quinta-feira, dezembro 31, 2009
quarta-feira, dezembro 30, 2009
Actividades Europa Viva para 2010
Janeiro
Seminário Saber Europa - História da Europa http://www.europaviva.eu/news/200906_SaberEuropa/
Seminário Saber Europa - Literatura Europeia - Romance
http://www.europaviva.eu/news/200906_SaberEuropa/
Curso Europa e Religiões - As grandes expressões do sagrado na cidade
http://www.europaviva.eu/news/200912_CursoReligioes2010/
Comunidade dos Pensadores http://www.europaviva.eu/news/200907_Pensadores/
Fevereiro
India das Religiões - Viagem - India - http://www.europaviva.eu/news/200905_India/
Curso Europa e Religiões - As grandes expressões do sagrado na cidade
http://www.europaviva.eu/news/200912_CursoReligioes2010/
Seminário Saber Europa - História da Europa
http://www.europaviva.eu/news/200906_SaberEuropa/
Seminário Saber Europa - Literatura Europeia - Romance
http://www.europaviva.eu/news/200906_SaberEuropa/
Comunidade dos Pensadores
http://www.europaviva.eu/news/200907_Pensadores/
Março
Roma - Viagem - O Impacto da Bíblia na Cultura Ocidental
http://www.europaviva.eu/news/200911_Roma2010/
Seminário Saber Europa - Literatura Europeia - Romance
http://www.europaviva.eu/news/200906_SaberEuropa/
Comunidade dos Pensadores
http://www.europaviva.eu/news/200907_Pensadores/
Curso Europa e Religiões
http://www.europaviva.eu/news/200912_CursoReligioes2010/
Londres - Viagem - Bicentenário Chopin (ainda em preparação)
Abril
Seminário Saber Europa - Literatura Europeia - Romance
http://www.europaviva.eu/news/200906_SaberEuropa/
Comunidade dos Pensadores
http://www.europaviva.eu/news/200907_Pensadores/
Maio
Rússia (Moscovo e St.Peterburgo) - viagem - I Comunidade Itinerante de Leitores do Português no Mundo - com o escritor Gonçalo. M.Tavares
Seminário Saber Europa - Módulo União Europeia
Comunidade dos Pensadores
Junho
Comunidade dos Pensadores
http://www.europaviva.eu/news/200907_Pensadores/
Julho
15 de Julho - 5º aniversário Europa Viva
de 17 a 24 : Ópera um Itinerário Europeu - As grandes salas de Ópera - Viagem - a Itália - Milão, Bérgamo, Verona, Pádua, Vicenza, Veneza;
Curso História e Cultura da Ópera no âmbito da viagem Ópera um Itinerário Europeu;
http://www.europaviva.eu/site/pgProjecto.php?proj=4
Agosto
Rússia, Mongólia, China - Viagem - Transsiberiano Plus - 3 países - 3 comboioshttp://transsiberiano.blogspot.com/ na EXPO de Shangai
terça-feira, dezembro 29, 2009
Comunidade dos Pensadores / Tertúlia
Há projectos que por várias razões surpreendem até os seus autores. A Comunidade dos Pensadores, um dos programas identitários da Europa Viva (http://www.europaviva.eu/news/200907_Pensadores/) é, de facto, um projecto surpresa, surpreendente e no contexto associativo, um dos projectos mais emblemáticos e sólidos do que fomos, somos e seremos, isto é, uma Associação que vive fundamentalmente da criatividade dos seus associados e onde o saber é a verdadeira moeda de troca.
A Europa Viva não produz conteúdos massificados. Não organizamos festivais, nem espectáculos de grande aparato, nem dedicamos as nossas energias às chamadas causas fracturantes.
Os conteúdos dos projectos e programas da Europa Viva têm, sempre, subjacente, a produção de saber e de conhecimento de modo a que um e outro constituam as armas através das quais possamos reflectir, interpretar e produzir real de acordo com uma cidadania mais responsável.
A nossa missão assenta na cultura como instrumento, nos valores da solidariedade como mensagem e na consciência cívica como programa.
É com esta síntese sempre viva e representada na programação dos nossos conteúdos que criámos a Comunidade dos Pensadores.
Tal como o nome indica somos um grupo de pessoas que gosta de pensar o mundo e a vida. Para isso, reunimos uma vez por mês e, com base numa agenda temática que anualmente definimos como a mais representativa dos instrumentos de saber que nos propomos adquirir, conversamos em torno de uma mesa, sobre os temas que, entretanto, foram ocupando as nossas leituras, reflexões, a nossa sensibilidade artistica, enfim, a nossa atenção ao mundo e às pessoas.
Temos várias idades, profissões díspares, interesses dissonantes, mundividências muito contraditórias, mas o que verdadeiramente resulta extraordinário é o facto de conseguirmos conversar sobre os assuntos com total abertura, humildade, numa atitude de aprendizagem constante, e de atenção ao Outro.
Também na cultura e no pensamento o Outro é a nossa prioridade máxima. A comunidade existe há dois anos. Entre nós há um sentir e um sentido que vivido torna-nos, senão pessoas melhores, pelo menos pessoas mais comprometidas com o saber, mais disponiveis para a cidadania, mais disponiveis para a reflexão.
Neste contexto aconteceu a nossa primeira Tertúlia. Um dos membros da Comunidade dos Pensadores, Alexandra Simões, mulher de consciência solidária actuante, desafiou a sua comunidade a procurar outras comunidades. E lá fomos desafiando quem nos quis acompanhar num jantar de Natal subordinado ao tema o Natal numa Europa Viva.
Costumo dizer que a Comunidade dos Pensadores é a hipoteca mais viva do nosso projecto.
Como fundadora da Europa Viva, responsável actual pelo seu destino programático, foi na Comunidade dos Pensadores que percebi que o sucesso de um projecto ou programa depende apenas dos seus construtores.
segunda-feira, dezembro 28, 2009
Fundação Gulbenkian - Conferência
7 Janeiro 2010 17h30 O Dia em que nasceu a Ciência João Caraça
Há exactamente 400 anos, na noite de 7 de Janeiro de 1610, em Pádua, Galileo Galilei começou a registar as observações que estava a efectuar sobre os satélites de Júpiter e que ele designou por “Estrelas Mediceias”em homenagem à família dos arquiduques de Florença.
Este registo tão singelo abriu um longo caminho que tem sido percorrido incessantemente desde então. A Ciência Moderna saiu completa das mãos de Galileu: o uso de instrumentos científicos de observação; a utilização de uma linguagem matemática; a publicação dos resultados; isto é, as suas principais características, que a distinguem dos outros domínios de conhecimento e dos saberes antigos sobre a natureza, possuem todos a marca de Galileu.
Muitos ilustres e extraordinários cientistas viram a luz e a iluminação da descoberta nestes últimos quatro séculos. A celebração das suas ideias e o desenvolvimento de uma atitude científica perante a vida são a melhor garantia de que encaramos o futuro com confiança.
João Caraça
Director do Serviço de Ciência
Fundação Calouste Gulbenkian
Este registo tão singelo abriu um longo caminho que tem sido percorrido incessantemente desde então. A Ciência Moderna saiu completa das mãos de Galileu: o uso de instrumentos científicos de observação; a utilização de uma linguagem matemática; a publicação dos resultados; isto é, as suas principais características, que a distinguem dos outros domínios de conhecimento e dos saberes antigos sobre a natureza, possuem todos a marca de Galileu.
Muitos ilustres e extraordinários cientistas viram a luz e a iluminação da descoberta nestes últimos quatro séculos. A celebração das suas ideias e o desenvolvimento de uma atitude científica perante a vida são a melhor garantia de que encaramos o futuro com confiança.
João Caraça
Director do Serviço de Ciência
Fundação Calouste Gulbenkian
Os fazedores (dirigentes)...da Europa Viva
domingo, dezembro 27, 2009
Programa Janeiro - Seminário Saber Europa - Literatura Europeia
Programa Janeiro - Seminário Saber Europa - História da Europa
Módulo História da Europa
Dia 14 de Janeiro - Para uma nova História da Europa – Profº Ernesto Castro Leal
Dia 21 de Janeiro - Ideia da Europa nas Culturas Eslavas – Profª Beata Elzbieta CieszynskaDia
Dia 28 de Janeiro -Ideia da Europa na Cultura Portuguesa – Profº José Eduardo Franco .
Dia 4 de Fevereiro – Conferencia a designar - Profº Guilherme Oliveira Martins
Ver mais em http://www.europaviva.eu/news/200906_SaberEuropa/
quinta-feira, dezembro 24, 2009
quarta-feira, dezembro 23, 2009
Ciclo Cinema e Literatura – Seminário Saber Europa – Sessão Especial – Manhã Submersa - Livro de Vergílio Ferreira – Filme de Lauro António
Assistir a esta sessão especial foi duplamente um privilégio: por um lado, a oportunidade de assistir a mais um filme de elevada qualidade, ainda por cima uma produção nacional, um drama sobre o país que fomos e que, de alguma forma, ainda somos; por outro lado, o facto desta obra nos ser apresentada pelo próprio realizador, o que traz sempre a possibilidade de vislumbrar um pouco do sonho que o animou e das peripécias que fazem parte do “nascimento” da obra, o que é sempre melhor do que qualquer trabalho de crítica ou análise, por muito bom que seja.
Começámos por ver um pequeno documentário sobre Vergílio Ferreira (realizado também por Lauro António), e onde de uma forma muito poética contactamos com a realidade da sua escrita, e percebemos também um pouco melhor o carácter deste homem. Vergílio Ferreira nasceu nas cercanias da Serra da Estrela, entrou para o seminário aos 10 anos de idade (lá permaneceu durante cerca de 6 anos), e terminou depois o seu percurso liceal, entrando na Faculdade de Letras em Coimbra. Tornou-se professor mas era já desde o tempo da faculdade, escritor, ao princípio mais influenciado pela corrente neo-realista, depois mais pela existencialista. Profundamente marcado por esses anos da infância, o seu discurso é quase sempre um olhar sobre a solidão, o silêncio, e a neve e o clima agreste da Serra, metáforas do caminho difícil do Homem no Mundo, ilustram muitas vezes as suas obras.
E é junto à Serra que começa também o nosso filme. As paisagens imensas, o frio que quase transparece do écran, a música majestosa, tudo nos transporta ao estado de alma propício para compreendermos o que se passa no coração do pequeno António, pois é dele a história que se conta. Assim, mergulhamos na vida de António, enviado para o seminário, e retirado sem mais ao convívio da sua família e da vida na aldeia. O abandono que experimenta, a ausência de um acolhimento afectuoso dentro do seminário, os dias impessoais, o discurso assustador de “perdição da alma” e das “tentações demoníacas”, tudo nos é mostrado sem rodeios. Torna-se nosso também o sentir do protagonista, a lenta compreensão de que, na verdade, lhe está a ser roubada toda a sua liberdade, talvez o seu único bem, e sem dúvida o mais precioso. Ao mesmo tempo ficamos a conhecer os padres que no Seminário são os professores, os educadores, os conselheiros, as encarnações da lei e da ordem, e que obedecendo a uma estrutura de séculos, onde as questões não têm lugar, perpetuam o mundo que eles próprios viveram, muitas vezes sem qualquer vocação ou alegria. Temíveis, não inspiram nem o Amor nem a Paz de que fala o Evangelho, mas relembram constantemente o Regulamento, onde a mais pequena falha produz sempre a punição para a qual não há nem misericórdia nem perdão.
E no mundo real, para lá das paredes grossas do seminário, vive o Portugal rural da época (a acção passa-se por volta dos anos 40), onde os pobres lutam pelo bocado de pão do dia a dia, trabalhando no campo de Sol a Sol, ou na fábrica sujeitos a patrões pouco justos, e onde os ricos, aburguesados e decadentes, escolhem fechar os olhos e preferem apenas a manutenção do status quo e da segurança que daí lhes advém. Os senhores são sempre os senhores, e para os pobres não há esperança de mudança.
É este o Portugal em que nasceram os meus pais, o Portugal que projecta ainda algumas sombras sobre o nosso presente, hoje. Porque a mudança não é fácil, nem para um país, nem para um povo, nem para o indivíduo isolado. E no entanto é possível, ainda que fruto do desespero, como aprendemos com António nos minutos derradeiros da “Manhã Submersa”.
Começámos por ver um pequeno documentário sobre Vergílio Ferreira (realizado também por Lauro António), e onde de uma forma muito poética contactamos com a realidade da sua escrita, e percebemos também um pouco melhor o carácter deste homem. Vergílio Ferreira nasceu nas cercanias da Serra da Estrela, entrou para o seminário aos 10 anos de idade (lá permaneceu durante cerca de 6 anos), e terminou depois o seu percurso liceal, entrando na Faculdade de Letras em Coimbra. Tornou-se professor mas era já desde o tempo da faculdade, escritor, ao princípio mais influenciado pela corrente neo-realista, depois mais pela existencialista. Profundamente marcado por esses anos da infância, o seu discurso é quase sempre um olhar sobre a solidão, o silêncio, e a neve e o clima agreste da Serra, metáforas do caminho difícil do Homem no Mundo, ilustram muitas vezes as suas obras.
E é junto à Serra que começa também o nosso filme. As paisagens imensas, o frio que quase transparece do écran, a música majestosa, tudo nos transporta ao estado de alma propício para compreendermos o que se passa no coração do pequeno António, pois é dele a história que se conta. Assim, mergulhamos na vida de António, enviado para o seminário, e retirado sem mais ao convívio da sua família e da vida na aldeia. O abandono que experimenta, a ausência de um acolhimento afectuoso dentro do seminário, os dias impessoais, o discurso assustador de “perdição da alma” e das “tentações demoníacas”, tudo nos é mostrado sem rodeios. Torna-se nosso também o sentir do protagonista, a lenta compreensão de que, na verdade, lhe está a ser roubada toda a sua liberdade, talvez o seu único bem, e sem dúvida o mais precioso. Ao mesmo tempo ficamos a conhecer os padres que no Seminário são os professores, os educadores, os conselheiros, as encarnações da lei e da ordem, e que obedecendo a uma estrutura de séculos, onde as questões não têm lugar, perpetuam o mundo que eles próprios viveram, muitas vezes sem qualquer vocação ou alegria. Temíveis, não inspiram nem o Amor nem a Paz de que fala o Evangelho, mas relembram constantemente o Regulamento, onde a mais pequena falha produz sempre a punição para a qual não há nem misericórdia nem perdão.
E no mundo real, para lá das paredes grossas do seminário, vive o Portugal rural da época (a acção passa-se por volta dos anos 40), onde os pobres lutam pelo bocado de pão do dia a dia, trabalhando no campo de Sol a Sol, ou na fábrica sujeitos a patrões pouco justos, e onde os ricos, aburguesados e decadentes, escolhem fechar os olhos e preferem apenas a manutenção do status quo e da segurança que daí lhes advém. Os senhores são sempre os senhores, e para os pobres não há esperança de mudança.
É este o Portugal em que nasceram os meus pais, o Portugal que projecta ainda algumas sombras sobre o nosso presente, hoje. Porque a mudança não é fácil, nem para um país, nem para um povo, nem para o indivíduo isolado. E no entanto é possível, ainda que fruto do desespero, como aprendemos com António nos minutos derradeiros da “Manhã Submersa”.
©Maria Alexandra Campos
Natal na Europa Viva...
Obrigado à Europa Viva por existir, votos de felicidades e de
actividade fecunda no futuro.
actividade fecunda no futuro.
José Tomaz Ferreira
segunda-feira, dezembro 21, 2009
Ultima sessão Ciclo Cinema e Literatura


Dia 21 Dezembro às 19:00 na Reitoria da Universidade de Lisboa termina o Ciclo de Cinema e Literatura, um dos módulos do Seminário Saber Europa, um projecto organizado e promovido pela Europa Viva - http://www.europaviva.eu/news/200906_SaberEuropa/
Terminamos o Ciclo com o filme Manhã Submersa, uma realização de Lauro António, o Comissário deste Ciclo de Cinema e Literatura.
Ouvir o Lauro António a conversar sobre o seu filme é, de facto, uma oportunidade única para entender histórias que o cinema teceu ao longo do tempo.
Convidamos todos os associados e leitores do blog, que se interessem por Cinema e pela História do Cinema, a estarem presentes neste encontro.
Ciclo de Cinema e Literatura - Seminário Saber Europa - D. Quixote de La Mancha- Livro de Miguel de Cervantes - Filme de Manuel Gutierrez Aragón


Que dizer sobre um romance como o "D.Quixote"? Este é um daqueles livros que, escrito no longíquo século XVII, se mantém vivo até hoje. O seu carácter universalista torna-o sempre actual e sempre capaz de novas leituras e adaptações. Obra prima da língua espanhola, continua a ser alvo de edições, estudos e traduções, bem como de adaptações cinematográficas, ou de inspiração para outras artes, como a pintura, a escultura, a música ou a ópera. E tudo isto partindo das aventuras e desventuras de certo fidalgo de La Mancha, um pouco entrado em anos, dado mais a leituras de romances de cavalaria do que à administração da sua propriedade, mais disposto a viver uma vida de fantasia do que a enfrentar a realidade, que Miguel de Cervantes criou e cujo o livro começou a ser publicado em 1605. Dom Quixote: um louco para todos excepto para o seu companheiro Sancho Pança, homem rude e humilde, verdadeiro membro do povo, que na sua ingenuidade acompanha o amo, e que vendo o mundo como ele é, vendo moinhos em vez de gigantes, frades em vez de salteadores, pousadas em vez de castelos, fielmente segue a Dom Quixote, mesmo pagando com feridas, fome e tareias essa obediência. Não que Sancho seja parvo: Dom Quixote promete-lhe o cargo de governador de uma ilha, honrarias e moedas de ouro, e é com esse objectivo, o de se tornar igual ao seu senhor, que Sancho permanece constante. Na verdade a crítica de costumes em que Miguel de Cervantes é exímio continua ainda hoje actual: os poderosos vivem em mundos paralelos, têm visões irreais, e os pequenos e simples que percebem melhor o mundo, ainda assim, não confiando em si mesmos, cheios da ambição de se tornarem poderosos, deixam-se levar, sabendo muito bem que vão pagar caro essa escolha.Manuel Gutierrez de Aragón, o cineasta que produziu a versão para televisão de 1991 da qual pudémos ver 2 episódios, transporta para o écran, com muito realismo e humor, a visão crítica de Cervantes, os dois olhares do mundo que ele põe sempre em diálogo e sempre em oposição: o sonhador e idealista por um lado, e o sentido prático e terra a terra, por outro. Coloca-nos no caminho que estes 2 homens tão díspares fazem em conjunto, e torna-nos cúmplices do seu percurso. Também a nossa maneira de viver é hoje feita de contrastes, num equilíbrio difícil entre o sonhado, o possível, a opinião dos outros e a realidade dos dias.
©Maria Alexandra Campos
Ciclo de Cinema e Literatura - Seminário Saber Europa - D. Quixote de La Mancha- Livro de Miguel de Cervantes - Filme de Manuel Gutierrez Aragón
Que dizer sobre um romance como o "D.Quixote"? Este é um daqueles livros que, escrito no longíquo século XVII, se mantém vivo até hoje. O seu carácter universalista torna-o sempre actual e sempre capaz de novas leituras e adaptações. Obra prima da língua espanhola, continua a ser alvo de edições, estudos e traduções, bem como de adaptações cinematográficas, ou de inspiração para outras artes, como a pintura, a escultura, a música ou a ópera. E tudo isto partindo das aventuras e desventuras de certo fidalgo de La Mancha, um pouco entrado em anos, dado mais a leituras de romances de cavalaria do que à administração da sua propriedade, mais disposto a viver uma vida de fantasia do que a enfrentar a realidade, que Miguel de Cervantes criou e cujo o livro começou a ser publicado em 1605. Dom Quixote: um louco para todos excepto para o seu companheiro Sancho Pança, homem rude e humilde, verdadeiro membro do povo, que na sua ingenuidade acompanha o amo, e que vendo o mundo como ele é, vendo moinhos em vez de gigantes, frades em vez de salteadores, pousadas em vez de castelos, fielmente segue a Dom Quixote, mesmo pagando com feridas, fome e tareias essa obediência. Não que Sancho seja parvo: Dom Quixote promete-lhe o cargo de governador de uma ilha, honrarias e moedas de ouro, e é com esse objectivo, o de se tornar igual ao seu senhor, que Sancho permanece constante. Na verdade a crítica de costumes em que Miguel de Cervantes é exímio continua ainda hoje actual: os poderosos vivem em mundos paralelos, têm visões irreais, e os pequenos e simples que percebem melhor o mundo, ainda assim, não confiando em si mesmos, cheios da ambição de se tornarem poderosos, deixam-se levar, sabendo muito bem que vão pagar caro essa escolha.Manuel Gutierrez de Aragón, o cineasta que produziu a versão para televisão de 1991 da qual pudémos ver 2 episódios, transporta para o écran, com muito realismo e humor, a visão crítica de Cervantes, os dois olhares do mundo que ele põe sempre em diálogo e sempre em oposição: o sonhador e idealista por um lado, e o sentido prático e terra a terra, por outro. Coloca-nos no caminho que estes 2 homens tão díspares fazem em conjunto, e torna-nos cúmplices do seu percurso. Também a nossa maneira de viver é hoje feita de contrastes, num equilíbrio difícil entre o sonhado, o possível, a opinião dos outros e a realidade dos dias.
©Maria Alexandra Campos
sexta-feira, dezembro 18, 2009
Convosco ajudámos a construir um mundo melhor. Convosco continuaremos a dizer ao mundo que o Conhecimento, a Cultura e a Criatividade sãos os principais instrumentos de realização humana, de justiça social e de fundamento para novos modelos de desenvolvimento.
A propósito de 2010

Venho por este meio dizer-vos o quanto é importante para mim a filosofia da Europa Viva pela razão de que o valor que impera é a igualdade social, o respeito pelo individuo como ser, porque ao longo da minha pouca vida os obstáculos não têm sido poucos nem fáceis.
Tenho lutado por um lugar no mundo profissional e procurado constantemente adquirir mais competências e conhecimentos que me possam ajudar a ter uma realização profissional e social melhor.
...Já senti infelizmente racismo na escola profissional que frequentei, pelos formadores e não só, (...) pelo facto de ter um tom de pele mais escuro.
Apesar dessas dificuldades todas sempre lutei e continuo a lutar por um lugar neste mundo e graças a Deus tenho conseguido demonstrar do que sou capaz de fazer (...).
É muito importante para mim saber que existe um lugar para todos e que o respeito a um lugar a dignidade humana é valorada e julgada pela capacidade de trabalho e personalidade e não pelo tom de pele, raça, ideologia e idade.
Sou um jovem que lhes digo que tenho ultrapassado tantas dificuldades profissionais que ainda me julgam pelo meu tom de pele.
Procuro constantemente instruir-me mais e mais e poder melhorar a minha capacidade profissional e humana.
Tenho lutado por um lugar no mundo profissional e procurado constantemente adquirir mais competências e conhecimentos que me possam ajudar a ter uma realização profissional e social melhor.
...Já senti infelizmente racismo na escola profissional que frequentei, pelos formadores e não só, (...) pelo facto de ter um tom de pele mais escuro.
Apesar dessas dificuldades todas sempre lutei e continuo a lutar por um lugar neste mundo e graças a Deus tenho conseguido demonstrar do que sou capaz de fazer (...).
É muito importante para mim saber que existe um lugar para todos e que o respeito a um lugar a dignidade humana é valorada e julgada pela capacidade de trabalho e personalidade e não pelo tom de pele, raça, ideologia e idade.
Sou um jovem que lhes digo que tenho ultrapassado tantas dificuldades profissionais que ainda me julgam pelo meu tom de pele.
Procuro constantemente instruir-me mais e mais e poder melhorar a minha capacidade profissional e humana.
Eduardo Ribeiro
19 de Dezembro
Último dia da Feira do Livro - das 15:00 às 20:00 no Espaço Europa Viva - Edificio C 7 - Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Cidade Universitária - Campo Grande.
quinta-feira, dezembro 17, 2009
Natal na Europa Viva...
À Europa Viva e a todos os que com o seu excelente trabalho e empenho fazem-na crescer, diferenciar e afirmar-se desejo um feliz Natal e um excelente 2010.
Clara Ribeiro
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