Pedimos desculpa pelo transtorno que causamos e, uma vez mais, lembramos que a conferencia de Jorge Rodrigues integrada no módulo Musica como Combate passou para a amanhã, dia 20, às 19:00 no Espaço Europa Viva.
quinta-feira, novembro 19, 2009
quarta-feira, novembro 18, 2009
Coloquio Internacional
No ano em que se perfazem 900 anos sobre o nascimento do primeiro rei português, Afonso Henriques, entendeu o Centro de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, no âmbito da sua linha de investigação sobre Modelos Identitários, acolher um Colóquio Internacional que permita juntar especialistas dedicados às questões da construção e afirmação de novas ou renovadas unidades políticas autónomas, durante os séculos XII e XIII, de molde a promover uma discussão alargada sobre a premente questão da criação e/ou consolidação em novos moldes, das monarquias do Ocidente Europeu, assim como dos mecanismos utilizados para tornar efectiva essa mesma construção e sua continuidade, no tempo e no espaço.
O Colóquio Afonso Henriques: em torno da criação e consolidação das monarquias do Ocidente Europeu (séculos XII-XIII). Identidades e liminaridades terá lugar no Anfiteatro III da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, nos próximos dias 14, 15 e 16 de Dezembro, de acordo com o programa que enviamos em anexo. Para mais informações e/ou inscrições, queira contactar o secretariado do Colóquio (Drs. Luís Horta Lima, André Oliveira Leitão e Filipa Santos), através do email ahenriques2009@gmail.com ou centro.historia@fl.ul.pt.
O Colóquio Afonso Henriques: em torno da criação e consolidação das monarquias do Ocidente Europeu (séculos XII-XIII). Identidades e liminaridades terá lugar no Anfiteatro III da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, nos próximos dias 14, 15 e 16 de Dezembro, de acordo com o programa que enviamos em anexo. Para mais informações e/ou inscrições, queira contactar o secretariado do Colóquio (Drs. Luís Horta Lima, André Oliveira Leitão e Filipa Santos), através do email ahenriques2009@gmail.com ou centro.historia@fl.ul.pt.
Voluntariado - SOS Voz amiga
A SOS VOZ AMIGA está à procura de voluntários e precisa de si. Se vive em Lisboa ou arredores e há muito tempo, ou apenas recentemente, pensa em fazer voluntariado, venha conhecer a SOS VOZ AMIGA em http://www.sosvozamiga.org/.
“Ligue-nos. Nós ligamos.”
terça-feira, novembro 17, 2009
Conferencias Música - Seminário Saber Europa
20 de Novembro – Os nacionalismos – Fréderic Chopin e Franz Liszt
27 de Novembro – Ópera e Literatura
Local: Espaço Europa Viva - Cidade Universitária - edificio C 7
Horário: 19:00
27 de Novembro – Ópera e Literatura
Local: Espaço Europa Viva - Cidade Universitária - edificio C 7
Horário: 19:00
segunda-feira, novembro 16, 2009
Ciclo de Cinema e Literatura - Seminário Saber Europa - próxima sessão
2 de Novembro - Inglaterra: Oliver Twist, de Charles Dickens / David Lean
9 de Novembro - Itália: O Leopardo, de Lampedusa / Luchino Visconti
16 de Novembro - França: Os Miseráveis, de Victor Hugo / Jean-Paul Le Chanois
23 de Novembro - Alemanha: O Tambor, de Gunther Grass/ Volker Schlöndorff
30 de Novembro - Polónia: O Pianista" de Wladyslaw Szpilman, Roman Polanski
Local: Reitoria da Universidade de Lisboa
Horas: 18:30
9 de Novembro - Itália: O Leopardo, de Lampedusa / Luchino Visconti
16 de Novembro - França: Os Miseráveis, de Victor Hugo / Jean-Paul Le Chanois
23 de Novembro - Alemanha: O Tambor, de Gunther Grass/ Volker Schlöndorff
30 de Novembro - Polónia: O Pianista" de Wladyslaw Szpilman, Roman Polanski
Local: Reitoria da Universidade de Lisboa
Horas: 18:30
sábado, novembro 14, 2009
CONCURSO "NARRANDO A EUROPA!"
O projecto European Memories - "Memórias Europeias" - tem o prazer de convidar todos os cidadãos europeus, homens e mulheres de qualquer idade e cultura, para participar na competição europeia "Narrando a Europa". QUEM E COMOSão convidados a participar no concurso todos os cidadãos europeus, homens e mulheres de todas as idades e culturas. As histórias podem ser contadas na primeira pessoa, através de escritos autobiográficos, fotos, narração ou vídeo, ou, em alternativa, o participante pode recolher e contar histórias de outras pessoas, histórias que considere interessantes e úteis para os outros. Temas da competiçãoOs temas propostos para esta segunda edição do concurso estão divididos em três áreas.
A - EXPERIÊNCIAS DE PERTENCER À EUROPAHá momentos ou episódios da sua vida em que experimentou um sentimento de pertença à Europa? Pode ser uma viagem, reuniões, acontecimentos pessoais ou públicos... Como descreveria essa sensação?
B - ENRAIZAMENTO EUROPA (PENSAMENTO DIVERSIDADE)Nesta secção do concurso queremos convidamos os cidadãos europeus a contar a sua história pessoal e experiências em geral, ou acontecimentos históricos, tradições e aspectos da cultura na vida quotidiana. Desta forma, propomos a todos os participantes uma visita pela Europa, procurando o que torna os cidadãos europeus diferentes, e que os tornam iguais na hora certa. Podemos talvez dizer: "Nós somos iguais, porque somos diferentes."?Viajar na EuropaA Europa tem, ao longo do tempo, aberto as suas fronteiras para aos seus cidadãos. Por isso, muitas pessoas viajam pela Europa, de férias, por trabalho ou necessidade ... Muitas são também as experiências de migração da Europa para outros continentes (especialmente no passado), ou de outros continentes para a Europa ... Como é que a experiência de viajar na Europa, ou a partir de e para a Europa, mudou sua vida? De que
C - UMA OUTRA EUROPA É POSSÍVEL (EM CONSTRUÇÃO)Experimente contar uma experiência de compromisso social para uma outra Europa possível. Pode ser uma experiência de práticas alternativas em diferentes áreas em relação às lutas pela afirmação dos direitos humanos e da democracia: trabalho, economia de solidariedade, sem abrigo, as minorias, intercultura, religião, o diálogo político, ambiente, saúde, educação, justiça, paz, serviços públicos, participação, etc. As melhores histórias, serão traduzidas nas sete línguas do projecto, serão publicados em livro, e os autores serão convidados para o festival europeu da autobiografia que ocorrerá em Itália, Pieve santo Stefano (Toscana), durante o evento final do projecto, em Setembro de 2010.Os trabalhos devem ser enviados à Associação VIDA (Av. das Cruzes 718, 4535-011 Lourosa, vida@viver.org) até 30 de Novembro de 2009
Para Mais Informações Contactar
Associação Vida Valorização Intergeracional e Desenvolvimento ActivoPedro Afonsopedroafonso@viver.org
Telfs: móvel: 934 771 475 fixo: 309992775
Para Mais Informações Contactar
Associação Vida Valorização Intergeracional e Desenvolvimento ActivoPedro Afonsopedroafonso@viver.org
Telfs: móvel: 934 771 475 fixo: 309992775
sexta-feira, novembro 13, 2009
quinta-feira, novembro 12, 2009
A trabalhar projectos...repiscando temas...
Módulo de Cinema e Literatura – O leopardo – Livro de Giuseppe Tomasi di Lampedusa – Filme de Luchino Visconti
“O leopardo” é uma obra ímpar da literatura europeia que tem a particularidade de ter ficado conhecida por uma frase chave: “É preciso que algo mude para que tudo continue na mesma.” E esta é, sem dúvida, a síntese de todo o desencanto vivido pelo protagonista, o Príncipe Fabrizio Corbero.
Mas comecemos pelo início: este romance, marcado por um profundo cunho autobiográfico (Lampedusa era também uma membro da velha aristocracia siciliana, nascido em Palermo em 1896) transporta-nos para a época do “Rissurgimento” (meados/finais do século XIX), um período conturbado da história da futura Itália, onde se sucederam as conquistas e as guerras pela unificação, e que teve como uma das suas figuras principais o revolucionário Garibaldi. É nesta terra selvagem e agreste que vive o Príncipe de Salina e a sua numerosa família, um homem forte e íntegro, um líder respeitado, um aristocrata orgulhoso do seu nome e da história associada ao seu título. E é aqui também que surge a perturbação e a incerteza, elementos subtilmente introduzidos logo no inicio do filme pelo alarido da descoberta de um soldado morto no jardim da casa senhorial, que interrompe, de modo abrupto, o recolhimento e a paz da oração familiar. Visconti filma toda a história como um mural que ilustra as transformações sociais e as transformações interiores dos personagens, e usa elementos como o ritmo, o enquadramento e a fotografia para nos fazer sentir parte desse quadro.
O mundo está a mudar e o Príncipe pressente-o de uma forma muito lúcida: os velhos chefes caem, a aristocracia rural perde o seu poder em favor de uma burguesia em plena ascensão, cheia de dinheiro fresco. E é esta lucidez que o conduz à solução possível para uma manutenção, ainda que temporária, da sua posição social: uma aliança alicerçada no mais forte dos elos, o casamento entre o seu sobrinho Tancredi e a bela Angélica, filha do burguês Don Calogero Sedara. Na verdade, as classes dominantes mudam, mas para o povo tudo se mantém como dantes.
Na cena final, o fausto e longo baile, acompanhamos o Príncipe na sua reflexão interior, no seu abandono total às forças de mudança que o subjugam, na sua rendição aos factos, na sua cedência do lugar na ribalta do mundo. Afasta-se por sua vontade, de cabeça erguida, como um animal majestoso, ferido de morte, saindo de cena sozinho, na noite escura. E ficam-nos as suas palavras: “Nós fomos os leopardos, os leões. Estes que tomam o nosso lugar são os chacais e as hienas. E todos nós, leopardos, leões, chacais e hienas pensamos que somos o sal da terra!”.”
Mas comecemos pelo início: este romance, marcado por um profundo cunho autobiográfico (Lampedusa era também uma membro da velha aristocracia siciliana, nascido em Palermo em 1896) transporta-nos para a época do “Rissurgimento” (meados/finais do século XIX), um período conturbado da história da futura Itália, onde se sucederam as conquistas e as guerras pela unificação, e que teve como uma das suas figuras principais o revolucionário Garibaldi. É nesta terra selvagem e agreste que vive o Príncipe de Salina e a sua numerosa família, um homem forte e íntegro, um líder respeitado, um aristocrata orgulhoso do seu nome e da história associada ao seu título. E é aqui também que surge a perturbação e a incerteza, elementos subtilmente introduzidos logo no inicio do filme pelo alarido da descoberta de um soldado morto no jardim da casa senhorial, que interrompe, de modo abrupto, o recolhimento e a paz da oração familiar. Visconti filma toda a história como um mural que ilustra as transformações sociais e as transformações interiores dos personagens, e usa elementos como o ritmo, o enquadramento e a fotografia para nos fazer sentir parte desse quadro.
O mundo está a mudar e o Príncipe pressente-o de uma forma muito lúcida: os velhos chefes caem, a aristocracia rural perde o seu poder em favor de uma burguesia em plena ascensão, cheia de dinheiro fresco. E é esta lucidez que o conduz à solução possível para uma manutenção, ainda que temporária, da sua posição social: uma aliança alicerçada no mais forte dos elos, o casamento entre o seu sobrinho Tancredi e a bela Angélica, filha do burguês Don Calogero Sedara. Na verdade, as classes dominantes mudam, mas para o povo tudo se mantém como dantes.
Na cena final, o fausto e longo baile, acompanhamos o Príncipe na sua reflexão interior, no seu abandono total às forças de mudança que o subjugam, na sua rendição aos factos, na sua cedência do lugar na ribalta do mundo. Afasta-se por sua vontade, de cabeça erguida, como um animal majestoso, ferido de morte, saindo de cena sozinho, na noite escura. E ficam-nos as suas palavras: “Nós fomos os leopardos, os leões. Estes que tomam o nosso lugar são os chacais e as hienas. E todos nós, leopardos, leões, chacais e hienas pensamos que somos o sal da terra!”.”
Maria Alexandra Campos
quarta-feira, novembro 11, 2009
1 Congresso Internacional das Congregações e Ordens Religiosas
Como sabem, a Europa Viva faz parte da Comissão Organizadora do 1º Congresso Internacional das Congregações e Ordens Religiosas, que se realiza em Novembro de 2010 na Fundação Gulbenkian.
No seio da Comissão Organizadora compete à Europa Viva criar duas rotas culturais europeias e a realização anual de um encontro onde através das linguagens criativas contemporaneas serão abordados os grandes temas das matrizes culturais europeias.
A Direcção da Europa Viva percebe a importância das suas tarefas e responsabilidades e tudo fará para responder com eficácia a este imenso desafio.
terça-feira, novembro 10, 2009
Nota da Direcção
Informamos os inscritos no módulo Música como Combate integrado no Seminário Saber Europa que as conferencias passaram para os dias 20 e 27 de Novembro às 19:00 no Espaço Europa Viva.
segunda-feira, novembro 09, 2009
domingo, novembro 08, 2009
Seminário Saber Europa 2009 - 2010
Ciclo de Cinema e Literatura:
9 de Novembro - Itália: O Leopardo, de Lampedusa / Luchino Visconti
16 de Novembro - França: Os Miseráveis, de Victor Hugo / Jean-Paul Le Chanois
23 de Novembro - Alemanha: O Tambor, de Gunther Grass/ Volker Schlöndorff
30 de Novembro - Polónia: O Pianista" de Wladyslaw Szpilman, Roman Polanski
Reitoria da Universidade de Lisboa. 18:30
http://www.europaviva.eu/news/200906_SaberEuropa/
sexta-feira, novembro 06, 2009
Mais uma Tese de Mestrado em Estudos Europeus

Catarina Rogado ofereceu à Europa Viva um exemplar da sua Tese de Mestrado designada Consciência Comunitária e Dimensão Europeia na Educação - A aprendizagem da UE por alunos do 1º Ciclo.
Esta tese é um bom exemplo de como as novas gerações de especialistas em Estudos Europeus «leêm» a construção do projecto europeu e quais são as suas propostas para aproximar cidadãos, agentes de construção e politicas.
Como prova a tese de Catarina Rogado, a Europa e o projecto da União Europeia não são, actualmente, temas próximos dos alunos do 1 Ciclo. Porém, quando trabalhados em conjunto e envolvendo pais, professores, e organismos especialistas externos, tornam-se mesmo temas fortemente apreciados pelos mais novos dos alunos do ensino escolar obrigatório. Prova disso são os resultados de um projecto desenvolvido no ano lectivo de 2007/2008, pela autora da tese, que aproximou os temas da UE dos alunos do 1º Ciclo do Bombarral. Não é pois verdade que os temas relacionados com as «coisas» europeias sejam dissonantes da percepção dos mais novos relativamente à sua identidade cultural, como provou o sucesso deste projecto. O GAP que preocupa os líderes europeus relativamente à percepção e interpretação da construção do projecto europeu por parte dos cidadãos é pois um problema geracional.
A geração ERASMUS aceitará empenhadamente construir a cidadania europeia e saberá interpretá-la à luz de um contexto cultural e civilizacional.
Catarina Rogado é uma apaixonada pelo estudos das questões europeias. Aliás, ouvi-la na defesa da sua tese foi um momento inspirador para a concretização da agenda cultural de missão da Europa Viva, nomeadamente, para a construção do módulo Instituições do Seminário Saber Europa que contou desde o primeiro dia com o seu trabalho empenhado, dedicado e muito responsável.
Obrigado Catarina Rogado pela cumplicidade no ideal que anima o nosso projecto de missão.
quinta-feira, novembro 05, 2009
“Módulo de Cinema e Literatura – Oliver Twist – Livro de Charles Dickens – Filme de David Lean
Eis o nosso primeiro clássico! “Oliver Twist” é um dos romances mais conhecidos deste escritor inglês do século XIX e é também uma das obras que mais adaptações ao cinema conheceu, desde 1906 na versão de J. Stuart Blackton até 2005 na versão de Roman Polanski, passando por inúmeras séries e mini séries televisivas.
Há algo na história trágica do pequeno Oliver que convoca os afectos e o olhar, que cativa e que não deixa ninguém indiferente. Este órfão esfomeado vive aprisionado num asilo. É vendido como criado a um cangalheiro, onde tem de dividir a comida com o cão e onde dorme na oficina com os caixões. Foge em direcção a uma Londres anónima, desfigurada pelo fumo e pela sujidade. Palmilha ruas e pontes até cair nas mãos de um grupo de ladrões liderado pelo temível Fagin, protótipo da avareza e da ganância, o qual passa a integrar e do qual não pode fugir….
Desde a publicação inicial em fascículos, “Oliver Twist” é um sucesso de popularidade, fruto dessa arte de entrelaçar personagens e situações em que Charles Dickens é mestre. Identificamo-nos com a ironia fina dos diálogos, com a denúncia dos soberbos, dos mesquinhos e interesseiros. Deixamo-nos levar pelo entusiasmo sincero na fraterna defesa dos mais pobres e desprotegidos, como as crianças e as mulheres. É que o escritor soube retratar a sua época, a revolução industrial e as convulsões sociais que provocou, uma Inglaterra vitoriana cheia de contrastes escandalosos entre os que tudo tinham e os que a nada podiam aspirar, um mundo de profundas injustiças sociais.
E que acrescenta David Lean a tudo isto? Muito. Muitas vezes sem palavras! Todo o seu filme é uma profunda homenagem ao livro e as suas opções estéticas, a sua escolha de actores, tudo nos transporta para a época e nos faz viver as emoções de Oliver. Aliando a tradição do realismo social inglês com o expressionismo alemão anterior à Grande Guerra, com uma fotografia a preto e branco muito contrastada e enquadramentos que sublinham os traços de carácter dos personagens e as suas emoções, este é sem dúvida um filme extraordinário.”
Há algo na história trágica do pequeno Oliver que convoca os afectos e o olhar, que cativa e que não deixa ninguém indiferente. Este órfão esfomeado vive aprisionado num asilo. É vendido como criado a um cangalheiro, onde tem de dividir a comida com o cão e onde dorme na oficina com os caixões. Foge em direcção a uma Londres anónima, desfigurada pelo fumo e pela sujidade. Palmilha ruas e pontes até cair nas mãos de um grupo de ladrões liderado pelo temível Fagin, protótipo da avareza e da ganância, o qual passa a integrar e do qual não pode fugir….
Desde a publicação inicial em fascículos, “Oliver Twist” é um sucesso de popularidade, fruto dessa arte de entrelaçar personagens e situações em que Charles Dickens é mestre. Identificamo-nos com a ironia fina dos diálogos, com a denúncia dos soberbos, dos mesquinhos e interesseiros. Deixamo-nos levar pelo entusiasmo sincero na fraterna defesa dos mais pobres e desprotegidos, como as crianças e as mulheres. É que o escritor soube retratar a sua época, a revolução industrial e as convulsões sociais que provocou, uma Inglaterra vitoriana cheia de contrastes escandalosos entre os que tudo tinham e os que a nada podiam aspirar, um mundo de profundas injustiças sociais.
E que acrescenta David Lean a tudo isto? Muito. Muitas vezes sem palavras! Todo o seu filme é uma profunda homenagem ao livro e as suas opções estéticas, a sua escolha de actores, tudo nos transporta para a época e nos faz viver as emoções de Oliver. Aliando a tradição do realismo social inglês com o expressionismo alemão anterior à Grande Guerra, com uma fotografia a preto e branco muito contrastada e enquadramentos que sublinham os traços de carácter dos personagens e as suas emoções, este é sem dúvida um filme extraordinário.”
Maria Alexandra Campos
Subscrever:
Mensagens (Atom)
