segunda-feira, setembro 07, 2009
domingo, setembro 06, 2009
sábado, setembro 05, 2009
Pequim - Agosto 2009 - Templo do Céu - Transsiberiano Plus
sexta-feira, setembro 04, 2009
Transsiberiano Plus 2009 - a grande surpresa - Shangai
Shangai sem a Bund, isto é, sem a «marginal» que percorre uma parte do rio e separa a cidade velha, enquadrada por edificios dos anos 30 e 40, de Pudong, a cidade nova, com a maior concentração de arranha céus do mundo, Shangai sem a Bund diziamos é uma cidade (aparentemente) sem luz que perde o seu natural glamour e encanto.
A Expo 2010 tornou Shangai um verdadeiro estaleiro só suportável porque Shangai é, de facto, uma cidade arrebatadora e, para nós viajantes do Transsiberiano Plus, viajando 20 dias por entre florestas siberianas e estepes mongóis, chegar a Shangai é estarmos «práticamente» em casa. Não apenas porque, neste momento da viagem, faltam apenas quatro dias para regressar a Portugal, mas também, porque a cidade de Shangai é o lugar mais próximo da nossa metáfora civilizacional e urbana. É aqui em Shangai que nos vamos encontrar, definitivamente, com a memória cultural construida.
Em Shangai nada nos é estranho...
Desta vez tive oportunidade de dedicar mais do meu tempo à Expo 2010. Visitei todo o plano urbanistico e arquitectónico da cidade, vi os filmes relativos ao empreendimento «universal» no Centro de Urbanismo de Shangai e, de facto, é impossível a uma Associação como a Europa Viva, não agendar o tema para uma viagem de estudo à China em 2010.
O tema da Expo 2010 é Better City, Better Life. Mas não é só o tema que nos interessa como Associação com um projecto cultural desenvolvido na área do BRIC. O que interessa verdadeiramente neste projecto da Expo Shangai 2010 é que pode ser uma oportunidade única para percebermos definitivamente a construção geo-politica do «Sergundo Mundo», isto é, do papel de países como a China, Russia, Coreia do Sul, Singapura, Japão e dos países da Asia Central na construção da geografia politica do século XXI.
quinta-feira, setembro 03, 2009
Inscrições...actividades 2009
Estão abertas as inscrições para Seminário Saber Europa, Curso Europa e Religiões, viagem à Russia com Gonçalo M. Tavares.
Expo Shangai 2010
Emerge plenamente no horizonte na zona oriental de Shangai a Expo 2010 subordinada ao tema
Better City, Better Life.
quarta-feira, setembro 02, 2009
Chegámos!!!
A Europa Viva está de parabens. Realizou o seu terceiro Transmongoliano, uma vez mais, sem nenhum problema logistico ou outro. Todas as viagens são diferentes e umas não são melhores do que outras. Mas há viagens tão diferentes umas das outras que podem ficar na nossa memória como das melhores.
O Transmongoliano é sempre uma viagem fantástica. Como dizia a Margarida Gil, realizadora de cinema que acompanhou esta terceira Rota da Memória, o Transmongoliano é antes de mais uma viagem interior, depois um itinerário histórico, sociologico e politico.
Melhorámos muito o conceito, o itinerário e a logistica. Encontrámos, definitivamente, a chave que satisfaz completamente o projecto e as motivações pelas quais o realizamos.
Nos próximos dias faremos a reportagem pormenorizada do que foi a viagem.
sábado, agosto 22, 2009
12º dia - Quase em Pequim...
Estamos a chegar ao fim do Transmongoliano. Faltam apenas 24 horas para entrarmos na China. Este é o derradeiro troço da viagem. Neste momento do nosso percurso atravessamos o deserto de Gobi. Já percorremos mais de 7 000 km.
Não é o itinerário mais bonito mas é seguramente o mais singular: de repente as estepes mongóis transformam-se lentamente em areia. O verde cede lugar ao castanho da paisagem. As carruagens são invadidas por um calor imenso e o pó «quase» nos sufoca.
Do ponto de vista do cronista, o percurso que medeia Irkustk a Ulaan Baator e de Ulaan Baator ao Gobi é, sem dúvida, o mais belo destes sete mil quilómetros percorridos.
A plástica da Mongólia é indizível...Há quadros de uma beleza extraordinária...As estepes, as montanhas, os cavalos selvagens, os gers, (...).
sexta-feira, agosto 21, 2009
quinta-feira, agosto 20, 2009
Mongólia - Ulaan Baator - Praça Gengis Kan


Em http://lemos-ana-paula.blogspot.com pode actualizar noticiários relativos ao Transsiberiano Plus.10º Mongólia - Ulaan Baator
O primeiro dia aqui na Mongólia começa sempre com uma visita ao Mosteiro budista de Gadan onde partilhamos as orações da manhã com a comunidade.Depois, percorremos com absoluta tranquilidade, os recantos do Mosteiro, Gadan é o mais importante Mosteiro Budista desta região e, a meio da manhã, voltamos ao centro de Ulaan Baator para uma visita panorâmica à cidade.
Ulaan Baator visita-se em pouco mais de duas horas. Aliás, conheçemos melhor a cidade a partir da aproximação do comboio à capital da Mongólia, onde a visibilidade do caos urbanistico é claro, e a pobreza uma realidade constante, do que nestas duas horas que o carro percorre as artérias principais, onde as estradas escasseiam, o alcatrão falta, o urbanismo é uma miragem e a qualidade arquitectónica uma ilusão.
A Mongólia é um parque natural a céu aberto e os mongóis um povo incrivelmente hospitaleiro, afável, cordial e disponível.
Na Mongólia, em Ulaan Baator - 2009
O comboio entra na cidade pelas cinco da manhã. Ulaan Baator é um «bairro de lata» disperso num dos vales mais bonitos do Planeta. Neste vale rodeado de montanhas por todos os lados, cresce um território urbano «articulado» de um modo anárquico, ainda que o decurso dos anos vá mostrando uma cidade que procura apetrechar-se, ainda das mais elementares infra-estruturas de saneamento básico, habitação, «urbanidade».
Vivem em Ulaan Baator mais de metade de toda a população da Mongólia, aproximadamente cinco milhões de habitantes, para um território que deve ocupar uma superficie equivalente à França e Alemanha.
A Mongólia é dos poucos países do mundo com espaços absolutamente virgens de uma beleza indizivel. Sucedem-se centenas de quilómetros de estepes enquadradas por cadeias montanhosas de vegetação rasteira por onde vagueiam cavalos selvagens e cabras a par com uma vegetação riquissima.
A Mongólia é um parque natural aberto ao mundo. Só Ulaan Baator viola o código ecológico do deste imenso parque.
Quando o comboio reduz a velocidade e os nossos olhos, ainda ensonados, captam as primeiras luzes da cidade, como que suspensas num céu estrelado, lá estão as toneladas de nuvens brancas de poluição emitidas pelas fábricas de desenvolvimento, como que a dar as boas vindas ao viajantes do Transmongoliano.
E para nós que viajamos há seis dias por entre a floresta boreal, este cartão de visita exuberantemente trágico, obriga-nos a regressar a dinâmicas internas que haviamos esqueçido ao kilómetro zero doTranssiberiano - nesse tempo estávamos em Moscovo e Ulaan Baator ainda era longe: a seis mil kilómetros de tão longe.
Post actualizados em http://lemos-ana-paula.blogspot.com
quarta-feira, agosto 19, 2009
8º dia - Transsiberiano - De volta ao comboio
Esta tarde apanhamos de novo o comboio com destino à Mongólia.
Esta viagem pelos caminhos da Russia, Mongólia e China, a que nós chamamos Transsiberiano mas que deve ser chamada de Transmongoliano, tem dois momentos particularmente dificeis: o primeiro é o impacte com a acomodação e vivência dentro de um comboio normal de pessoas e mercadorias que há mais de um século percorre a Rússia de lés a lés. Neste comboio entram e saem por dia muitas dezenas de pessoas. Há cidadãos russos que apanham este comboio em Moscovo e só saem uma semana depois em Vladivostok, isto é, na cidade mais oriental da Federação Russa, junto ao mar do Japão.
O segundo momento particularmente dificil é este da passagem fronteiriça entre a Rússia e a Mongólia, onde em geral se espera mais de cinco horas até que os trâmites aduaneiros estejam cumpridos com o rigor que estas paragens exigem.
Nesta zona do globo todos os cidadãos europeus percebem claramente o que conquistaram no último século relativamente aos seus direitos de cidadania.
Há uma história de cidadania que urge fazer sobretudo para que todos nós, europeus, possamos estar conscientes daquele que será seguramente o mais precioso património material do nosso tempo - a cidadania! A nossa cidadania, essa realidade juridica que nos envolve de direitos e nos trata como reis - a cidadania europeia, a memória do património imaterial da História recente. Uma conquista que todos devemos preservar: o respeito absoluto pela nossa existencia como cidadãos de um espaço e de um tempo.
Aqui na Sibéria oriental entre a Rússia e a Mongólia o mundo está muito longe. Há uma solidão que nos perpassa permanentemente. Uma solidão própria da consciência da distância. Uma solidão que só volta a desaparecer em Shangai.
Aqui, onde a Rússia e a Mongólia escolheram repartir um território cuja paisagem não é russa mas também não é mongol. Um pedaço de terra onde a fronteira fala mais da história recente do século XX que muitos compêndios de História Universal. Um território por onde há dez anos apenas só um punhado de gente ousava atravessar. De entre esse punhado estava Kim II da Republica da Corea do Norte e, obviamente, nenhum cidadão ocidental com excepção de alguns intelectuais europeus intimamente relacionados com os regimes vigentes.
Dez anos neste lado do globo pode ser uma eternidade. Aqui, a História vive à velocidade da luz. Em dois anos a diferença da geografia fisíca e humana desta região é indizível. A Sibéria é um território mítico onde as vozes ainda ferem e os gritos da profundidade dos seres perdidos ainda ecoam no nosso imaginário.
Quando atravesso este pedaço de terra sinto que Deus me concedeu esse previlégio imenso de poder testemunhar a História do século XX.
Esta viagem pelos caminhos da Russia, Mongólia e China, a que nós chamamos Transsiberiano mas que deve ser chamada de Transmongoliano, tem dois momentos particularmente dificeis: o primeiro é o impacte com a acomodação e vivência dentro de um comboio normal de pessoas e mercadorias que há mais de um século percorre a Rússia de lés a lés. Neste comboio entram e saem por dia muitas dezenas de pessoas. Há cidadãos russos que apanham este comboio em Moscovo e só saem uma semana depois em Vladivostok, isto é, na cidade mais oriental da Federação Russa, junto ao mar do Japão.
O segundo momento particularmente dificil é este da passagem fronteiriça entre a Rússia e a Mongólia, onde em geral se espera mais de cinco horas até que os trâmites aduaneiros estejam cumpridos com o rigor que estas paragens exigem.
Nesta zona do globo todos os cidadãos europeus percebem claramente o que conquistaram no último século relativamente aos seus direitos de cidadania.
Há uma história de cidadania que urge fazer sobretudo para que todos nós, europeus, possamos estar conscientes daquele que será seguramente o mais precioso património material do nosso tempo - a cidadania! A nossa cidadania, essa realidade juridica que nos envolve de direitos e nos trata como reis - a cidadania europeia, a memória do património imaterial da História recente. Uma conquista que todos devemos preservar: o respeito absoluto pela nossa existencia como cidadãos de um espaço e de um tempo.
Aqui na Sibéria oriental entre a Rússia e a Mongólia o mundo está muito longe. Há uma solidão que nos perpassa permanentemente. Uma solidão própria da consciência da distância. Uma solidão que só volta a desaparecer em Shangai.
Aqui, onde a Rússia e a Mongólia escolheram repartir um território cuja paisagem não é russa mas também não é mongol. Um pedaço de terra onde a fronteira fala mais da história recente do século XX que muitos compêndios de História Universal. Um território por onde há dez anos apenas só um punhado de gente ousava atravessar. De entre esse punhado estava Kim II da Republica da Corea do Norte e, obviamente, nenhum cidadão ocidental com excepção de alguns intelectuais europeus intimamente relacionados com os regimes vigentes.
Dez anos neste lado do globo pode ser uma eternidade. Aqui, a História vive à velocidade da luz. Em dois anos a diferença da geografia fisíca e humana desta região é indizível. A Sibéria é um território mítico onde as vozes ainda ferem e os gritos da profundidade dos seres perdidos ainda ecoam no nosso imaginário.
Quando atravesso este pedaço de terra sinto que Deus me concedeu esse previlégio imenso de poder testemunhar a História do século XX.
8º dia - Transsiberiano - Sibéria - Mongólia
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terça-feira, agosto 18, 2009
7º dia - Transsiberiano - Irkustk - 2009
Chegámos a Irkustk quatro dias depois de andar dia e noite de comboio. Fizemos mais de 5 mil kilómetros. Mais de metade do percurso que nos levará a Pequim. Daqui a Pequim são mais 2 700 kilómetros. Mas ainda falta a Mongólia...
Hoje vamos fazer um cruzeiro ao Baikal. O Baikal é a maior reserva de água doce do mundo. Ainda há pouco tempo o senhor Putin andou aqui num submarino e segundo li «comoveu-se» face à maravilha deste lago.
O Baikal é de facto um lago maravilhoso.
segunda-feira, agosto 17, 2009
6ª dia - Transsiberiano Pus - Sibéria 2009
Ainda no comboio....ainda na Sibéria...sempre a taiga siberiana...a maior floresta do mundo...sim, a maior floresta do mundo...não, não é a Amazónia a maior floresta do mundo...E senão vejamos: demoramos o mesmo tempo de Moscovo a Irkustk que levaremos de Irkustk a Pequim...4 dias...Isso é íncrível....
E este é o terceiro dia consecutivo no Transsiberiano...o comboio não pára...apita dia e noite...do outro lado da linha, os comboios que passam por nós estão carregados de madeira...
Amanhã, dia 18 de Agosto, pelas 6:00 da manhã, 1:00 em Lisboa, chegaremos a Irkustk...«capital» da Sibéria Ocidental....
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