sexta-feira, novembro 06, 2009

Mais uma Tese de Mestrado em Estudos Europeus


Catarina Rogado ofereceu à Europa Viva um exemplar da sua Tese de Mestrado designada Consciência Comunitária e Dimensão Europeia na Educação - A aprendizagem da UE por alunos do 1º Ciclo.
Esta tese é um bom exemplo de como as novas gerações de especialistas em Estudos Europeus «leêm» a construção do projecto europeu e quais são as suas propostas para aproximar cidadãos, agentes de construção e politicas.
Como prova a tese de Catarina Rogado, a Europa e o projecto da União Europeia não são, actualmente, temas próximos dos alunos do 1 Ciclo. Porém, quando trabalhados em conjunto e envolvendo pais, professores, e organismos especialistas externos, tornam-se mesmo temas fortemente apreciados pelos mais novos dos alunos do ensino escolar obrigatório. Prova disso são os resultados de um projecto desenvolvido no ano lectivo de 2007/2008, pela autora da tese, que aproximou os temas da UE dos alunos do 1º Ciclo do Bombarral. Não é pois verdade que os temas relacionados com as «coisas» europeias sejam dissonantes da percepção dos mais novos relativamente à sua identidade cultural, como provou o sucesso deste projecto. O GAP que preocupa os líderes europeus relativamente à percepção e interpretação da construção do projecto europeu por parte dos cidadãos é pois um problema geracional.
A geração ERASMUS aceitará empenhadamente construir a cidadania europeia e saberá interpretá-la à luz de um contexto cultural e civilizacional.
Catarina Rogado é uma apaixonada pelo estudos das questões europeias. Aliás, ouvi-la na defesa da sua tese foi um momento inspirador para a concretização da agenda cultural de missão da Europa Viva, nomeadamente, para a construção do módulo Instituições do Seminário Saber Europa que contou desde o primeiro dia com o seu trabalho empenhado, dedicado e muito responsável.
Obrigado Catarina Rogado pela cumplicidade no ideal que anima o nosso projecto de missão.

Seminário Saber Europa - Celndário Musica e Literatura


quinta-feira, novembro 05, 2009

“Módulo de Cinema e Literatura – Oliver Twist – Livro de Charles Dickens – Filme de David Lean

Eis o nosso primeiro clássico! “Oliver Twist” é um dos romances mais conhecidos deste escritor inglês do século XIX e é também uma das obras que mais adaptações ao cinema conheceu, desde 1906 na versão de J. Stuart Blackton até 2005 na versão de Roman Polanski, passando por inúmeras séries e mini séries televisivas.
Há algo na história trágica do pequeno Oliver que convoca os afectos e o olhar, que cativa e que não deixa ninguém indiferente. Este órfão esfomeado vive aprisionado num asilo. É vendido como criado a um cangalheiro, onde tem de dividir a comida com o cão e onde dorme na oficina com os caixões. Foge em direcção a uma Londres anónima, desfigurada pelo fumo e pela sujidade. Palmilha ruas e pontes até cair nas mãos de um grupo de ladrões liderado pelo temível Fagin, protótipo da avareza e da ganância, o qual passa a integrar e do qual não pode fugir….
Desde a publicação inicial em fascículos, “Oliver Twist” é um sucesso de popularidade, fruto dessa arte de entrelaçar personagens e situações em que Charles Dickens é mestre. Identificamo-nos com a ironia fina dos diálogos, com a denúncia dos soberbos, dos mesquinhos e interesseiros. Deixamo-nos levar pelo entusiasmo sincero na fraterna defesa dos mais pobres e desprotegidos, como as crianças e as mulheres. É que o escritor soube retratar a sua época, a revolução industrial e as convulsões sociais que provocou, uma Inglaterra vitoriana cheia de contrastes escandalosos entre os que tudo tinham e os que a nada podiam aspirar, um mundo de profundas injustiças sociais.
E que acrescenta David Lean a tudo isto? Muito. Muitas vezes sem palavras! Todo o seu filme é uma profunda homenagem ao livro e as suas opções estéticas, a sua escolha de actores, tudo nos transporta para a época e nos faz viver as emoções de Oliver. Aliando a tradição do realismo social inglês com o expressionismo alemão anterior à Grande Guerra, com uma fotografia a preto e branco muito contrastada e enquadramentos que sublinham os traços de carácter dos personagens e as suas emoções, este é sem dúvida um filme extraordinário.”
Maria Alexandra Campos

A trabalhar projectos...repiscando grupos...Roma 2008






















Seminário Permanente Saber Europa 2009 - 2010

http://www.ver.pt/NewsletterLib/Newsletter_ver_091_03112009.html

terça-feira, novembro 03, 2009

_____________________________________CAMINHOS DE CULTURA

Visitas Guiadas
Torre do Tombo

10 e 11 NOVEMBRO 2009 10h00 e 14h30 TORRE DO TOMBO, CIDADE UNIVERSITÁRIA, LISBOA

A não perder estas visitas guiadas à Torre do Tombo.
Gratuitas para todos, mesmo para grupos constituídos até ao máximo de 25 pessoas. Há que realizar uma marcação prévia no Serviço Educativo da Torre do Tombo, Tel: 217 811 500 210 113 448 grec@dgarq.gov.pt.


O Arquivo Nacional da Torre do Tombo tem como missão a salvaguarda, conservação, valorização, e divulgação do Património Arquivístico Nacional suporte da nossa Memória colectiva.

A riqueza e diversidade documental existentes neste arquivo permitem a investigação em diversas áreas do saber, disponibilizando ainda aos utilizadores uma biblioteca de apoio à investigação.

Nota: fonte de informação
Reitoria da Universidade de Lisboa
Divisão de Actividades Culturais e Imagem da DSRE
Alameda da Universidade, Campo Grande, 1649-004 Lisboa
Contactos Tel. 21 011 34 06; Fax: 21 796 31 51; daci@reitoria.ul.pt; http://www.ul.pt
Transportes Metro: Cidade Universitária; Autocarros: 31-32-38-68-755 (Carris);
Almada – Cidade Universitária (TST); Entrecampos (Fertagus).

A trabalhar projectos...repiscando grupos...workshop eco-memória 2007




segunda-feira, novembro 02, 2009

Cultura para Variar...

http://ul-culturapravariar09.blogspot.com/

Hoje, 2 de Novembro

Continua o Ciclo de Cinema e Literatura. Na Reitoria da Universidade de Lisboa às 18:30.

sábado, outubro 31, 2009

sexta-feira, outubro 30, 2009

Ciclo de Musica - Seminário Saber Europa

5 de Novembro – Shostakovich
19 de Novembro – Os nacionalismos – Fréderic Chopin e Franz Liszt
26 de Novembro – Ópera e Literatura

Horário: 19:00
Local: Espaço Europa Viva - Edificio C 7 Cidade Universitária. Trazeiras da Torre do Tombo. Entre o Instituto Confucio e o BES.

Ciclo de Cinema e Literatura - próxima sessão

2 de Novembro - Inglaterra: Oliver Twist, de Charles Dickens / David Lean

Na Reitoria às 18:30

Merida Património da Humanidade


quarta-feira, outubro 28, 2009

Viagem à Russia - Gonçalo M.Tavares


Em Maio de 2010, de 14 a 21, vamos à Rússia com Gonçalo M.Tavares. Inauguramos, assim, um projecto, que designamos Comunidade Intinerante de Leitores de Português no mundo.

Porque se trata de uma viagem muito desejada convidamos os associados interessandos a inscreverem-se em primeiro lugar. Façam logo que possam.

terça-feira, outubro 27, 2009

Letras com Vida

http://sites.google.com/site/tertulialetrascomvida/

A Europa Viva integra a comissão organizadora de Tertúlia Letras com Vida uma iniciativa de várias entidades culturais, nomeadamente, a Sociedade Portuguesa de Autores.
Estamos a preparar o Ciclo de Conferencias que vamos realizar nesta Tertúlia.
Convidamos todos os nossos associados da participar desta iniciativa.

Seminário Permanente Saber Europa 2009 - 2010

Começou o módulo de Cinema e Literatura, o primeiro módulo do Seminário Saber Europa.
O Ciclo de Cinema e Literatura é comissariado por Lauro António e a sua escolha de nove filmes assenta nos clássicos do cinema e da literatura europeus.
A organização de cada secção é composta por três partes:
1. Numa primeira parte Lauro António contextualiza o filme nas suas dinâmicas mais importantes;
2. Na segunda parte vê-se o filme;
3. E na terceira e ultima parte há um diálogo com o comissário sobre a obra que se acabou de «visitar».
Todos os interessados podem ainda inscrever-se.

A propósito do Ciclo de Cinema e Literatura...Seminário Saber Europa

“Módulo de Cinema e Literatura – A Costa dos Murmúrios – Livro de Lídia Jorge – Filme de Margarida Cardoso

Na Moçambique portuguesa, no final dos anos 70, em plena ofensiva das tropas nacionais à guerrilha da Frelimo, há uma história dos que ficam na capital. Das que ficam. Das mulheres dos oficiais que se entregam à sua solidão, que questionam o sentido da guerra, os “sonhos que sonharam”, a censura do “não dito”, dos crimes encobertos ou disfarçados. Como Evita. Ou então, das mulheres que se entregam a uma espera sem esperança, anulando o que são, fugindo do mundo, escolhendo a reclusão como penitência para o medo de arriscar e mudar de vida. Como Helena.
Nada é realmente o que parece e Evita pergunta: “Que distância vai do ser ao parecer?”
É uma terra de murmúrios, de véus, de sombras. Um mundo onde, nas palavras de Álvaro, não há força para se enfrentar o que se é. “Aqui ninguém lê. Aqui decifra-se.”, diz o jornalista a Evita.

Filme profundamente belo, na sua imagem e cor saturadas, cheio de detalhes que, sem palavras, nos remetem para a época, e nos falam dessa angústia que todos os personagens carregam consigo. Filme que seguindo opções narrativas diferentes das do livro, se mantém fiel ao seu tom, ao seu espírito. Utilizando, como disse Lauro António, uma “rara decência de narrar”. E como foi dito em tom de fecho, a fidelidade na adaptação de uma obra vem não da cópia e da transposição directa mas de uma recriação artística. O que é verdade para esta obra e também para as que vamos ter oportunidade de ver neste Seminário.
Um óptimo começo portanto!”

©Maria Alexandra Campos
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