

Os dois filmes dos quais pudemos ver uma parte inicial trazem-nos dois olhares diferentes mas muito interessantes da obra. O primeiro de Sergei Bondarchuk data de 1968, e foi uma "produção de regime". Acompanha a própria megalomania do romance: 120.000 figurantes fardados, 8 horas de duração, reprodução quase fiel das cenas com utilização dos espaços dos museus e palácios mencionados no romance, reconstituição histórica o mais fiel possível com uma caracterização psicológica dos personagens certa e segura. Teve uma recepção unânime na época. O segundo filme, realizado por King Vidor, é uma versão de Hollywood de 1956 onde podemos ver grandes nomes: Audrey Hepburn como Natacha, Henry Fonda como Pierre e Mel Ferrer como Andrei. Sendo uma versão mais condensada não é de todo superficial na abordagem e leva-nos igualmente para dentro da reflexão de Tolstói: O que move os homens para a Guerra? Que preço pagam os soldados? E as nações? E o que ganham? Honra e glória? Morte e desventura? E o que é maior: a ânsia de grandes feitos que ficarão inscritos para a posteridade, a amizade verdadeira, os laços de sangue e de família, o amor de uma mulher ou de um filho?“















