quinta-feira, setembro 10, 2009

CSB - Rádio - ESFERAS

Ana Paula Lemos e Jorge Rodrigues voltam à Antena a 18 de Setembro às 18:00.

Reunião dos Corpos Associativos da Europa Viva

30 de Setembro, 21:00, espaço Europa Viva.

quarta-feira, setembro 09, 2009

Transsiberiano Plus 2009. Mongólia - Ulaan Baator - Mosteiro Budista em Terelj








©Fotos de Ângelo Silveira. Mongólia. 2009

terça-feira, setembro 08, 2009

segunda-feira, setembro 07, 2009

Ainda Pequim - na Fábrica 798 - «Cidade Criativa»

http://dn.sapo.pt/cartaz/artesplasticas/interior.aspx?content_id=1341519

Teoria da Viagem - Uma poética da Geografia - Michel Onfray

«No começo, muito antes de qualquer gesto, qualquer iniciativa ou vontade deliberada de viajar, o corpo trabalha, à semelhança dos metais sob a canícula do Sol...
O desejo da viagem tem a sua fonte nessa água lustral e morna, alimenta-se estranhamente desse manto metafísico e dessa ontologia germinativa. Só nos tornarmos nómadas impenitentes se instrúidos na nossa carne nas horas do ventre materno, redondo como um globo, como um mapa-mundí. O resto revela um pergaminho já escrito...».

Pequim, Ópera - Transsiberiano Plus 2009


Talvez a melhor foto do Transsiberiano Plus 2009 - Centro de Artes de Pequim



©Foto de Ângelo Luís Silveira

domingo, setembro 06, 2009

sábado, setembro 05, 2009

Pequim - Agosto 2009 - Templo do Céu - Transsiberiano Plus

Um dos lugares que mais falam da China e especialmente de Pequim. Rodeado por um jardim imenso, para onde os pequinenses vão andar a pé, jogar às cartas, ensaiar orquestras, fazer tai-chi, massagens, conviver e até dançar, o Templo do Céu para além de um dos monumentos mais importantes do património arquitectónico de Pequim é, de facto, um espaço de convivio público fundamental da cidade.

sexta-feira, setembro 04, 2009

Transsiberiano Plus 2009 - a grande surpresa - Shangai

Shangai sem a Bund, isto é, sem a «marginal» que percorre uma parte do rio e separa a cidade velha, enquadrada por edificios dos anos 30 e 40, de Pudong, a cidade nova, com a maior concentração de arranha céus do mundo, Shangai sem a Bund diziamos é uma cidade (aparentemente) sem luz que perde o seu natural glamour e encanto.
A Expo 2010 tornou Shangai um verdadeiro estaleiro só suportável porque Shangai é, de facto, uma cidade arrebatadora e, para nós viajantes do Transsiberiano Plus, viajando 20 dias por entre florestas siberianas e estepes mongóis, chegar a Shangai é estarmos «práticamente» em casa. Não apenas porque, neste momento da viagem, faltam apenas quatro dias para regressar a Portugal, mas também, porque a cidade de Shangai é o lugar mais próximo da nossa metáfora civilizacional e urbana. É aqui em Shangai que nos vamos encontrar, definitivamente, com a memória cultural construida.
Em Shangai nada nos é estranho...
Desta vez tive oportunidade de dedicar mais do meu tempo à Expo 2010. Visitei todo o plano urbanistico e arquitectónico da cidade, vi os filmes relativos ao empreendimento «universal» no Centro de Urbanismo de Shangai e, de facto, é impossível a uma Associação como a Europa Viva, não agendar o tema para uma viagem de estudo à China em 2010.
O tema da Expo 2010 é Better City, Better Life. Mas não é só o tema que nos interessa como Associação com um projecto cultural desenvolvido na área do BRIC. O que interessa verdadeiramente neste projecto da Expo Shangai 2010 é que pode ser uma oportunidade única para percebermos definitivamente a construção geo-politica do «Sergundo Mundo», isto é, do papel de países como a China, Russia, Coreia do Sul, Singapura, Japão e dos países da Asia Central na construção da geografia politica do século XXI.

Transsiberiano Plus 2009 - Centro de Artes de Shangai











quinta-feira, setembro 03, 2009

Inscrições...actividades 2009

Estão abertas as inscrições para Seminário Saber Europa, Curso Europa e Religiões, viagem à Russia com Gonçalo M. Tavares.

Expo Shangai 2010

Emerge plenamente no horizonte na zona oriental de Shangai a Expo 2010 subordinada ao tema Better City, Better Life.





quarta-feira, setembro 02, 2009

Chegámos!!!

A Europa Viva está de parabens. Realizou o seu terceiro Transmongoliano, uma vez mais, sem nenhum problema logistico ou outro. Todas as viagens são diferentes e umas não são melhores do que outras. Mas há viagens tão diferentes umas das outras que podem ficar na nossa memória como das melhores.
O Transmongoliano é sempre uma viagem fantástica. Como dizia a Margarida Gil, realizadora de cinema que acompanhou esta terceira Rota da Memória, o Transmongoliano é antes de mais uma viagem interior, depois um itinerário histórico, sociologico e politico.
Melhorámos muito o conceito, o itinerário e a logistica. Encontrámos, definitivamente, a chave que satisfaz completamente o projecto e as motivações pelas quais o realizamos.
Nos próximos dias faremos a reportagem pormenorizada do que foi a viagem.

sábado, agosto 22, 2009

12º dia - Quase em Pequim...

Estamos a chegar ao fim do Transmongoliano. Faltam apenas 24 horas para entrarmos na China. Este é o derradeiro troço da viagem. Neste momento do nosso percurso atravessamos o deserto de Gobi. Já percorremos mais de 7 000 km.
Não é o itinerário mais bonito mas é seguramente o mais singular: de repente as estepes mongóis transformam-se lentamente em areia. O verde cede lugar ao castanho da paisagem. As carruagens são invadidas por um calor imenso e o pó «quase» nos sufoca.
Do ponto de vista do cronista, o percurso que medeia Irkustk a Ulaan Baator e de Ulaan Baator ao Gobi é, sem dúvida, o mais belo destes sete mil quilómetros percorridos.
A plástica da Mongólia é indizível...Há quadros de uma beleza extraordinária...As estepes, as montanhas, os cavalos selvagens, os gers, (...).

sexta-feira, agosto 21, 2009

11º dia - Mongólia - Ulaan Baator











Estamos aqui...

quinta-feira, agosto 20, 2009

Mongólia - Ulaan Baator - Praça Gengis Kan




Em http://lemos-ana-paula.blogspot.com pode actualizar noticiários relativos ao Transsiberiano Plus.

10º Mongólia - Ulaan Baator

O primeiro dia aqui na Mongólia começa sempre com uma visita ao Mosteiro budista de Gadan onde partilhamos as orações da manhã com a comunidade.Depois, percorremos com absoluta tranquilidade, os recantos do Mosteiro, Gadan é o mais importante Mosteiro Budista desta região e, a meio da manhã, voltamos ao centro de Ulaan Baator para uma visita panorâmica à cidade.
Ulaan Baator visita-se em pouco mais de duas horas. Aliás, conheçemos melhor a cidade a partir da aproximação do comboio à capital da Mongólia, onde a visibilidade do caos urbanistico é claro, e a pobreza uma realidade constante, do que nestas duas horas que o carro percorre as artérias principais, onde as estradas escasseiam, o alcatrão falta, o urbanismo é uma miragem e a qualidade arquitectónica uma ilusão.
A Mongólia é um parque natural a céu aberto e os mongóis um povo incrivelmente hospitaleiro, afável, cordial e disponível.

Na Mongólia, em Ulaan Baator - 2009

O comboio entra na cidade pelas cinco da manhã. Ulaan Baator é um «bairro de lata» disperso num dos vales mais bonitos do Planeta. Neste vale rodeado de montanhas por todos os lados, cresce um território urbano «articulado» de um modo anárquico, ainda que o decurso dos anos vá mostrando uma cidade que procura apetrechar-se, ainda das mais elementares infra-estruturas de saneamento básico, habitação, «urbanidade».
Vivem em Ulaan Baator mais de metade de toda a população da Mongólia, aproximadamente cinco milhões de habitantes, para um território que deve ocupar uma superficie equivalente à França e Alemanha.
A Mongólia é dos poucos países do mundo com espaços absolutamente virgens de uma beleza indizivel. Sucedem-se centenas de quilómetros de estepes enquadradas por cadeias montanhosas de vegetação rasteira por onde vagueiam cavalos selvagens e cabras a par com uma vegetação riquissima.
A Mongólia é um parque natural aberto ao mundo. Só Ulaan Baator viola o código ecológico do deste imenso parque.
Quando o comboio reduz a velocidade e os nossos olhos, ainda ensonados, captam as primeiras luzes da cidade, como que suspensas num céu estrelado, lá estão as toneladas de nuvens brancas de poluição emitidas pelas fábricas de desenvolvimento, como que a dar as boas vindas ao viajantes do Transmongoliano.
E para nós que viajamos há seis dias por entre a floresta boreal, este cartão de visita exuberantemente trágico, obriga-nos a regressar a dinâmicas internas que haviamos esqueçido ao kilómetro zero doTranssiberiano - nesse tempo estávamos em Moscovo e Ulaan Baator ainda era longe: a seis mil kilómetros de tão longe.
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