quinta-feira, setembro 10, 2009
quarta-feira, setembro 09, 2009
terça-feira, setembro 08, 2009
Actividades
Estamos a preparar o inicio do plano de actividades para 2009 / 2010.
http://www.europaviva.eu/news/200907_Pensadores/
http://www.europaviva.eu/news/200906_SaberEuropa/
http://www.europaviva.eu/news/200908_CursoReligioes20092010/
http://www.europaviva.eu/news/200907_Pensadores/
http://www.europaviva.eu/news/200906_SaberEuropa/
http://www.europaviva.eu/news/200908_CursoReligioes20092010/
segunda-feira, setembro 07, 2009
Teoria da Viagem - Uma poética da Geografia - Michel Onfray
«No começo, muito antes de qualquer gesto, qualquer iniciativa ou vontade deliberada de viajar, o corpo trabalha, à semelhança dos metais sob a canícula do Sol...
O desejo da viagem tem a sua fonte nessa água lustral e morna, alimenta-se estranhamente desse manto metafísico e dessa ontologia germinativa. Só nos tornarmos nómadas impenitentes se instrúidos na nossa carne nas horas do ventre materno, redondo como um globo, como um mapa-mundí. O resto revela um pergaminho já escrito...».
domingo, setembro 06, 2009
sábado, setembro 05, 2009
Pequim - Agosto 2009 - Templo do Céu - Transsiberiano Plus
sexta-feira, setembro 04, 2009
Transsiberiano Plus 2009 - a grande surpresa - Shangai
Shangai sem a Bund, isto é, sem a «marginal» que percorre uma parte do rio e separa a cidade velha, enquadrada por edificios dos anos 30 e 40, de Pudong, a cidade nova, com a maior concentração de arranha céus do mundo, Shangai sem a Bund diziamos é uma cidade (aparentemente) sem luz que perde o seu natural glamour e encanto.
A Expo 2010 tornou Shangai um verdadeiro estaleiro só suportável porque Shangai é, de facto, uma cidade arrebatadora e, para nós viajantes do Transsiberiano Plus, viajando 20 dias por entre florestas siberianas e estepes mongóis, chegar a Shangai é estarmos «práticamente» em casa. Não apenas porque, neste momento da viagem, faltam apenas quatro dias para regressar a Portugal, mas também, porque a cidade de Shangai é o lugar mais próximo da nossa metáfora civilizacional e urbana. É aqui em Shangai que nos vamos encontrar, definitivamente, com a memória cultural construida.
Em Shangai nada nos é estranho...
Desta vez tive oportunidade de dedicar mais do meu tempo à Expo 2010. Visitei todo o plano urbanistico e arquitectónico da cidade, vi os filmes relativos ao empreendimento «universal» no Centro de Urbanismo de Shangai e, de facto, é impossível a uma Associação como a Europa Viva, não agendar o tema para uma viagem de estudo à China em 2010.
O tema da Expo 2010 é Better City, Better Life. Mas não é só o tema que nos interessa como Associação com um projecto cultural desenvolvido na área do BRIC. O que interessa verdadeiramente neste projecto da Expo Shangai 2010 é que pode ser uma oportunidade única para percebermos definitivamente a construção geo-politica do «Sergundo Mundo», isto é, do papel de países como a China, Russia, Coreia do Sul, Singapura, Japão e dos países da Asia Central na construção da geografia politica do século XXI.
quinta-feira, setembro 03, 2009
Inscrições...actividades 2009
Estão abertas as inscrições para Seminário Saber Europa, Curso Europa e Religiões, viagem à Russia com Gonçalo M. Tavares.
Expo Shangai 2010
Emerge plenamente no horizonte na zona oriental de Shangai a Expo 2010 subordinada ao tema
Better City, Better Life.
quarta-feira, setembro 02, 2009
Chegámos!!!
A Europa Viva está de parabens. Realizou o seu terceiro Transmongoliano, uma vez mais, sem nenhum problema logistico ou outro. Todas as viagens são diferentes e umas não são melhores do que outras. Mas há viagens tão diferentes umas das outras que podem ficar na nossa memória como das melhores.
O Transmongoliano é sempre uma viagem fantástica. Como dizia a Margarida Gil, realizadora de cinema que acompanhou esta terceira Rota da Memória, o Transmongoliano é antes de mais uma viagem interior, depois um itinerário histórico, sociologico e politico.
Melhorámos muito o conceito, o itinerário e a logistica. Encontrámos, definitivamente, a chave que satisfaz completamente o projecto e as motivações pelas quais o realizamos.
Nos próximos dias faremos a reportagem pormenorizada do que foi a viagem.
sábado, agosto 22, 2009
12º dia - Quase em Pequim...
Estamos a chegar ao fim do Transmongoliano. Faltam apenas 24 horas para entrarmos na China. Este é o derradeiro troço da viagem. Neste momento do nosso percurso atravessamos o deserto de Gobi. Já percorremos mais de 7 000 km.
Não é o itinerário mais bonito mas é seguramente o mais singular: de repente as estepes mongóis transformam-se lentamente em areia. O verde cede lugar ao castanho da paisagem. As carruagens são invadidas por um calor imenso e o pó «quase» nos sufoca.
Do ponto de vista do cronista, o percurso que medeia Irkustk a Ulaan Baator e de Ulaan Baator ao Gobi é, sem dúvida, o mais belo destes sete mil quilómetros percorridos.
A plástica da Mongólia é indizível...Há quadros de uma beleza extraordinária...As estepes, as montanhas, os cavalos selvagens, os gers, (...).
sexta-feira, agosto 21, 2009
quinta-feira, agosto 20, 2009
Mongólia - Ulaan Baator - Praça Gengis Kan


Em http://lemos-ana-paula.blogspot.com pode actualizar noticiários relativos ao Transsiberiano Plus.10º Mongólia - Ulaan Baator
O primeiro dia aqui na Mongólia começa sempre com uma visita ao Mosteiro budista de Gadan onde partilhamos as orações da manhã com a comunidade.Depois, percorremos com absoluta tranquilidade, os recantos do Mosteiro, Gadan é o mais importante Mosteiro Budista desta região e, a meio da manhã, voltamos ao centro de Ulaan Baator para uma visita panorâmica à cidade.
Ulaan Baator visita-se em pouco mais de duas horas. Aliás, conheçemos melhor a cidade a partir da aproximação do comboio à capital da Mongólia, onde a visibilidade do caos urbanistico é claro, e a pobreza uma realidade constante, do que nestas duas horas que o carro percorre as artérias principais, onde as estradas escasseiam, o alcatrão falta, o urbanismo é uma miragem e a qualidade arquitectónica uma ilusão.
A Mongólia é um parque natural a céu aberto e os mongóis um povo incrivelmente hospitaleiro, afável, cordial e disponível.
Na Mongólia, em Ulaan Baator - 2009
O comboio entra na cidade pelas cinco da manhã. Ulaan Baator é um «bairro de lata» disperso num dos vales mais bonitos do Planeta. Neste vale rodeado de montanhas por todos os lados, cresce um território urbano «articulado» de um modo anárquico, ainda que o decurso dos anos vá mostrando uma cidade que procura apetrechar-se, ainda das mais elementares infra-estruturas de saneamento básico, habitação, «urbanidade».
Vivem em Ulaan Baator mais de metade de toda a população da Mongólia, aproximadamente cinco milhões de habitantes, para um território que deve ocupar uma superficie equivalente à França e Alemanha.
A Mongólia é dos poucos países do mundo com espaços absolutamente virgens de uma beleza indizivel. Sucedem-se centenas de quilómetros de estepes enquadradas por cadeias montanhosas de vegetação rasteira por onde vagueiam cavalos selvagens e cabras a par com uma vegetação riquissima.
A Mongólia é um parque natural aberto ao mundo. Só Ulaan Baator viola o código ecológico do deste imenso parque.
Quando o comboio reduz a velocidade e os nossos olhos, ainda ensonados, captam as primeiras luzes da cidade, como que suspensas num céu estrelado, lá estão as toneladas de nuvens brancas de poluição emitidas pelas fábricas de desenvolvimento, como que a dar as boas vindas ao viajantes do Transmongoliano.
E para nós que viajamos há seis dias por entre a floresta boreal, este cartão de visita exuberantemente trágico, obriga-nos a regressar a dinâmicas internas que haviamos esqueçido ao kilómetro zero doTranssiberiano - nesse tempo estávamos em Moscovo e Ulaan Baator ainda era longe: a seis mil kilómetros de tão longe.
Post actualizados em http://lemos-ana-paula.blogspot.com
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