cada olhar de cada realizador deu destaque diferenciado a pormenores, cenas ou diálogos. Os próprios personagens ganharam um cariz ora mais político, ora mais cerebral, ora mais moderno, e o seu peso na história aumentou ou foi reduzido consoante a abordagem escolhida. Até os próprios cenários e enquadramentos da acção em nada eram semelhantes entre si. E assim tivemos oportunidade de experimentar, nesta diversidade criativa, a riqueza do romance de Victor Hugo e da inspiração que continua a trazer para a 7ª arte.”
Publicado em 1862, “Os miseráveis” é talvez uma das obras maiores da literatura europeia e sem dúvida da França do século XIX. Escrita por Victor Hugo, expoente máximo do Romantismo em França, ensaísta, novelista, poeta, dramaturgo, activista dos direitos humanos e estadista, leva-nos numa viagem que se inicia em 1815, e onde acompanhamos os passos de Jean Valjean, saído da prisão após cumprir uma pena de 4 anos por roubar um pão, acrescida de mais 15 por tentativa de evasão! Apesar de livre das correntes, transporta consigo um passaporte amarelo que o identifica como ex-condenado, o que faz dele um pária ao qual todas as portas se fecham, a quem ninguém quer vender pão ou dar abrigo. Este é um homem amargurado pelas injustiças que sofreu, descrente da bondade humana. E ele próprio esqueceu que tem coração.
Após uma noite descansada na residência do bispo da cidade de Digne (primeira pessoa que em tantos anos lhe sorri e lhe oferece uma refeição quente e um convívio realmente digno de uma pessoa humana), cede ao impulso e rouba o talher de prata com o qual tinha comido a sopa horas antes. Apanhado pela polícia e confrontado com o bispo é surpreendido pela atitude deste, que não só mente dizendo que o talher era uma oferta como, depois de despedir a polícia, o convida a levar também os castiçais em prata maciça. E provocadoramente lhe diz que acabou de o comprar… De comprar a sua alma, para o Bem, para o caminho recto da redenção. E é por aí que tudo muda… Subitamente este homem converte-se e propõe-se a reparar todo o eventual mal que tenha feito, a não deixar que mais injustiças se cometam à sua volta… E este é apenas o principio da história que nos leva por uma série de personagens cativantes, desde Javert, o comissário da polícia que se propõe voltar a capturar Valjean, a Fantine, a pobre operária explorada, a Cosette, filha de Fantine, maltratada pelos taberneiros Thénardier, a Marius e Eponine heróis das Barricadas de Paris em 1832, entre muitos outros.
Numa abordagem diferente, vimos três “primeiras partes” de três filmes de realizadores franceses: Jean-Paul Le Chanois (versão de 1958), Robert Hossein (versão de 1982) e Josée Dayan (versão para televisão de 2000). E neste visionamento “comparativo” observámos como cada olhar de cada realizador deu destaque diferenciado a pormenores, cenas ou diálogos. Os próprios personagens ganharam um cariz ora mais político, ora mais cerebral, ora mais moderno, e o seu peso na história aumentou ou foi reduzido consoante a abordagem escolhida. Até os próprios cenários e enquadramentos da acção em nada eram semelhantes entre si. E assim tivemos oportunidade de experimentar, nesta diversidade criativa, a riqueza do romance de Victor Hugo e da inspiração que continua a trazer para a 7ª arte.”
©Maria Alexandra Campos
quinta-feira, novembro 19, 2009
Nota da Direcção - Seminário Saber Europa
Pedimos desculpa pelo transtorno que causamos e, uma vez mais, lembramos que a conferencia de Jorge Rodrigues integrada no módulo Musica como Combate passou para a amanhã, dia 20, às 19:00 no Espaço Europa Viva.
quarta-feira, novembro 18, 2009
Coloquio Internacional
No ano em que se perfazem 900 anos sobre o nascimento do primeiro rei português, Afonso Henriques, entendeu o Centro de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, no âmbito da sua linha de investigação sobre Modelos Identitários, acolher um Colóquio Internacional que permita juntar especialistas dedicados às questões da construção e afirmação de novas ou renovadas unidades políticas autónomas, durante os séculos XII e XIII, de molde a promover uma discussão alargada sobre a premente questão da criação e/ou consolidação em novos moldes, das monarquias do Ocidente Europeu, assim como dos mecanismos utilizados para tornar efectiva essa mesma construção e sua continuidade, no tempo e no espaço.
O Colóquio Afonso Henriques: em torno da criação e consolidação das monarquias do Ocidente Europeu (séculos XII-XIII). Identidades e liminaridades terá lugar no Anfiteatro III da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, nos próximos dias 14, 15 e 16 de Dezembro, de acordo com o programa que enviamos em anexo. Para mais informações e/ou inscrições, queira contactar o secretariado do Colóquio (Drs. Luís Horta Lima, André Oliveira Leitão e Filipa Santos), através do email ahenriques2009@gmail.com ou centro.historia@fl.ul.pt.
O Colóquio Afonso Henriques: em torno da criação e consolidação das monarquias do Ocidente Europeu (séculos XII-XIII). Identidades e liminaridades terá lugar no Anfiteatro III da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, nos próximos dias 14, 15 e 16 de Dezembro, de acordo com o programa que enviamos em anexo. Para mais informações e/ou inscrições, queira contactar o secretariado do Colóquio (Drs. Luís Horta Lima, André Oliveira Leitão e Filipa Santos), através do email ahenriques2009@gmail.com ou centro.historia@fl.ul.pt.
Voluntariado - SOS Voz amiga
A SOS VOZ AMIGA está à procura de voluntários e precisa de si. Se vive em Lisboa ou arredores e há muito tempo, ou apenas recentemente, pensa em fazer voluntariado, venha conhecer a SOS VOZ AMIGA em http://www.sosvozamiga.org/.
“Ligue-nos. Nós ligamos.”
terça-feira, novembro 17, 2009
Conferencias Música - Seminário Saber Europa
20 de Novembro – Os nacionalismos – Fréderic Chopin e Franz Liszt
27 de Novembro – Ópera e Literatura
Local: Espaço Europa Viva - Cidade Universitária - edificio C 7
Horário: 19:00
27 de Novembro – Ópera e Literatura
Local: Espaço Europa Viva - Cidade Universitária - edificio C 7
Horário: 19:00
segunda-feira, novembro 16, 2009
Ciclo de Cinema e Literatura - Seminário Saber Europa - próxima sessão
2 de Novembro - Inglaterra: Oliver Twist, de Charles Dickens / David Lean
9 de Novembro - Itália: O Leopardo, de Lampedusa / Luchino Visconti
16 de Novembro - França: Os Miseráveis, de Victor Hugo / Jean-Paul Le Chanois
23 de Novembro - Alemanha: O Tambor, de Gunther Grass/ Volker Schlöndorff
30 de Novembro - Polónia: O Pianista" de Wladyslaw Szpilman, Roman Polanski
Local: Reitoria da Universidade de Lisboa
Horas: 18:30
9 de Novembro - Itália: O Leopardo, de Lampedusa / Luchino Visconti
16 de Novembro - França: Os Miseráveis, de Victor Hugo / Jean-Paul Le Chanois
23 de Novembro - Alemanha: O Tambor, de Gunther Grass/ Volker Schlöndorff
30 de Novembro - Polónia: O Pianista" de Wladyslaw Szpilman, Roman Polanski
Local: Reitoria da Universidade de Lisboa
Horas: 18:30
sábado, novembro 14, 2009
CONCURSO "NARRANDO A EUROPA!"
O projecto European Memories - "Memórias Europeias" - tem o prazer de convidar todos os cidadãos europeus, homens e mulheres de qualquer idade e cultura, para participar na competição europeia "Narrando a Europa". QUEM E COMOSão convidados a participar no concurso todos os cidadãos europeus, homens e mulheres de todas as idades e culturas. As histórias podem ser contadas na primeira pessoa, através de escritos autobiográficos, fotos, narração ou vídeo, ou, em alternativa, o participante pode recolher e contar histórias de outras pessoas, histórias que considere interessantes e úteis para os outros. Temas da competiçãoOs temas propostos para esta segunda edição do concurso estão divididos em três áreas.
A - EXPERIÊNCIAS DE PERTENCER À EUROPAHá momentos ou episódios da sua vida em que experimentou um sentimento de pertença à Europa? Pode ser uma viagem, reuniões, acontecimentos pessoais ou públicos... Como descreveria essa sensação?
B - ENRAIZAMENTO EUROPA (PENSAMENTO DIVERSIDADE)Nesta secção do concurso queremos convidamos os cidadãos europeus a contar a sua história pessoal e experiências em geral, ou acontecimentos históricos, tradições e aspectos da cultura na vida quotidiana. Desta forma, propomos a todos os participantes uma visita pela Europa, procurando o que torna os cidadãos europeus diferentes, e que os tornam iguais na hora certa. Podemos talvez dizer: "Nós somos iguais, porque somos diferentes."?Viajar na EuropaA Europa tem, ao longo do tempo, aberto as suas fronteiras para aos seus cidadãos. Por isso, muitas pessoas viajam pela Europa, de férias, por trabalho ou necessidade ... Muitas são também as experiências de migração da Europa para outros continentes (especialmente no passado), ou de outros continentes para a Europa ... Como é que a experiência de viajar na Europa, ou a partir de e para a Europa, mudou sua vida? De que
C - UMA OUTRA EUROPA É POSSÍVEL (EM CONSTRUÇÃO)Experimente contar uma experiência de compromisso social para uma outra Europa possível. Pode ser uma experiência de práticas alternativas em diferentes áreas em relação às lutas pela afirmação dos direitos humanos e da democracia: trabalho, economia de solidariedade, sem abrigo, as minorias, intercultura, religião, o diálogo político, ambiente, saúde, educação, justiça, paz, serviços públicos, participação, etc. As melhores histórias, serão traduzidas nas sete línguas do projecto, serão publicados em livro, e os autores serão convidados para o festival europeu da autobiografia que ocorrerá em Itália, Pieve santo Stefano (Toscana), durante o evento final do projecto, em Setembro de 2010.Os trabalhos devem ser enviados à Associação VIDA (Av. das Cruzes 718, 4535-011 Lourosa, vida@viver.org) até 30 de Novembro de 2009
Para Mais Informações Contactar
Associação Vida Valorização Intergeracional e Desenvolvimento ActivoPedro Afonsopedroafonso@viver.org
Telfs: móvel: 934 771 475 fixo: 309992775
Para Mais Informações Contactar
Associação Vida Valorização Intergeracional e Desenvolvimento ActivoPedro Afonsopedroafonso@viver.org
Telfs: móvel: 934 771 475 fixo: 309992775
sexta-feira, novembro 13, 2009
quinta-feira, novembro 12, 2009
A trabalhar projectos...repiscando temas...
Módulo de Cinema e Literatura – O leopardo – Livro de Giuseppe Tomasi di Lampedusa – Filme de Luchino Visconti
“O leopardo” é uma obra ímpar da literatura europeia que tem a particularidade de ter ficado conhecida por uma frase chave: “É preciso que algo mude para que tudo continue na mesma.” E esta é, sem dúvida, a síntese de todo o desencanto vivido pelo protagonista, o Príncipe Fabrizio Corbero.
Mas comecemos pelo início: este romance, marcado por um profundo cunho autobiográfico (Lampedusa era também uma membro da velha aristocracia siciliana, nascido em Palermo em 1896) transporta-nos para a época do “Rissurgimento” (meados/finais do século XIX), um período conturbado da história da futura Itália, onde se sucederam as conquistas e as guerras pela unificação, e que teve como uma das suas figuras principais o revolucionário Garibaldi. É nesta terra selvagem e agreste que vive o Príncipe de Salina e a sua numerosa família, um homem forte e íntegro, um líder respeitado, um aristocrata orgulhoso do seu nome e da história associada ao seu título. E é aqui também que surge a perturbação e a incerteza, elementos subtilmente introduzidos logo no inicio do filme pelo alarido da descoberta de um soldado morto no jardim da casa senhorial, que interrompe, de modo abrupto, o recolhimento e a paz da oração familiar. Visconti filma toda a história como um mural que ilustra as transformações sociais e as transformações interiores dos personagens, e usa elementos como o ritmo, o enquadramento e a fotografia para nos fazer sentir parte desse quadro.
O mundo está a mudar e o Príncipe pressente-o de uma forma muito lúcida: os velhos chefes caem, a aristocracia rural perde o seu poder em favor de uma burguesia em plena ascensão, cheia de dinheiro fresco. E é esta lucidez que o conduz à solução possível para uma manutenção, ainda que temporária, da sua posição social: uma aliança alicerçada no mais forte dos elos, o casamento entre o seu sobrinho Tancredi e a bela Angélica, filha do burguês Don Calogero Sedara. Na verdade, as classes dominantes mudam, mas para o povo tudo se mantém como dantes.
Na cena final, o fausto e longo baile, acompanhamos o Príncipe na sua reflexão interior, no seu abandono total às forças de mudança que o subjugam, na sua rendição aos factos, na sua cedência do lugar na ribalta do mundo. Afasta-se por sua vontade, de cabeça erguida, como um animal majestoso, ferido de morte, saindo de cena sozinho, na noite escura. E ficam-nos as suas palavras: “Nós fomos os leopardos, os leões. Estes que tomam o nosso lugar são os chacais e as hienas. E todos nós, leopardos, leões, chacais e hienas pensamos que somos o sal da terra!”.”
Mas comecemos pelo início: este romance, marcado por um profundo cunho autobiográfico (Lampedusa era também uma membro da velha aristocracia siciliana, nascido em Palermo em 1896) transporta-nos para a época do “Rissurgimento” (meados/finais do século XIX), um período conturbado da história da futura Itália, onde se sucederam as conquistas e as guerras pela unificação, e que teve como uma das suas figuras principais o revolucionário Garibaldi. É nesta terra selvagem e agreste que vive o Príncipe de Salina e a sua numerosa família, um homem forte e íntegro, um líder respeitado, um aristocrata orgulhoso do seu nome e da história associada ao seu título. E é aqui também que surge a perturbação e a incerteza, elementos subtilmente introduzidos logo no inicio do filme pelo alarido da descoberta de um soldado morto no jardim da casa senhorial, que interrompe, de modo abrupto, o recolhimento e a paz da oração familiar. Visconti filma toda a história como um mural que ilustra as transformações sociais e as transformações interiores dos personagens, e usa elementos como o ritmo, o enquadramento e a fotografia para nos fazer sentir parte desse quadro.
O mundo está a mudar e o Príncipe pressente-o de uma forma muito lúcida: os velhos chefes caem, a aristocracia rural perde o seu poder em favor de uma burguesia em plena ascensão, cheia de dinheiro fresco. E é esta lucidez que o conduz à solução possível para uma manutenção, ainda que temporária, da sua posição social: uma aliança alicerçada no mais forte dos elos, o casamento entre o seu sobrinho Tancredi e a bela Angélica, filha do burguês Don Calogero Sedara. Na verdade, as classes dominantes mudam, mas para o povo tudo se mantém como dantes.
Na cena final, o fausto e longo baile, acompanhamos o Príncipe na sua reflexão interior, no seu abandono total às forças de mudança que o subjugam, na sua rendição aos factos, na sua cedência do lugar na ribalta do mundo. Afasta-se por sua vontade, de cabeça erguida, como um animal majestoso, ferido de morte, saindo de cena sozinho, na noite escura. E ficam-nos as suas palavras: “Nós fomos os leopardos, os leões. Estes que tomam o nosso lugar são os chacais e as hienas. E todos nós, leopardos, leões, chacais e hienas pensamos que somos o sal da terra!”.”
Maria Alexandra Campos
quarta-feira, novembro 11, 2009
1 Congresso Internacional das Congregações e Ordens Religiosas
Como sabem, a Europa Viva faz parte da Comissão Organizadora do 1º Congresso Internacional das Congregações e Ordens Religiosas, que se realiza em Novembro de 2010 na Fundação Gulbenkian.
No seio da Comissão Organizadora compete à Europa Viva criar duas rotas culturais europeias e a realização anual de um encontro onde através das linguagens criativas contemporaneas serão abordados os grandes temas das matrizes culturais europeias.
A Direcção da Europa Viva percebe a importância das suas tarefas e responsabilidades e tudo fará para responder com eficácia a este imenso desafio.
terça-feira, novembro 10, 2009
Nota da Direcção
Informamos os inscritos no módulo Música como Combate integrado no Seminário Saber Europa que as conferencias passaram para os dias 20 e 27 de Novembro às 19:00 no Espaço Europa Viva.
segunda-feira, novembro 09, 2009
domingo, novembro 08, 2009
Seminário Saber Europa 2009 - 2010
Ciclo de Cinema e Literatura:
9 de Novembro - Itália: O Leopardo, de Lampedusa / Luchino Visconti
16 de Novembro - França: Os Miseráveis, de Victor Hugo / Jean-Paul Le Chanois
23 de Novembro - Alemanha: O Tambor, de Gunther Grass/ Volker Schlöndorff
30 de Novembro - Polónia: O Pianista" de Wladyslaw Szpilman, Roman Polanski
Reitoria da Universidade de Lisboa. 18:30
http://www.europaviva.eu/news/200906_SaberEuropa/
sexta-feira, novembro 06, 2009
Mais uma Tese de Mestrado em Estudos Europeus

Catarina Rogado ofereceu à Europa Viva um exemplar da sua Tese de Mestrado designada Consciência Comunitária e Dimensão Europeia na Educação - A aprendizagem da UE por alunos do 1º Ciclo.
Esta tese é um bom exemplo de como as novas gerações de especialistas em Estudos Europeus «leêm» a construção do projecto europeu e quais são as suas propostas para aproximar cidadãos, agentes de construção e politicas.
Como prova a tese de Catarina Rogado, a Europa e o projecto da União Europeia não são, actualmente, temas próximos dos alunos do 1 Ciclo. Porém, quando trabalhados em conjunto e envolvendo pais, professores, e organismos especialistas externos, tornam-se mesmo temas fortemente apreciados pelos mais novos dos alunos do ensino escolar obrigatório. Prova disso são os resultados de um projecto desenvolvido no ano lectivo de 2007/2008, pela autora da tese, que aproximou os temas da UE dos alunos do 1º Ciclo do Bombarral. Não é pois verdade que os temas relacionados com as «coisas» europeias sejam dissonantes da percepção dos mais novos relativamente à sua identidade cultural, como provou o sucesso deste projecto. O GAP que preocupa os líderes europeus relativamente à percepção e interpretação da construção do projecto europeu por parte dos cidadãos é pois um problema geracional.
A geração ERASMUS aceitará empenhadamente construir a cidadania europeia e saberá interpretá-la à luz de um contexto cultural e civilizacional.
Catarina Rogado é uma apaixonada pelo estudos das questões europeias. Aliás, ouvi-la na defesa da sua tese foi um momento inspirador para a concretização da agenda cultural de missão da Europa Viva, nomeadamente, para a construção do módulo Instituições do Seminário Saber Europa que contou desde o primeiro dia com o seu trabalho empenhado, dedicado e muito responsável.
Obrigado Catarina Rogado pela cumplicidade no ideal que anima o nosso projecto de missão.
quinta-feira, novembro 05, 2009
“Módulo de Cinema e Literatura – Oliver Twist – Livro de Charles Dickens – Filme de David Lean
Eis o nosso primeiro clássico! “Oliver Twist” é um dos romances mais conhecidos deste escritor inglês do século XIX e é também uma das obras que mais adaptações ao cinema conheceu, desde 1906 na versão de J. Stuart Blackton até 2005 na versão de Roman Polanski, passando por inúmeras séries e mini séries televisivas.
Há algo na história trágica do pequeno Oliver que convoca os afectos e o olhar, que cativa e que não deixa ninguém indiferente. Este órfão esfomeado vive aprisionado num asilo. É vendido como criado a um cangalheiro, onde tem de dividir a comida com o cão e onde dorme na oficina com os caixões. Foge em direcção a uma Londres anónima, desfigurada pelo fumo e pela sujidade. Palmilha ruas e pontes até cair nas mãos de um grupo de ladrões liderado pelo temível Fagin, protótipo da avareza e da ganância, o qual passa a integrar e do qual não pode fugir….
Desde a publicação inicial em fascículos, “Oliver Twist” é um sucesso de popularidade, fruto dessa arte de entrelaçar personagens e situações em que Charles Dickens é mestre. Identificamo-nos com a ironia fina dos diálogos, com a denúncia dos soberbos, dos mesquinhos e interesseiros. Deixamo-nos levar pelo entusiasmo sincero na fraterna defesa dos mais pobres e desprotegidos, como as crianças e as mulheres. É que o escritor soube retratar a sua época, a revolução industrial e as convulsões sociais que provocou, uma Inglaterra vitoriana cheia de contrastes escandalosos entre os que tudo tinham e os que a nada podiam aspirar, um mundo de profundas injustiças sociais.
E que acrescenta David Lean a tudo isto? Muito. Muitas vezes sem palavras! Todo o seu filme é uma profunda homenagem ao livro e as suas opções estéticas, a sua escolha de actores, tudo nos transporta para a época e nos faz viver as emoções de Oliver. Aliando a tradição do realismo social inglês com o expressionismo alemão anterior à Grande Guerra, com uma fotografia a preto e branco muito contrastada e enquadramentos que sublinham os traços de carácter dos personagens e as suas emoções, este é sem dúvida um filme extraordinário.”
Há algo na história trágica do pequeno Oliver que convoca os afectos e o olhar, que cativa e que não deixa ninguém indiferente. Este órfão esfomeado vive aprisionado num asilo. É vendido como criado a um cangalheiro, onde tem de dividir a comida com o cão e onde dorme na oficina com os caixões. Foge em direcção a uma Londres anónima, desfigurada pelo fumo e pela sujidade. Palmilha ruas e pontes até cair nas mãos de um grupo de ladrões liderado pelo temível Fagin, protótipo da avareza e da ganância, o qual passa a integrar e do qual não pode fugir….
Desde a publicação inicial em fascículos, “Oliver Twist” é um sucesso de popularidade, fruto dessa arte de entrelaçar personagens e situações em que Charles Dickens é mestre. Identificamo-nos com a ironia fina dos diálogos, com a denúncia dos soberbos, dos mesquinhos e interesseiros. Deixamo-nos levar pelo entusiasmo sincero na fraterna defesa dos mais pobres e desprotegidos, como as crianças e as mulheres. É que o escritor soube retratar a sua época, a revolução industrial e as convulsões sociais que provocou, uma Inglaterra vitoriana cheia de contrastes escandalosos entre os que tudo tinham e os que a nada podiam aspirar, um mundo de profundas injustiças sociais.
E que acrescenta David Lean a tudo isto? Muito. Muitas vezes sem palavras! Todo o seu filme é uma profunda homenagem ao livro e as suas opções estéticas, a sua escolha de actores, tudo nos transporta para a época e nos faz viver as emoções de Oliver. Aliando a tradição do realismo social inglês com o expressionismo alemão anterior à Grande Guerra, com uma fotografia a preto e branco muito contrastada e enquadramentos que sublinham os traços de carácter dos personagens e as suas emoções, este é sem dúvida um filme extraordinário.”
Maria Alexandra Campos
quarta-feira, novembro 04, 2009
terça-feira, novembro 03, 2009
_____________________________________CAMINHOS DE CULTURA
Visitas Guiadas
Torre do Tombo
10 e 11 NOVEMBRO 2009 10h00 e 14h30 TORRE DO TOMBO, CIDADE UNIVERSITÁRIA, LISBOA
A não perder estas visitas guiadas à Torre do Tombo.
Gratuitas para todos, mesmo para grupos constituídos até ao máximo de 25 pessoas. Há que realizar uma marcação prévia no Serviço Educativo da Torre do Tombo, Tel: 217 811 500 210 113 448 grec@dgarq.gov.pt.
O Arquivo Nacional da Torre do Tombo tem como missão a salvaguarda, conservação, valorização, e divulgação do Património Arquivístico Nacional suporte da nossa Memória colectiva.
A riqueza e diversidade documental existentes neste arquivo permitem a investigação em diversas áreas do saber, disponibilizando ainda aos utilizadores uma biblioteca de apoio à investigação.
Nota: fonte de informação
Reitoria da Universidade de Lisboa
Divisão de Actividades Culturais e Imagem da DSRE
Alameda da Universidade, Campo Grande, 1649-004 Lisboa
Contactos Tel. 21 011 34 06; Fax: 21 796 31 51; daci@reitoria.ul.pt; http://www.ul.pt
Transportes Metro: Cidade Universitária; Autocarros: 31-32-38-68-755 (Carris);
Almada – Cidade Universitária (TST); Entrecampos (Fertagus).
Visitas Guiadas
Torre do Tombo
10 e 11 NOVEMBRO 2009 10h00 e 14h30 TORRE DO TOMBO, CIDADE UNIVERSITÁRIA, LISBOA
A não perder estas visitas guiadas à Torre do Tombo.
Gratuitas para todos, mesmo para grupos constituídos até ao máximo de 25 pessoas. Há que realizar uma marcação prévia no Serviço Educativo da Torre do Tombo, Tel: 217 811 500 210 113 448 grec@dgarq.gov.pt.
O Arquivo Nacional da Torre do Tombo tem como missão a salvaguarda, conservação, valorização, e divulgação do Património Arquivístico Nacional suporte da nossa Memória colectiva.
A riqueza e diversidade documental existentes neste arquivo permitem a investigação em diversas áreas do saber, disponibilizando ainda aos utilizadores uma biblioteca de apoio à investigação.
Nota: fonte de informação
Reitoria da Universidade de Lisboa
Divisão de Actividades Culturais e Imagem da DSRE
Alameda da Universidade, Campo Grande, 1649-004 Lisboa
Contactos Tel. 21 011 34 06; Fax: 21 796 31 51; daci@reitoria.ul.pt; http://www.ul.pt
Transportes Metro: Cidade Universitária; Autocarros: 31-32-38-68-755 (Carris);
Almada – Cidade Universitária (TST); Entrecampos (Fertagus).
segunda-feira, novembro 02, 2009
Hoje, 2 de Novembro
Continua o Ciclo de Cinema e Literatura. Na Reitoria da Universidade de Lisboa às 18:30.
sábado, outubro 31, 2009
sexta-feira, outubro 30, 2009
Ciclo de Musica - Seminário Saber Europa
5 de Novembro – Shostakovich
19 de Novembro – Os nacionalismos – Fréderic Chopin e Franz Liszt
26 de Novembro – Ópera e Literatura
Horário: 19:00
Local: Espaço Europa Viva - Edificio C 7 Cidade Universitária. Trazeiras da Torre do Tombo. Entre o Instituto Confucio e o BES.
19 de Novembro – Os nacionalismos – Fréderic Chopin e Franz Liszt
26 de Novembro – Ópera e Literatura
Horário: 19:00
Local: Espaço Europa Viva - Edificio C 7 Cidade Universitária. Trazeiras da Torre do Tombo. Entre o Instituto Confucio e o BES.
Ciclo de Cinema e Literatura - próxima sessão
2 de Novembro - Inglaterra: Oliver Twist, de Charles Dickens / David Lean
Na Reitoria às 18:30
Na Reitoria às 18:30
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