segunda-feira, novembro 23, 2009

sexta-feira, novembro 20, 2009

Feira do Livro Europa Viva

Há ideias que nascem quando e onde querem. Assim aconteceu com a ideia de realizar a I Feira do Livro Europa Viva.
A ideia nasceu, assim, muito rapidamente, agarrámo-la instantaneamente, ainda esboçava o seu primeiro sorriso, porque vimos que era boa...
Agora falta o planeamento e a logistica para que o projecto resulte e tenha o maior sucesso possível.
É disso que estamos a tratar... e a tal velocidade que contamos inaugurar a I Feira do Livro Europa Viva no próximo dia 28 de Novembro às 12:00 no Espaço Europa Viva - Cidade Universitária, edificio C7.
Porque nasceu a ideia da Feira do Livro?
- porque a maioria dos dirigentes e associados da Europa Viva são leitores excelentes e exigentes e, muitos deles, querem reciclar os livros mais antigos das suas estantes para que outros, outros livros, possam também viver e fazer o seu caminho;
- porque mesmo que seja pouco, todo o dinheiro que possamos acrescentar à nossa caixa missão é fundamental, decisivo, imperioso, desejável, laborioso, para continuarmos o projecto Europa Viva;
- porque as palavras não podem morrer mas para isso têm que se lidas e ditas;
- porque servimos os nossos associados, amigos e familia sempre que estamos a criar melhor missão e uma Feira do Livro recheada de bons livros a preços simbólicos também é missão;
- porque os livros precisam de nós e nós não os podemos abandonar nunca;
O que pedimos aos nossos associados e amigos?
Que reciclem livros de bons autores, boas colecções, relacionados com temas como a literatura, viagens, geopolitica, religiões, história, filosofia, estudos europeus, (...) e entreguem no espaço Europa Viva durante o dia 28 de Novembro das 12:00 às 20:00.
Os vossos livros serão vendidos ao público em geral a preços simbólicos.
O resultado desta venda reverterá totalmente para o projecto Casa da Memória.

Módulo de Cinema e Literatura - Seminário Saber Europa - crónica de Maria Alexandra Campos

D' Os miseráveis – Livro de Victor Hugo – Filmes de Jean-Paul Le Chanois, Robert Hossein e Josée Dayan

Publicado em 1862, “Os miseráveis” é talvez uma das obras maiores da literatura europeia e sem dúvida da França do século XIX. Escrita por Victor Hugo, expoente máximo do Romantismo em França, ensaísta, novelista, poeta, dramaturgo, activista dos direitos humanos e estadista, leva-nos numa viagem que se inicia em 1815, e onde acompanhamos os passos de Jean Valjean, saído da prisão após cumprir uma pena de 4 anos por roubar um pão, acrescida de mais 15 por tentativa de evasão! Apesar de livre das correntes, transporta consigo um passaporte amarelo que o identifica como ex-condenado, o que faz dele um pária ao qual todas as portas se fecham, a quem ninguém quer vender pão ou dar abrigo. Este é um homem amargurado pelas injustiças que sofreu, descrente da bondade humana. E ele próprio esqueceu que tem coração.
Após uma noite descansada na residência do bispo da cidade de Digne (primeira pessoa que em tantos anos lhe sorri e lhe oferece uma refeição quente e um convívio realmente digno de uma pessoa humana), cede ao impulso e rouba o talher de prata com o qual tinha comido a sopa horas antes. Apanhado pela polícia e confrontado com o bispo é surpreendido pela atitude deste, que não só mente dizendo que o talher era uma oferta como, depois de despedir a polícia, o convida a levar também os castiçais em prata maciça. E provocadoramente lhe diz que acabou de o comprar… De comprar a sua alma, para o Bem, para o caminho recto da redenção. E é por aí que tudo muda… Subitamente este homem converte-se e propõe-se a reparar todo o eventual mal que tenha feito, a não deixar que mais injustiças se cometam à sua volta… E este é apenas o principio da história que nos leva por uma série de personagens cativantes, desde Javert, o comissário da polícia que se propõe voltar a capturar Valjean, a Fantine, a pobre operária explorada, a Cosette, filha de Fantine, maltratada pelos taberneiros Thénardier, a Marius e Eponine heróis das Barricadas de Paris em 1832, entre muitos outros.

Numa abordagem diferente, vimos três “primeiras partes” de três filmes de realizadores franceses: Jean-Paul Le Chanois (versão de 1958), Robert Hossein (versão de 1982) e Josée Dayan (versão para televisão de 2000). E neste visionamento “comparativo” observámos como cada olhar de cada realizador deu destaque diferenciado a pormenores, cenas ou diálogos. Os próprios personagens ganharam um cariz ora mais político, ora mais cerebral, ora mais moderno, e o seu peso na história aumentou ou foi reduzido consoante a abordagem escolhida. Até os próprios cenários e enquadramentos da acção em nada eram semelhantes entre si. E assim tivemos oportunidade de experimentar, nesta diversidade criativa, a riqueza do romance de Victor Hugo e da inspiração que continua a trazer para a 7ª arte.”

©Maria Alexandra Campos

quinta-feira, novembro 19, 2009

Nota da Direcção - Seminário Saber Europa


Pedimos desculpa pelo transtorno que causamos e, uma vez mais, lembramos que a conferencia de Jorge Rodrigues integrada no módulo Musica como Combate passou para a amanhã, dia 20, às 19:00 no Espaço Europa Viva.

quarta-feira, novembro 18, 2009

A trabalhar projectos...repiscando grupos...Ópera, um itinerário europeu 2009


Coloquio Internacional

No ano em que se perfazem 900 anos sobre o nascimento do primeiro rei português, Afonso Henriques, entendeu o Centro de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, no âmbito da sua linha de investigação sobre Modelos Identitários, acolher um Colóquio Internacional que permita juntar especialistas dedicados às questões da construção e afirmação de novas ou renovadas unidades políticas autónomas, durante os séculos XII e XIII, de molde a promover uma discussão alargada sobre a premente questão da criação e/ou consolidação em novos moldes, das monarquias do Ocidente Europeu, assim como dos mecanismos utilizados para tornar efectiva essa mesma construção e sua continuidade, no tempo e no espaço.
O Colóquio Afonso Henriques: em torno da criação e consolidação das monarquias do Ocidente Europeu (séculos XII-XIII). Identidades e liminaridades terá lugar no Anfiteatro III da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, nos próximos dias 14, 15 e 16 de Dezembro, de acordo com o programa que enviamos em anexo. Para mais informações e/ou inscrições, queira contactar o secretariado do Colóquio (Drs. Luís Horta Lima, André Oliveira Leitão e Filipa
Santos), através do email ahenriques2009@gmail.com ou centro.historia@fl.ul.pt.

Voluntariado - SOS Voz amiga

A SOS VOZ AMIGA está à procura de voluntários e precisa de si. Se vive em Lisboa ou arredores e há muito tempo, ou apenas recentemente, pensa em fazer voluntariado, venha conhecer a SOS VOZ AMIGA em http://www.sosvozamiga.org/.
“Ligue-nos. Nós ligamos.”

terça-feira, novembro 17, 2009

Conferencias Música - Seminário Saber Europa

20 de NovembroOs nacionalismos – Fréderic Chopin e Franz Liszt
27 de NovembroÓpera e Literatura

Local: Espaço Europa Viva - Cidade Universitária - edificio C 7
Horário: 19:00

segunda-feira, novembro 16, 2009

Ciclo de Cinema e Literatura - Seminário Saber Europa - próxima sessão

2 de Novembro - Inglaterra: Oliver Twist, de Charles Dickens / David Lean
9 de Novembro - Itália: O Leopardo, de Lampedusa / Luchino Visconti
16 de Novembro - França: Os Miseráveis, de Victor Hugo / Jean-Paul Le Chanois
23 de Novembro - Alemanha: O Tambor, de Gunther Grass/ Volker Schlöndorff
30 de Novembro - Polónia: O Pianista" de Wladyslaw Szpilman, Roman Polanski

Local: Reitoria da Universidade de Lisboa
Horas: 18:30

sábado, novembro 14, 2009

Memórias...4º Aniversário da Europa Viva


CONCURSO "NARRANDO A EUROPA!"

O projecto European Memories - "Memórias Europeias" - tem o prazer de convidar todos os cidadãos europeus, homens e mulheres de qualquer idade e cultura, para participar na competição europeia "Narrando a Europa". QUEM E COMOSão convidados a participar no concurso todos os cidadãos europeus, homens e mulheres de todas as idades e culturas. As histórias podem ser contadas na primeira pessoa, através de escritos autobiográficos, fotos, narração ou vídeo, ou, em alternativa, o participante pode recolher e contar histórias de outras pessoas, histórias que considere interessantes e úteis para os outros. Temas da competiçãoOs temas propostos para esta segunda edição do concurso estão divididos em três áreas.
A - EXPERIÊNCIAS DE PERTENCER À EUROPAHá momentos ou episódios da sua vida em que experimentou um sentimento de pertença à Europa? Pode ser uma viagem, reuniões, acontecimentos pessoais ou públicos... Como descreveria essa sensação?
B - ENRAIZAMENTO EUROPA (PENSAMENTO DIVERSIDADE)Nesta secção do concurso queremos convidamos os cidadãos europeus a contar a sua história pessoal e experiências em geral, ou acontecimentos históricos, tradições e aspectos da cultura na vida quotidiana. Desta forma, propomos a todos os participantes uma visita pela Europa, procurando o que torna os cidadãos europeus diferentes, e que os tornam iguais na hora certa. Podemos talvez dizer: "Nós somos iguais, porque somos diferentes."?Viajar na EuropaA Europa tem, ao longo do tempo, aberto as suas fronteiras para aos seus cidadãos. Por isso, muitas pessoas viajam pela Europa, de férias, por trabalho ou necessidade ... Muitas são também as experiências de migração da Europa para outros continentes (especialmente no passado), ou de outros continentes para a Europa ... Como é que a experiência de viajar na Europa, ou a partir de e para a Europa, mudou sua vida? De que
C - UMA OUTRA EUROPA É POSSÍVEL (EM CONSTRUÇÃO)Experimente contar uma experiência de compromisso social para uma outra Europa possível. Pode ser uma experiência de práticas alternativas em diferentes áreas em relação às lutas pela afirmação dos direitos humanos e da democracia: trabalho, economia de solidariedade, sem abrigo, as minorias, intercultura, religião, o diálogo político, ambiente, saúde, educação, justiça, paz, serviços públicos, participação, etc. As melhores histórias, serão traduzidas nas sete línguas do projecto, serão publicados em livro, e os autores serão convidados para o festival europeu da autobiografia que ocorrerá em Itália, Pieve santo Stefano (Toscana), durante o evento final do projecto, em Setembro de 2010.Os trabalhos devem ser enviados à Associação VIDA (Av. das Cruzes 718, 4535-011 Lourosa, vida@viver.org) até 30 de Novembro de 2009

Para Mais Informações Contactar
Associação Vida Valorização Intergeracional e Desenvolvimento ActivoPedro Afonsopedroafonso@viver.org
Telfs: móvel: 934 771 475 fixo: 309992775

sexta-feira, novembro 13, 2009

quinta-feira, novembro 12, 2009

A trabalhar projectos...repiscando temas...

O nosso primeiro grande projecto na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Estávamos em 2006.

Módulo de Cinema e Literatura – O leopardo – Livro de Giuseppe Tomasi di Lampedusa – Filme de Luchino Visconti

“O leopardo” é uma obra ímpar da literatura europeia que tem a particularidade de ter ficado conhecida por uma frase chave: “É preciso que algo mude para que tudo continue na mesma.” E esta é, sem dúvida, a síntese de todo o desencanto vivido pelo protagonista, o Príncipe Fabrizio Corbero.

Mas comecemos pelo início: este romance, marcado por um profundo cunho autobiográfico (Lampedusa era também uma membro da velha aristocracia siciliana, nascido em Palermo em 1896) transporta-nos para a época do “Rissurgimento” (meados/finais do século XIX), um período conturbado da história da futura Itália, onde se sucederam as conquistas e as guerras pela unificação, e que teve como uma das suas figuras principais o revolucionário Garibaldi. É nesta terra selvagem e agreste que vive o Príncipe de Salina e a sua numerosa família, um homem forte e íntegro, um líder respeitado, um aristocrata orgulhoso do seu nome e da história associada ao seu título. E é aqui também que surge a perturbação e a incerteza, elementos subtilmente introduzidos logo no inicio do filme pelo alarido da descoberta de um soldado morto no jardim da casa senhorial, que interrompe, de modo abrupto, o recolhimento e a paz da oração familiar. Visconti filma toda a história como um mural que ilustra as transformações sociais e as transformações interiores dos personagens, e usa elementos como o ritmo, o enquadramento e a fotografia para nos fazer sentir parte desse quadro.
O mundo está a mudar e o Príncipe pressente-o de uma forma muito lúcida: os velhos chefes caem, a aristocracia rural perde o seu poder em favor de uma burguesia em plena ascensão, cheia de dinheiro fresco. E é esta lucidez que o conduz à solução possível para uma manutenção, ainda que temporária, da sua posição social: uma aliança alicerçada no mais forte dos elos, o casamento entre o seu sobrinho Tancredi e a bela Angélica, filha do burguês Don Calogero Sedara. Na verdade, as classes dominantes mudam, mas para o povo tudo se mantém como dantes.
Na cena final, o fausto e longo baile, acompanhamos o Príncipe na sua reflexão interior, no seu abandono total às forças de mudança que o subjugam, na sua rendição aos factos, na sua cedência do lugar na ribalta do mundo. Afasta-se por sua vontade, de cabeça erguida, como um animal majestoso, ferido de morte, saindo de cena sozinho, na noite escura. E ficam-nos as suas palavras: “Nós fomos os leopardos, os leões. Estes que tomam o nosso lugar são os chacais e as hienas. E todos nós, leopardos, leões, chacais e hienas pensamos que somos o sal da terra!”.”
Maria Alexandra Campos

quarta-feira, novembro 11, 2009

1 Congresso Internacional das Congregações e Ordens Religiosas

Como sabem, a Europa Viva faz parte da Comissão Organizadora do 1º Congresso Internacional das Congregações e Ordens Religiosas, que se realiza em Novembro de 2010 na Fundação Gulbenkian.
No seio da Comissão Organizadora compete à Europa Viva criar duas rotas culturais europeias e a realização anual de um encontro onde através das linguagens criativas contemporaneas serão abordados os grandes temas das matrizes culturais europeias.
A Direcção da Europa Viva percebe a importância das suas tarefas e responsabilidades e tudo fará para responder com eficácia a este imenso desafio.

terça-feira, novembro 10, 2009

Nota da Direcção

Informamos os inscritos no módulo Música como Combate integrado no Seminário Saber Europa que as conferencias passaram para os dias 20 e 27 de Novembro às 19:00 no Espaço Europa Viva.

segunda-feira, novembro 09, 2009

domingo, novembro 08, 2009

Seminário Saber Europa 2009 - 2010

Ciclo de Cinema e Literatura:

9 de Novembro - Itália: O Leopardo, de Lampedusa / Luchino Visconti
16 de Novembro - França: Os Miseráveis, de Victor Hugo / Jean-Paul Le Chanois
23 de Novembro - Alemanha: O Tambor, de Gunther Grass/ Volker Schlöndorff
30 de Novembro - Polónia: O Pianista" de Wladyslaw Szpilman, Roman Polanski

Reitoria da Universidade de Lisboa. 18:30

http://www.europaviva.eu/news/200906_SaberEuropa/

A trabalhar projectos...repiscando grupos...Transsiberiano Plus 2007


Mongólia, Agosto 2007

Letras com Vida - Tertúlia

Entrada Livre.

http://sites.google.com/site/tertulialetrascomvida/
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