quinta-feira, novembro 22, 2007
Waiting for Europe...13 de Dezembro, 2007
Estamos à vossa espera no dia 13 de Dezembro, ás 21:00, no Salão Nobre da Reitoria da Universidade de Lisboa para a secção de cinema e debate
Waiting for Europe
Associaram-se à iniciativa conjunta Europa Viva/CRIM/Licenciatura de Estudos Europeus:
-Representação da Comissão Europeia em Portugal (dra Margarida Marques)
-European Society for Education and Communication (ESEC)
- Escola Superior de Teatro e Cinema
- Universidade Fernando Pessoa
- Pelouro da Cultura da Câmara Municipal do Porto
- ACIDI - Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural
- RTP
- ICAM
- Federação Portuguesa dos Cineclubes
- Anne Frank House (Museu Anne Frank -Holanda)
- Ernst Klett Schulbuchverlag Leipzig GmbH, Leipzig
- Golden Girls Filmproductions- Austria
- FWU Institut fur Film und Medien GmbH - Alemanha
- BGM Film Kft - Hungria
- EPIDEM Films - Finlandia
Waiting for Europe
Associaram-se à iniciativa conjunta Europa Viva/CRIM/Licenciatura de Estudos Europeus:
-Representação da Comissão Europeia em Portugal (dra Margarida Marques)
-European Society for Education and Communication (ESEC)
- Escola Superior de Teatro e Cinema
- Universidade Fernando Pessoa
- Pelouro da Cultura da Câmara Municipal do Porto
- ACIDI - Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural
- RTP
- ICAM
- Federação Portuguesa dos Cineclubes
- Anne Frank House (Museu Anne Frank -Holanda)
- Ernst Klett Schulbuchverlag Leipzig GmbH, Leipzig
- Golden Girls Filmproductions- Austria
- FWU Institut fur Film und Medien GmbH - Alemanha
- BGM Film Kft - Hungria
- EPIDEM Films - Finlandia
A EUROPA FICA NOUTRA GALÁXIA?
Ainda que não por bons motivos, vale a pena ouvir a entrevista de Durão Barroso, Presidente da Comissão Europeia, à TSF. Ao estilo de Marcelo Rebelo de Sousa, aquela entrevista chumbava com 7. Nem sequer ia a exame. Mas a culpa não foi de Barroso. Foi sobretudo dos jornalistas, que conduziram uma entrevista ao nível das que encontramos numa revista cor-de-rosa: primeiro ficámos com a certeza de que não vai haver referendos ao Tratado de Lisboa, à excepção da Irlanda e por obrigação constitucional; depois passou-se ao de leve (talvez para não cansar os ouvintes) pelos principais desafios que se colocam à UE.
Para terminar a parte europeia da entrevista, (porque não resistiram a abordar os “ajustes de contas” no PSD) deu-se um genial período de questões pessoais. É então que João Marcelino, director do DN, dispara perguntas sobre “com que líderes tem melhores relações pessoais?”, ou se haverá diferenças entre a imagem mediática que eles projectam e o contacto privado. Só faltava perguntar ao Presidente da Comissão se tem por hábito mandar SMS a Angela Merkl ou se Sarkozy prefere Coca-Cola com ou sem limão. Para rematar, quando Durão Barroso lhe diz com naturalidade que “somos todos pessoais normais, com os nossos problemas e frustrações”, João Marcelino pergunta com insaciável curiosidade: “e trocam ideias sobre isso?”.
Este episódio seria apenas cómico se não fosse demonstrador de uma pobre realidade. Se é um facto que muitos portugueses fazem tudo para ignorar a construção europeia, é também verdade que a maioria dos nossos media nos retratam a Europa como uma realidade distante, inacessível e liderada por indivíduos quase sobre-humanos. E isso gera inevitavelmente um conformismo preocupante. Entre nós, foi curioso ler os jornais após a Cimeira de Outubro em Lisboa: as reportagens apenas sublinharam, em estilo festivo, os esforços da presidência portuguesa para agradar a todos e a importância de se ter ultrapassado um impasse institucional. Não houve contraditório nem espaço para a dúvida. Como se só o nome de Tratado de Lisboa fosse suficiente para que todos nós agradecêssemos a sua existência. Debater o próprio Tratado? Questionar se será a melhor resposta para os problemas da Europa? Isso é ser anti-europeu.
E isto leva-me novamente à entrevista da TSF. Segundo Durão Barroso, “se se generaliza a prática de haver referendo cada vez que há um novo tratado, então é muito pouco provável termos qualquer novo tratado”. Trocando por miúdos, é melhor não haver referendos pela simples razão que os europeus não têm o discernimento para reconhecer que o que está a ser cozinhado em Bruxelas vai de encontro ao que precisam. Mas apetece dizer: “Olhe que não! Olhe que não!” É que a Europa somos nós.
Os europeus devem ser chamados a participar mais nos processos de decisão, ao invés de verem as decisões impostas por uma instituição que lhes parece estar lá na tal galáxia distante. Porque senão também não se sentem motivados para votar nas eleições para o Parlamento Europeu, e é toda a legitimidade da UE que fica em causa. A Europa como projecto político é como um qualquer edifício: precisa de fundações fortes para resistir aos ventos e aos tremores de terra. E para isso tem que colocar, de uma vez, por todas os cidadãos no centro da construção europeia.
Sérgio Hipólito
Mestrando em Estudos Europeus (FLL)
Estagiário OIT (lisboa)
quarta-feira, novembro 21, 2007
Curso Europa e Religiões - Novembro
O módulo de Novembro do Curso Europa e Religiões é dedicadoa o Judaismo.
Assim:
27 de Novembro - Dra Esther Mucznick, 18:30, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Anfiteatro 1
2 de Dezembro - Sinagoga de Lisboa, 11:00
Assim:
27 de Novembro - Dra Esther Mucznick, 18:30, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Anfiteatro 1
2 de Dezembro - Sinagoga de Lisboa, 11:00
terça-feira, novembro 20, 2007
Exposição de Fotografia Europa Viva
Vamos realizar a 1ª exposição de fotografia Europa Viva,BRIC-cultura, nos próximos meses de Março/Abril de 2008na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Podem concorrer todos os associados da Europa Viva. Cada associado pode enviar em formato digital ou em papel (medidas normais de fotografia) 3 obras. As «obras» serão submetidas a um juri, presidido pela Profª Teresa Alves, que escolherá das 3 obras aquelas que deverão ser expostas: 1 ou 2 ou mesmo 3 de cada autor.
As fotografias devem ser enviadas de 1 a 7 de Janeiro de 2008:
Se enviar as suas obras por mail, faça-o para o endereço:
europaviva.associacaocultural@gmail.com
Nota: A sua candidatura não será aceite se o suporte digital não for enviado para este mail.
Se enviar os suportes em papel, faça-o para a morada da sede da Europa Viva:
Rua Jacinto Nunes, 7 - r/c dto frente - 1170 - 187 Lisboa
Nota: Não aceitamos fotografias enviadas fora deste prazo: de 1 a 7 de Janeiro e não aceitamos fotografias enviadas para outros endereços senão os citados.
Art 7 - Declaração Universal dos Direitos do Homem
Todos são iguais perante a lei e, sem distinção, têm direito a igual protecção da lei. Todos têm direito a protecção igual contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.
segunda-feira, novembro 19, 2007
Europa Viva - Agenda Cultura da Comissão Europeia
O projecto Europa Viva assenta na promoção, reflexão e divulgação da cultura europeia, dos valores da cidadania e da solidariedade social.
Estamos satisfeitos pela agenda europeia da cultura, aprovada recentemente, ter consagrado os objectivos da nossa missão como propósitos fundamentais da sua agenda politica, nomeadamente em pontos para os quais a Europa Viva já tem projectos há dois anos no terreno:
- Promoção e implementação da Convenção da Protecção e Promoção da Diversidade Cultural; (projecto Europa em Movimento)
- Maximização do potencial cultural das Industrias Criativas; (a Europa Viva é membro da UNESCO para o projecto Alliance Globalle);
- Promoção do património cultural europeu (Projecto Casa da Memória)
Os projectos da Europa Viva estão descritos em
www.europaviva.eu
Estamos satisfeitos pela agenda europeia da cultura, aprovada recentemente, ter consagrado os objectivos da nossa missão como propósitos fundamentais da sua agenda politica, nomeadamente em pontos para os quais a Europa Viva já tem projectos há dois anos no terreno:
- Promoção e implementação da Convenção da Protecção e Promoção da Diversidade Cultural; (projecto Europa em Movimento)
- Maximização do potencial cultural das Industrias Criativas; (a Europa Viva é membro da UNESCO para o projecto Alliance Globalle);
- Promoção do património cultural europeu (Projecto Casa da Memória)
Os projectos da Europa Viva estão descritos em
www.europaviva.eu
Assembleia Geral Europa Viva - resultados
Da Assembleia Geral realizada a 17 de Novembro resultaram 3 pontos fundamentais:
1. Foram aprovados os novos corpos associativos;
2.Europa Viva assenta a sua estratégia para o biénio 2007-2009 nos projectos Casa da Memória, Europa Sénior e Europa em Movimento;
3.A Europa Viva aposta na formação nas áreas dos estudos europeus, da cultura europeia, da musica, da fotografia e video.
1. Foram aprovados os novos corpos associativos;
2.Europa Viva assenta a sua estratégia para o biénio 2007-2009 nos projectos Casa da Memória, Europa Sénior e Europa em Movimento;
3.A Europa Viva aposta na formação nas áreas dos estudos europeus, da cultura europeia, da musica, da fotografia e video.
domingo, novembro 18, 2007
sábado, novembro 17, 2007
sexta-feira, novembro 16, 2007
Noticias Cultura Europeia...
The Culture Council today agreed on a European Agenda for culture which introduces a more structured system of cooperation and concrete priorities, on the basis of the Commission's proposals presented in May 2007[1].
"This is the beginning of a new era in the way the Member States, the European Commission and cultural stakeholders work together. Joining our forces, we will be better equipped to respond to some of the major challenges that the cultural sector is facing," said Mr Ján Figel', European Commissioner for Education, Training, Culture and Youth.
Indeed, the Council has endorsed three major objectives that will together form a common cultural strategy for the European Institutions, the Member States, and the cultural and creative sector:
-promotion of cultural diversity and intercultural dialogue;
-promotion of culture as a catalyst for creativity in the framework of the Lisbon Strategy for growth, employment, innovation and competitiveness; and
-promotion of culture as a vital element in the Union's international relations.
The Council resolution includes five specific priority areas of action for the 2008-2010 period:
-improve the conditions for the mobility of artists and other professionals in the cultural field;
-promote access to culture, especially by promoting cultural heritage, cultural tourism, multilingualism, digitisation, synergies with education (in particular arts education) and greater mobility of collections;
develop data, statistics and methodologies in the cultural sector and improve their comparability;
-maximise the potential of cultural and creative industries, in particular that of SMEs;
-promote and implement the UNESCO Convention on the Protection and Promotion of the Diversity of Cultural Expressions.
"This is the beginning of a new era in the way the Member States, the European Commission and cultural stakeholders work together. Joining our forces, we will be better equipped to respond to some of the major challenges that the cultural sector is facing," said Mr Ján Figel', European Commissioner for Education, Training, Culture and Youth.
Indeed, the Council has endorsed three major objectives that will together form a common cultural strategy for the European Institutions, the Member States, and the cultural and creative sector:
-promotion of cultural diversity and intercultural dialogue;
-promotion of culture as a catalyst for creativity in the framework of the Lisbon Strategy for growth, employment, innovation and competitiveness; and
-promotion of culture as a vital element in the Union's international relations.
The Council resolution includes five specific priority areas of action for the 2008-2010 period:
-improve the conditions for the mobility of artists and other professionals in the cultural field;
-promote access to culture, especially by promoting cultural heritage, cultural tourism, multilingualism, digitisation, synergies with education (in particular arts education) and greater mobility of collections;
develop data, statistics and methodologies in the cultural sector and improve their comparability;
-maximise the potential of cultural and creative industries, in particular that of SMEs;
-promote and implement the UNESCO Convention on the Protection and Promotion of the Diversity of Cultural Expressions.
Assembleia Geral Europa Viva
A Assembleia Geral da Europa Viva, Associação Europeia para a Criatividade e Solidariedade, reune dia 17 de Novembro em Lisboa.
Declaração Universal dos Direitos do Homem - Artigo 6
Todos os indivíduos têm direito ao reconhecimento em todos os lugares da sua personalidade jurídica.
Do Neva, S.Peterburgo, um poema de Anna Akhmatova
Perdoar-me-ás esses dias de Novembro?
Nos canais que vão ao Neva tremulam as luzes.
Do trágico outono são pobres os esplendores.
Novembro de 1913
S.Peterburgo
Anna Akhmatova
Da Europa e do papel dos intelectuais, um texto de Sérgio Hipólito
DO PAPEL DOS INTELECTUAIS NA EUROPA
Notável o artigo de Inês Pedrosa na sua habitual crónica semanal na revista Única, do Expresso. Assino por baixo. Nenhum país pode ter cidadãos esclarecidos sem uma elite intelectual. Em Portugal, a situação é catastrófica: os governantes oferecem-se, patrioticamente, para carregar sozinhos o pesado fardo de pensar na política. E isso preocupa-me.
Preocupa-me a recente entrevista de José Rodrigues do Santos a apontar interferências entre o poder político e a estação de televisão pública; preocupa-me que mal acabe o telejornal da RTP se ofereçam tempos de antena, sem contraditório, a personalidades que se tentam mostrar independentes mas que estão mais colados aos jogos políticos do que uma lapa à rocha; preocupa-me que o espaço de opinião dos jornais de referência esteja frequentemente ocupado por ministros a puxarem o lastro a medidas que “vão definitivamente colocar o país na linha da frente da Europa.”
Mutatis mutandis, é também isso que se passa um pouco por toda a Europa. A União Europeia, herdeira dos vários impérios que dominaram o nosso continente, e que é hoje o veículo da europeização, olha com desconfiança para a importância dos intelectuais. Personalidades como Eduardo Lourenço, Fernando Savater ou Umberto Eco, não desempenham qualquer papel reconhecido no projecto europeu. Tudo é dominado por eurocratas, indivíduos desconhecidos que trabalham fechados nos seus escritórios e que se dedicam a fabricar milhares de leis, estudos, pareceres e “agências” sobre tudo e mais alguma coisa. Desde o transporte do peixe até à composição das embalagens dos cereais.
É necessário diminuir o fosso que separa a Europa dos cidadãos, e os grandes escritores e pensadores têm um papel fundamental. São eles que podem criar as bases que falta para que os europeus se sintam mobilizados por este projecto que lhes garante a paz há mais de 50 anos. São eles que podem ajudar a construir um sentimento de pertença a uma história, geografia e filosofia comuns, e a destruir a ideia que a Europa é apenas “a expressão para o défice máximo de três por cento”.
Há meio século, Schumann referia-se, nos seus discursos, a Thomas More, a Dante e a Paul Valéry. Pare ele, construir a Europa era “um grande desígnio moral” e falava-se frequentemente da “alma da Europa”. Infelizmente não se ouvem expressões com estas nos corredores do Berlaymont. Os líderes europeus de hoje ainda não perceberam (ou não querem perceber) que a Europa é cada vez mais apenas um arranha-céus em Bruxelas. E assim o projecto caminha para a implosão.
Sérgio Hipólito
Mestrando Estudos Europeus (FLL)
Estagiário OIT - Lisboa
quarta-feira, novembro 14, 2007
Dia 13 Dezembro, 21:30, Salão Nobre Reitoria, entrada livre

INICIATIVA EUROPA VIVA NUMA PARCERIA COM A LICENCIATURA DE ESTUDOS EUROPEUS - FACULDADE DE LETRAS DA UNIVERSIDADE DE LISBOA
13 de Dezembro...Salão Nobre da Reitoria, 21:30, Waiting for Europe
Wainting for Europe, um filme de Chrsitine Reeh, realizadora alemã, radicada em Portugal há mais de 10 anos, ganhou dois dos mais importantes prémios mundiais para documentário.
Christine Reeh e as Produções C.R.I.M aceitaram o desafio da Europa Viva para projectar o filme seguido de debate, iniciativa esta que seria integrada no Ciclo das Grandes Lições, justamente no módulo Cinema, aproveitando também o facto de estarmos muito perto da assinatura do Tratado de Lisboa e de ser uma boa proposta de reflexão para este calendário Europeu.
Propusemos igualmente a iniciativa à Licenciatura de Estudos Europeus com quem já temos uma parceria, e com quem estamos a desenvolver o Ciclo das Grandes Lições, e rápidamente se operacionalizou o «evento».
Inicialmente estava previsto que Wainting for Europe fosse projectado no Anfiteatro, mas os esforços da Professora Teresa Alves resultaram num lugar mais institucional para esta iniciativa, o Salão Nobre da Reitoria da Universidade de Lisboa, que conta também com a presença da Direcção da Representação da Comissão Europeia em Portugal.
Estão assim reunidas todas as condições para tornarmos a projecção do filme e o debate que se segue um contributo sério na discussão, reflexão e promoção da construção do projecto e do pensamento europeu.
A entrada é livre. Todos os associados da Europa Viva estão convidados.
Christine Reeh e as Produções C.R.I.M aceitaram o desafio da Europa Viva para projectar o filme seguido de debate, iniciativa esta que seria integrada no Ciclo das Grandes Lições, justamente no módulo Cinema, aproveitando também o facto de estarmos muito perto da assinatura do Tratado de Lisboa e de ser uma boa proposta de reflexão para este calendário Europeu.
Propusemos igualmente a iniciativa à Licenciatura de Estudos Europeus com quem já temos uma parceria, e com quem estamos a desenvolver o Ciclo das Grandes Lições, e rápidamente se operacionalizou o «evento».
Inicialmente estava previsto que Wainting for Europe fosse projectado no Anfiteatro, mas os esforços da Professora Teresa Alves resultaram num lugar mais institucional para esta iniciativa, o Salão Nobre da Reitoria da Universidade de Lisboa, que conta também com a presença da Direcção da Representação da Comissão Europeia em Portugal.
Estão assim reunidas todas as condições para tornarmos a projecção do filme e o debate que se segue um contributo sério na discussão, reflexão e promoção da construção do projecto e do pensamento europeu.
A entrada é livre. Todos os associados da Europa Viva estão convidados.
Myanmar - Birmânia ...texto de Laudelino Pellitero
Sen revolución, nin azafrán
Houbo un tempo, non moi lonxincuo, alá polos anos 20 do pasado século, no que a antiga Birmania colonial británica, era un países máis ricos de Asia.
Tras dun século, Birmania , hoxe Myanmar, carga coa insoportábel lousa de ser un dos estados menos desenvolvidos do mundo, cunha renda per cápita que a penas supera os 1000€ anuais. As estatísticas da OMS outórganlle a negra honra de ter os peores servizos Sanitarios do mundo con medio millón de infectados de SIDA e seiscentos mil de malaria. No IDH (Índice de Desenvolvemento Humano) figura no lugar 131 de 175 países.
Por tanto, cohabitan suficientes causas estruturais, para que prenda a mecha dunha revolución. Pero non semella que a denominada Revolución Azafrán sexa a que mude arestora o curso da historia.
Nun país tan atomizado étnica, política e territorialmente, o budismo é o único elemento trasversal de cohesión real. Nel Profesa o 89% da poboación, contra tan só un 4% de musulmáns ou cristiáns. Paradoxalmente, nun informe oficial da Nacións Unidas (2006), os monxes budistas protagonistas da “Denominada Revolución do Azafrán” eran situados nunha cómoda hibernación, baixo o manto do goberno militar que pretendía a súa instrumentalización.
Tamén podería funcionar como aglutinante a etnia maioritaria os Burneses, que deron nome ao país “Burna” entre 1962 e 1988, e representan o 68% da poboación, pero fracasaron estrepitosamente no intento de diluír as outras grandes minorías: Shan 10%, Karen 7%...
O Budismo foi o ingrediente vernáculo e diferencial que a vía Burmana do socialismo aportou no período 1962- 1988, durante a vixencia da República Socialista da Unión de Burna. Os outros dous ingredientes: nacionalismo ou socialismo xa formaban parte das receitas clásicas.
Múltiples causas teñen empurrado aos monxes á rúa. Algunhas estruturais como:
O esmagamento sistemático das minorías étnicas. Calquera manifestación, pacífica ou armada, foi considerada como un atentado á seguridade nacional. Solucionada coa mesma fórmula chea de represión. Aínda que esta formula exisise que o gasto militar fose un 264% superior ao gasto en Sanidade e Educación. Unha das peores ratios do mundo
A falta dun estado de dereito. Carece de constitución ou utiliza a do 74 dun réxime militar ao que derrocaron militarmente.
A imcompetencia manifesta no goberno demostrada nunha nefasta xestión económica e nun ambiente de corrupción xeneralizada que sitúan a Myanmar no lugar 163 de 167 países analizados por Transparency International
Outras moitas conxunturais como: A crise bancaria do 2003 e atinxiu a 20 bancos e provocou o pánico social. A multiplicación do prezo dos combustíbeis por oito no outono de 2005. A conxelación de salarios en medio de inflación descontrolada.
O último detonante foi a nova suba dos carburantes, que rebentou toda a paciencia acumulada durante décadas.
Pero os monxes carecen de estrutura de resistencia, organización clandestina, de líderes sociais, de programa reivindicativo e de alternativa de goberno. A oposición democrática está, perseguida, exiliada e debilitada. Os movementos polos dereitos das minorías ou foron aniquilados ou pactaron unha Pax Romana. Os sectores militares moderados ou negociadores están apartados ou detidos.
A propia líder do NLD, en arresto domiciliario, a opositora Aung San Sun Kyi, filla do mítico líder da independencia Aung San, que promovía a “unidade na diversidade”, é cuestionada en medios opositores pola súa ineficaz estratexia de desgaste da única xunta militar que perdura no mundo.
Nas actuais circunstancias, a única institución que domina Myanmar é un exército, que non permite que agrome a revolución azafrán. Máis tolerante se mostra con outras plantacións como as do opio que nutren as redes da corrupción cunha forza suficiente para disputarlle a Afganistán a primacía mundial da produción.
Laudelino Pellitero
Presidente do IGADI
Houbo un tempo, non moi lonxincuo, alá polos anos 20 do pasado século, no que a antiga Birmania colonial británica, era un países máis ricos de Asia.
Tras dun século, Birmania , hoxe Myanmar, carga coa insoportábel lousa de ser un dos estados menos desenvolvidos do mundo, cunha renda per cápita que a penas supera os 1000€ anuais. As estatísticas da OMS outórganlle a negra honra de ter os peores servizos Sanitarios do mundo con medio millón de infectados de SIDA e seiscentos mil de malaria. No IDH (Índice de Desenvolvemento Humano) figura no lugar 131 de 175 países.
Por tanto, cohabitan suficientes causas estruturais, para que prenda a mecha dunha revolución. Pero non semella que a denominada Revolución Azafrán sexa a que mude arestora o curso da historia.
Nun país tan atomizado étnica, política e territorialmente, o budismo é o único elemento trasversal de cohesión real. Nel Profesa o 89% da poboación, contra tan só un 4% de musulmáns ou cristiáns. Paradoxalmente, nun informe oficial da Nacións Unidas (2006), os monxes budistas protagonistas da “Denominada Revolución do Azafrán” eran situados nunha cómoda hibernación, baixo o manto do goberno militar que pretendía a súa instrumentalización.
Tamén podería funcionar como aglutinante a etnia maioritaria os Burneses, que deron nome ao país “Burna” entre 1962 e 1988, e representan o 68% da poboación, pero fracasaron estrepitosamente no intento de diluír as outras grandes minorías: Shan 10%, Karen 7%...
O Budismo foi o ingrediente vernáculo e diferencial que a vía Burmana do socialismo aportou no período 1962- 1988, durante a vixencia da República Socialista da Unión de Burna. Os outros dous ingredientes: nacionalismo ou socialismo xa formaban parte das receitas clásicas.
Múltiples causas teñen empurrado aos monxes á rúa. Algunhas estruturais como:
O esmagamento sistemático das minorías étnicas. Calquera manifestación, pacífica ou armada, foi considerada como un atentado á seguridade nacional. Solucionada coa mesma fórmula chea de represión. Aínda que esta formula exisise que o gasto militar fose un 264% superior ao gasto en Sanidade e Educación. Unha das peores ratios do mundo
A falta dun estado de dereito. Carece de constitución ou utiliza a do 74 dun réxime militar ao que derrocaron militarmente.
A imcompetencia manifesta no goberno demostrada nunha nefasta xestión económica e nun ambiente de corrupción xeneralizada que sitúan a Myanmar no lugar 163 de 167 países analizados por Transparency International
Outras moitas conxunturais como: A crise bancaria do 2003 e atinxiu a 20 bancos e provocou o pánico social. A multiplicación do prezo dos combustíbeis por oito no outono de 2005. A conxelación de salarios en medio de inflación descontrolada.
O último detonante foi a nova suba dos carburantes, que rebentou toda a paciencia acumulada durante décadas.
Pero os monxes carecen de estrutura de resistencia, organización clandestina, de líderes sociais, de programa reivindicativo e de alternativa de goberno. A oposición democrática está, perseguida, exiliada e debilitada. Os movementos polos dereitos das minorías ou foron aniquilados ou pactaron unha Pax Romana. Os sectores militares moderados ou negociadores están apartados ou detidos.
A propia líder do NLD, en arresto domiciliario, a opositora Aung San Sun Kyi, filla do mítico líder da independencia Aung San, que promovía a “unidade na diversidade”, é cuestionada en medios opositores pola súa ineficaz estratexia de desgaste da única xunta militar que perdura no mundo.
Nas actuais circunstancias, a única institución que domina Myanmar é un exército, que non permite que agrome a revolución azafrán. Máis tolerante se mostra con outras plantacións como as do opio que nutren as redes da corrupción cunha forza suficiente para disputarlle a Afganistán a primacía mundial da produción.
Laudelino Pellitero
Presidente do IGADI
terça-feira, novembro 13, 2007
Waiting for Europe...13 de Dezembro, 2007
Tudo a postos para a projecção do filme Waiting for Europe, seguido de debate. Esta iniciativa da Europa Viva em parceria com a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tem sido um sucesso em termos de participação dos representantes da sociedade civil na discusão que estamos certos muito dignificará a reflexão sobre os temas europeus, numa altura (assinatura do Tratado de Lisboa) em que é preciso agendar a Europa Cultural e não apenas a Europa politica e social.
Dia 13 de Dezembro, 21:30, Salão Nobre Reitoria da Universidade de Lisboa
Entrada livre
Dia 13 de Dezembro, 21:30, Salão Nobre Reitoria da Universidade de Lisboa
Entrada livre
Europa Sénior - muito boas noticias
O projecto Europa Sénior vai entrar numa fase decisiva da sua implantação. O Centro de Dia da Penha de França alragou a sua parceria com a Europa Viva, aumentando o numero de casos que acompanhamos nos domicilios.
Como sabem Europa Sénior destina-se a apoiar os séniores da cidade de Lisboa, por agora estamos radicados exclusivamente na Penha de França, que por alguma razão se encontram sós, desprotegidos ou desamparados.
Compete-nos visitá-los, transportá-los ou acompanhá-los às consultas médicas, visitá-los nos hospitais, enfim, sermos uma presença amiga na vida destes homens e destas mulheres que vivem e se sentem sós.
Como sabem Europa Sénior destina-se a apoiar os séniores da cidade de Lisboa, por agora estamos radicados exclusivamente na Penha de França, que por alguma razão se encontram sós, desprotegidos ou desamparados.
Compete-nos visitá-los, transportá-los ou acompanhá-los às consultas médicas, visitá-los nos hospitais, enfim, sermos uma presença amiga na vida destes homens e destas mulheres que vivem e se sentem sós.
segunda-feira, novembro 12, 2007
Declaração Universal dos Direitos do Homem - Artigo 5
Ninguém será submetido a tortura nem a penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes.
Europa Viva no seminário Associativismo e Cultura Cívica

Não quero deixar de agradecer, a participação da Ana Paula no seminário “Associativismo e Cultura Cívica” do curso de 2º ciclo Cultura e Sociedade na Europa. Gostámos imenso de a ouvir e foi muito útil para os alunos.
Mª Alexandre Lousada
Professora FLL, geógrafa
17 de Novembro - Assembleia Geral Europa Viva
Realiza-se no próximo dia 17 de Novembro pelas 15:00, em Lisboa, a Assembleia Geral da Europa Viva, Associação Europeia para a Criatividade e Solidariedade Social.
domingo, novembro 11, 2007
Artigo 4 Declaração Universal dos Direitos do Homem
Ninguém será mantido em escravatura ou em servidão; a escravatura e o trato dos escravos, sob todas as formas, são proibidos.
Projecto Casa da Memória
Programação Casa da Memória 2007- 2008
Módulo Judaismo - Curso Europa e Religiões
27 de Novembro - Anfiteatro I, Profª Esther Muczink, Faculdade de Letras
(só participantes do Curso)
Dia 2 de Dezembro: visita Sinagoga de Lisboa, 11:00
Entrada Livre a todos os associados Europa Viva
Encontro de Cinema
(parceria entre Europa Viva e Licenciatura de Estudos Europeus, comemoração Tratado de Lisboa, iniciativa e organição Europa Viva
Dia 13 de Dezembro, 17:00, Anfiteatro III, Faculdade de Letras: passagem do filme Wainting for Europe, realizado por Christine Reeh, vencedor de dois prémios importantes (BEST INTERNATIONAL DOCUMENTARY - do New York International Independent Film and Video Festival e o Grande Prémio Erasmus EuroMedia Awards 2007)
O filme será seguido de um debate que conta com a participação de várias personalidades e insvestigadores ligados à União Europeia e às migrações.
Entrada Livre
Ciclo das Grandes Lições
18:00, Anfiteatro I, Faculdade de Letras, entrada livre
Dia 5 de Dezembro - conferencista:Vitor Belanciano, antropólogo, critico de música, As tendencias contemporâneas da música
;
Dia 10 de Janeiro: APAV, CRUZ VERMELHA E BANCO ALIMENTAR falam de Voluntariado, hoje;
Dia 24 de Janeiro: Sandra Martinho, professora universitária, fundadora de E-value, Alterações Climáticas, somos responsáveis?
Dia 12 de Março: Aida Chamiça, especialista em Coaching e em Inteligência Emocional, Enfrentar os desafios do futuro com inteligência [emocional]
Curso Video, ver programa e horário www.europaviva.eu
Formador Carlos Vieira - acreditado pelas Nações Unidas como operador permanente, fotojornalista, especialista em video
Módulo Judaismo - Curso Europa e Religiões
27 de Novembro - Anfiteatro I, Profª Esther Muczink, Faculdade de Letras
(só participantes do Curso)
Dia 2 de Dezembro: visita Sinagoga de Lisboa, 11:00
Entrada Livre a todos os associados Europa Viva
Encontro de Cinema
(parceria entre Europa Viva e Licenciatura de Estudos Europeus, comemoração Tratado de Lisboa, iniciativa e organição Europa Viva
Dia 13 de Dezembro, 17:00, Anfiteatro III, Faculdade de Letras: passagem do filme Wainting for Europe, realizado por Christine Reeh, vencedor de dois prémios importantes (BEST INTERNATIONAL DOCUMENTARY - do New York International Independent Film and Video Festival e o Grande Prémio Erasmus EuroMedia Awards 2007)
O filme será seguido de um debate que conta com a participação de várias personalidades e insvestigadores ligados à União Europeia e às migrações.
Entrada Livre
Ciclo das Grandes Lições
18:00, Anfiteatro I, Faculdade de Letras, entrada livre
Dia 5 de Dezembro - conferencista:Vitor Belanciano, antropólogo, critico de música, As tendencias contemporâneas da música
;
Dia 10 de Janeiro: APAV, CRUZ VERMELHA E BANCO ALIMENTAR falam de Voluntariado, hoje;
Dia 24 de Janeiro: Sandra Martinho, professora universitária, fundadora de E-value, Alterações Climáticas, somos responsáveis?
Dia 12 de Março: Aida Chamiça, especialista em Coaching e em Inteligência Emocional, Enfrentar os desafios do futuro com inteligência [emocional]
Curso Video, ver programa e horário www.europaviva.eu
Formador Carlos Vieira - acreditado pelas Nações Unidas como operador permanente, fotojornalista, especialista em video
sábado, novembro 10, 2007
Criticos, Criativos e Cuidantes
Críticos, criativos, cuidantes
Já se disse acertadamente que educar não é encher uma vasilha vazia mas acender uma luz. Em outras palavras, educar é ensinar a pensar e não apenas ensinar a ter conhecimentos. Estes nascem do hábito de pensar com profundidade. Hoje em dia conhecemos muito mas pensamos pouco o que conhecemos. Aprender a pensar é decisivo para nos situar autonomamente no interior da sociedade do conhecimento e da informação. Caso contrário, seremos simples caudatários dela, condenados a repetir modelos e fórmulas que se superam rapidamente. Para pensar, de verdade, precisamos ser críticos, criativos e cuidantes.
Somos críticos quando situamos cada texto ou evento em seu contexto biográfico, social e histórico. Todo conhecimento envolve também interesses que criam ideologias que são formas de justificação e também de encobrimento. Ser crítico é tirar a máscara dos interesses excusos e trazer à tona conexões ocultas. A crítica boa é sempre também auto-crítica. Só assim se abre espaço para um conhecimento que melhor corresponde ao real sempre cambiante. Pensar criticamente é dar as boas razões para aquilo que queremos e também implica situar o ser humano e o mundo no quadro geral das coisas e do universo em evolução.
Somos criativos quando vamos além das fórmulas convencionais e inventamos maneiras surpreendentes de expressar a nós mesmos e de pronunciar o mundo; quando estabelecemos conexões novas, introduzimos diferenças sutis, identificamos potencialidades da realidade e propomos inovações e alternativas consistentes. Ser criativo é dar asas à imaginação "a louca da casa" que sonha com coisas ainda não ensaiadas mas sem esquecer a razão que nos segura ao chão e nos garante o sentido das mediações.
Somos cuidantes quando prestamos atenção aos valores que estão em jogo, atentos ao que realmente interessa e preocupados com o impacto que nossas idéias e ações podem causar nos outros. Somos cuidantes quando não nos contentamos apenas em classificar e analisar dados, mas quando discernimos atrás deles, pessoas, destinos e valores. Por isso, somos cuidantes quando distinguimos o que é urgente e o que não é, quando estabelecemos prioridades e aceitamos processos. Em outras palavras, ser cuidante é ser ético, pessoa que coloca o bem comum acima do bem particular, que se responsabiliza pela qualidade de vida social e ecológica e que dá valor à dimensão espiritual, importante para o sentido da vida e da morte.
A tradição iluminista de educação tem enfatizado muito a dimensão crítica e criativa e menos a cuidante. Esta é hoje urgente. Se não formos coletivamente cuidantes esvaziaremos a crítica e a criatividade e podemos pôr tudo a perder, o bem viver em sociedade com justiça mínima e paz necessária e as as condições da biosfera sem as quais não há vida. Albert Einstein despertou para a dimensão cuidante de todo saber quando Krishnamurti o interpelou: Em que medida, Sr. Einstein, a sua teoria da relatividade ajuda a minorar o sofrimento humano? Einstein, perplexo, guardou nobre silêncio. Mas mudou. A partir dai se comprometeu pela paz e contra as armas nucleares. Em todos os âmbitos da vida, precisamos de pessoas críticas, criativas e cuidantes. É condição para uma cidadania plena e para uma sociedade que sempre se renova. Tarefa da educação hoje é criar tal tipo de pessoas.
Leonardo Boff
(Texto enviado por Lurdes Fidalgo, doutora em Ciências Biomédicas no ICBAS da Universidade do Porto, investigadora nos dominios da educação e psicologia discursiva)
Já se disse acertadamente que educar não é encher uma vasilha vazia mas acender uma luz. Em outras palavras, educar é ensinar a pensar e não apenas ensinar a ter conhecimentos. Estes nascem do hábito de pensar com profundidade. Hoje em dia conhecemos muito mas pensamos pouco o que conhecemos. Aprender a pensar é decisivo para nos situar autonomamente no interior da sociedade do conhecimento e da informação. Caso contrário, seremos simples caudatários dela, condenados a repetir modelos e fórmulas que se superam rapidamente. Para pensar, de verdade, precisamos ser críticos, criativos e cuidantes.
Somos críticos quando situamos cada texto ou evento em seu contexto biográfico, social e histórico. Todo conhecimento envolve também interesses que criam ideologias que são formas de justificação e também de encobrimento. Ser crítico é tirar a máscara dos interesses excusos e trazer à tona conexões ocultas. A crítica boa é sempre também auto-crítica. Só assim se abre espaço para um conhecimento que melhor corresponde ao real sempre cambiante. Pensar criticamente é dar as boas razões para aquilo que queremos e também implica situar o ser humano e o mundo no quadro geral das coisas e do universo em evolução.
Somos criativos quando vamos além das fórmulas convencionais e inventamos maneiras surpreendentes de expressar a nós mesmos e de pronunciar o mundo; quando estabelecemos conexões novas, introduzimos diferenças sutis, identificamos potencialidades da realidade e propomos inovações e alternativas consistentes. Ser criativo é dar asas à imaginação "a louca da casa" que sonha com coisas ainda não ensaiadas mas sem esquecer a razão que nos segura ao chão e nos garante o sentido das mediações.
Somos cuidantes quando prestamos atenção aos valores que estão em jogo, atentos ao que realmente interessa e preocupados com o impacto que nossas idéias e ações podem causar nos outros. Somos cuidantes quando não nos contentamos apenas em classificar e analisar dados, mas quando discernimos atrás deles, pessoas, destinos e valores. Por isso, somos cuidantes quando distinguimos o que é urgente e o que não é, quando estabelecemos prioridades e aceitamos processos. Em outras palavras, ser cuidante é ser ético, pessoa que coloca o bem comum acima do bem particular, que se responsabiliza pela qualidade de vida social e ecológica e que dá valor à dimensão espiritual, importante para o sentido da vida e da morte.
A tradição iluminista de educação tem enfatizado muito a dimensão crítica e criativa e menos a cuidante. Esta é hoje urgente. Se não formos coletivamente cuidantes esvaziaremos a crítica e a criatividade e podemos pôr tudo a perder, o bem viver em sociedade com justiça mínima e paz necessária e as as condições da biosfera sem as quais não há vida. Albert Einstein despertou para a dimensão cuidante de todo saber quando Krishnamurti o interpelou: Em que medida, Sr. Einstein, a sua teoria da relatividade ajuda a minorar o sofrimento humano? Einstein, perplexo, guardou nobre silêncio. Mas mudou. A partir dai se comprometeu pela paz e contra as armas nucleares. Em todos os âmbitos da vida, precisamos de pessoas críticas, criativas e cuidantes. É condição para uma cidadania plena e para uma sociedade que sempre se renova. Tarefa da educação hoje é criar tal tipo de pessoas.
Leonardo Boff
(Texto enviado por Lurdes Fidalgo, doutora em Ciências Biomédicas no ICBAS da Universidade do Porto, investigadora nos dominios da educação e psicologia discursiva)
sexta-feira, novembro 09, 2007
A Alma Russa e a Identidade Europeia, um texto de Sérgio Hipólito
A ALMA RUSSA E A IDENTIDADE EUROPEIA
O forte nacionalismo russo sempre tentou encobrir o que a mim não me deixa dúvidas: a cultura russa é parte integrante da identidade europeia, da mesma forma que não se pode compreender o país dos czares ignorando a sua “costela” europeísta. Nomes muito destacados, como Alexandr Pushkin, Pedro, o Grande, ou Leo Tolstoy, foram educados segundo paradigmas europeus (sobretudo franceses) e passaram períodos da sua vida a viajar por toda a Europa para melhor tomarem contacto com a arte, a literatura e a ciência que despontavam. Mas foram também russos como aqueles aqui referidos que nos deixaram obras tão incontornáveis como “Guerra e Paz”, ou que mandaram edificar a própria S. Petersburgo, talvez uma das mais belas cidades russas, mas certamente a mais europeia entre todas elas.
Recentemente, tomei contacto com outra figura que apenas consolidou a minha certeza sobre a forte presença de traços russos na alma europeia: Piotr Ilich Tchaikovsky. Não desejo entrar muito nos detalhes da sua vida, mas há um episódio que revela a dimensão da sua figura. Quando o nome de Tchaikovsky já era conhecido por toda a Europa, os defensores do tal espírito nacionalista russo, liderados por outro famoso compositor, Glinka, tentaram “agarrar” a criatividade de Tchaikovsky e pô-la ao serviço da criação de uma música puramente russa que se queria livre de qualquer tipo de influência estrangeira. Mas o espírito cosmopolita e (porque não dizê-lo, por mais que custe aos russos?) o espírito europeu de Tchaikovsky levaram-no a rejeitar esta proposta. Pelo contrário, o compositor continuou a insistir na notável fusão de sons que marca a sua obra, e que junta o melhor da música russa com as influências da mais erudita música clássica que se fazia no coração da Europa.
Ainda hoje, qualquer adolescente “embriagado” nos novos sons urbanos consegue reconhecer as mais famosas composições de Tchaikovsky, como “O Quebra-Nozes” ou mesmo “O Lago dos Cisnes”, da mesma forma que reconhece obras tão simbólicas como a 7ª Sinfonia de Mozart, ou a 9ª Sinfonia de Beethoven. E essa é a maior prova do profundo jogo de influências entre a “alma russa” e a identidade europeia. Por muito que o nacionalismo russo o tente negar.
Sérgio Hipólito
Mestrando de Estudos Europeus,
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
Estagiário na OIT em Lisboa
A Europa Viva como plataforma criativa...
Nascemos para construir «real» e para inscrever na história uma narrativa criativa. Não estaremos a cumprir a nossa missão se não nos posicionarmos como plataforma através da qual a massa criativa dos jovens portugueses possa expressar-se. Obviamente que o cumprimentos desta missão será tanto mais abrangente quanto maior for a nossa capacidade financeira para suportar mecanismos que ajudem a constuir esta plataforma, que por seu turno será tanto maior, quanto maior for a nossa capacidade de produzir «real».
Ao abrirmos o projecto Europa Viva aos mestrandos de Estudos Europeus da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, nesta fase preliminar da abertura da instituição ao mundo universitário, já que queremos chegar a outras Faculdades de outras Universidades, estamos a cumprir um dos nossos desígnios fundamentais: contribuir para a divulgação do pensamento dos jovens pensadores.
Trata-se pois de um momento muito importante do crescimento da nossa instituição que a Direcção não pode deixar de partilhar com a sua massa associativa e com todos os leitores do nosso blog.
Ao abrirmos o projecto Europa Viva aos mestrandos de Estudos Europeus da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, nesta fase preliminar da abertura da instituição ao mundo universitário, já que queremos chegar a outras Faculdades de outras Universidades, estamos a cumprir um dos nossos desígnios fundamentais: contribuir para a divulgação do pensamento dos jovens pensadores.
Trata-se pois de um momento muito importante do crescimento da nossa instituição que a Direcção não pode deixar de partilhar com a sua massa associativa e com todos os leitores do nosso blog.
Parceria Europa Viva - Licenciatura de Estudos Europeus
Os alunos de mestrado em Estudos Europeus da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa vão começar a ajudar a construir o nosso blog.
Até aqui fomos um blog meramente informativo, funcionámos apenas como «jornal» do projecto associativo e de todos os programas que compõem a nossa agenda cultural. Claro que vamos continuar a desempenhar preferencialmente esta vocação: isto é, a responder diáriamente, ás perguntas, quem somos? O que fazemos? Como? E com quem...
Só que a par da componente informativa, que constituirá como já se disse, o núcleo central do blog, vamos criar espaços de formação cultural ligados ás problemáticas das matrizes culturais europeias, da história da cultura europeia, do pensamento contemporãneo europeu, das instituições europeias, da cidadania europeia, enfim de um vasto conjunto de matérias, que os alunos e investigadores de estudos europeus estarão na primeira linha para os poder trabalhar.
Ainda este ano começaremos a colar os seus posts. Ser-vos-à oportunamente comunicada a ficha técnica dos novos colaboradores.
Até aqui fomos um blog meramente informativo, funcionámos apenas como «jornal» do projecto associativo e de todos os programas que compõem a nossa agenda cultural. Claro que vamos continuar a desempenhar preferencialmente esta vocação: isto é, a responder diáriamente, ás perguntas, quem somos? O que fazemos? Como? E com quem...
Só que a par da componente informativa, que constituirá como já se disse, o núcleo central do blog, vamos criar espaços de formação cultural ligados ás problemáticas das matrizes culturais europeias, da história da cultura europeia, do pensamento contemporãneo europeu, das instituições europeias, da cidadania europeia, enfim de um vasto conjunto de matérias, que os alunos e investigadores de estudos europeus estarão na primeira linha para os poder trabalhar.
Ainda este ano começaremos a colar os seus posts. Ser-vos-à oportunamente comunicada a ficha técnica dos novos colaboradores.
quinta-feira, novembro 08, 2007
Texto e fotografias de Lurdes Fidalgo...no Douro, Novembro 2007
Os cheiros. O cheiro a marmelos, a marmelada doce, a azeitonas verdes, a ervas que um vento suave alisava como se fossem cabelos... Mas também a falta de água. O Douro quase seco...
Texto e fotografias de Lurdes Fidalgo...no Douro, Novembro 2007
Trás-os-Montes... Os cheiros. O cheiro a marmelos, a marmelada doce, a azeitonas verdes, a ervas que um vento suave alisava como se fossem cabelos...
quarta-feira, novembro 07, 2007
Seminário Associativismo e Cultura Cívica
Vamos apresentar a nossa Associação e o nosso modelo associativo no seminário Associativismo e Cultura Civica dado ao mestrado de Estudos Europeus.
Dia 7, 18:15, Faculdade de Letras de Lisboa.
Dia 7, 18:15, Faculdade de Letras de Lisboa.
terça-feira, novembro 06, 2007
Declaração Universal dos Direitos do Homem - Artigo 3
Todo o indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.
segunda-feira, novembro 05, 2007
Nota - oficinas do mundo
Por motivos que se prendem com a gestão dos espaços disponíveis para as actividades da Europa Viva temos que alterar a data de inicio das Oficinas do Mundo prevista para 14 de Novembro com um encontro intitulado ver, ler e ouvir o mundo.
Estamos a pensar iniciar o projecto ainda em Dezembro caso a Junta de Freguesia da Penha de França dê o seu acordo em tempo oportuno.
Serão informados atempadamente sobre esta decisão.
Estamos a pensar iniciar o projecto ainda em Dezembro caso a Junta de Freguesia da Penha de França dê o seu acordo em tempo oportuno.
Serão informados atempadamente sobre esta decisão.
Curso Europa e Religiões - Salas Módulo Cristianismo
Salas destinadas ao módulo do Cristianismo:
Dia 6 de Dezembro Sala 2.15 - Cristianismo
Dia 7 de Dezembro anfiteatro IV - Protestantismo
Dia 11 de Dezembro anfiteatro III - Ortodoxia
Dia 18 de Dezembro Sala 5/2 - Catolicismo
Dia 6 de Dezembro Sala 2.15 - Cristianismo
Dia 7 de Dezembro anfiteatro IV - Protestantismo
Dia 11 de Dezembro anfiteatro III - Ortodoxia
Dia 18 de Dezembro Sala 5/2 - Catolicismo
Calendário - Grandes Lições
Dia 5 de Dezembro - As tendencias da musica nas sociedades contemporâneas, Vitor Balenciano, antropólogo e jornalista
Dia 10 de Janeiro - O voluntariado, Hoje - APAV, CRUZ VERMELHA, BANCO ALIMENTAR
Dia 14 de Janeiro - Alterações Climáticas, somos responsáveis? Sandra Martinho, professora universitária, conferencista e fundadora da Evalue;
Dia 12 de Março - Enfrentar os desafios do futuro com inteligência [emocional], Aida Chamiça, especialista em Coaching e em Inteligência Emocional
Nota: As Grandes Lições têm lugar na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, às 18:00 em sala a anunciar.
Entrada livre
Dia 10 de Janeiro - O voluntariado, Hoje - APAV, CRUZ VERMELHA, BANCO ALIMENTAR
Dia 14 de Janeiro - Alterações Climáticas, somos responsáveis? Sandra Martinho, professora universitária, conferencista e fundadora da Evalue;
Dia 12 de Março - Enfrentar os desafios do futuro com inteligência [emocional], Aida Chamiça, especialista em Coaching e em Inteligência Emocional
Nota: As Grandes Lições têm lugar na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, às 18:00 em sala a anunciar.
Entrada livre
domingo, novembro 04, 2007
Artigo 2 Declaração Universal dos Direitos do Homem
Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação.
Além disso, não será feita nenhuma distinção fundada no estatuto político, jurídico ou internacional do país ou do território da naturalidade da pessoa, seja esse país ou território independente, sob tutela, autónomo ou sujeito a alguma limitação de soberania.
Além disso, não será feita nenhuma distinção fundada no estatuto político, jurídico ou internacional do país ou do território da naturalidade da pessoa, seja esse país ou território independente, sob tutela, autónomo ou sujeito a alguma limitação de soberania.
sábado, novembro 03, 2007
sexta-feira, novembro 02, 2007
Artigo 1 da Declaração Universal dos Dtos do Homem
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.
60 anos da Declaração universal dos Direitos do Homem
Mary Robinson foi Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos e ex Presidente da República da Irlanda e é actualmente Presidente da Ethical Globalization Initiative.
A senhora Robinson esteve em Portugal como oradora principal do Forum da OIT dedicado ao trabalho digno para uma globalização justa e lançou um apelo aos Estados, Governos e representantes da sociedade civil: que empreendessem acções para comemorarmos todos, a nivel global, a Declaração dos Direitos do Homem que fará 60 anos em 10 de Dezembro de 2008.
Ouvimos atentamente a declaração de Mary Robinson e aqui estamos a comprometer-nos com as comemorações dos 60 anos da Carta Fundamental dos Direitos Humanos. Faremos o que estiver ao nosso alcançe para a divulgar e promover.
A senhora Robinson esteve em Portugal como oradora principal do Forum da OIT dedicado ao trabalho digno para uma globalização justa e lançou um apelo aos Estados, Governos e representantes da sociedade civil: que empreendessem acções para comemorarmos todos, a nivel global, a Declaração dos Direitos do Homem que fará 60 anos em 10 de Dezembro de 2008.
Ouvimos atentamente a declaração de Mary Robinson e aqui estamos a comprometer-nos com as comemorações dos 60 anos da Carta Fundamental dos Direitos Humanos. Faremos o que estiver ao nosso alcançe para a divulgar e promover.
quinta-feira, novembro 01, 2007
O Teatro na Grécia Antiga...
Porque se trata de uma viagem muito especial, como calculam não existem muitas oportunidades de usufruirmos da companhia do Professor José Pedro Serra numa visita à chamada Grande Grécia, e já que existe um numero muito grande de professores universitários interessados em ouvir o «mestre», pedimos aos associados da Europa Viva que manifestem o mais depressa possivel o desejo de fazerem esta viagem.
Módulo Judaismo - 27 de Novembro
A parte teórica do módulo do judaísmo ministrado por Esther Muznick é dado no Anfiteatro I da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, das 18:30 às 21:00.
quarta-feira, outubro 31, 2007
Seminário Associativismo e Cultura Civica
"Associativismo e Cultura Cívica" é o nome de um Seminário de Mestrado de Estudos Europeus da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
A Presidente da Europa Viva foi convidada para apresentar o projecto Europa Viva aos alunos através do modelo de conferencia.
Este seminário é dia 7 de Novembro de 2007.
A Presidente da Europa Viva foi convidada para apresentar o projecto Europa Viva aos alunos através do modelo de conferencia.
Este seminário é dia 7 de Novembro de 2007.
Oficinas do Mundo...
Novo programa da Europa Viva. Depois de um ano e meio de trabalho, o projecto Europa em Movimento, dispõem de todo um património (de saber) que tem por obrigação de o colocar ao serviço da massa associativa. Assim, vamos começar no próximo dia 14 de Novembro a «ler,ver, ouvir o mundo» na Junta de Freguesia da Penha de França.
terça-feira, outubro 30, 2007
segunda-feira, outubro 29, 2007
Módulo Judaísmo
Calendário definitivo módulo judaísmo:
27 Novembro,18:30,Faculdade de Letras de Lisboa;
02 Dezembro, 11:00, Sinagoga de Lisboa
27 Novembro,18:30,Faculdade de Letras de Lisboa;
02 Dezembro, 11:00, Sinagoga de Lisboa
Cinema Europeu...

Estamos a preparar uma iniciativa ligada ao cinema europeu para Dezembro (aquando da assinatura do Tratado de Roma) numa parceria entre a Europa Viva, a C.R.I.M produções e a Faculdade de Letras, que consistirá em projectar dois filmes (Wainting for Europe) ligados a temáticas relacionadas com a calendarização das actividades da nossa Associação.
Brevemente daremos mais noticias a este respeito.
O filme "Waiting for Europe/À espera da Europa", da realizadora alemã Christine Reeh, foi nomeado para o Erasmus Euromedia Awards 2007, um prémio da European Society for Education and Communication, ESEC.
Waiting for Europe ganhou o prémio Erasmus Euromedia Awards 2007. Christine Reeh aceitou o convite que a Europa Viva lhe dirigiu para projectar o seu filme e numa mesa redonda podermos discutir os temas que apresenta para reflexão...relacionados sobretudo com a mobilidade europeia.
domingo, outubro 28, 2007
A propósito da cimeira Europa - Russia
Um dos projectos da Europa Viva, o Europa em Movimento, www.europaemmovimento.eu, inclui justamente dois itinerários na Russia e sobre a Russia. Um, o Comboio de Ana Karenina, é um programa de raiz literária, que liga duas cidades, Moscovo-S.Peterburgo, e visa sobretudo, contextualizar a cultura russa na geografia europeia. O outro programa, a Rota da Memória, os totalitarismos do século XX, do qual faz parte o transmongoliano, obriga-nos a um exercicio de memória sobre o passado recente da actual Federação Russa, levando-nos a percorrer de comboio e durante 6 dias uma parte substâncial do território Russo.
Os associados e amigos da Europa Viva que fazem estes projectos ficam a conhecer relativamente bem a Russia contemporânea e transportam na memória alguns quadros históricos e sociais da sua história recente.
A Russia é o maior país do mundo. Demoramos mais tempo a atravessar a Russia (de Moscovo a Irkustk) do que a ir da Sibéria a Pequim de comboio. Quem conhece Moscovo e S.Peterburgo constata o quanto a sociedade russa se abriu ao mundo na última década e avalia no terreno a ansiedade do povo russo em voltar a ocupar um lugar na História, agora que as convulsões económicas e sociais provocadas pela desagregação do império comunista parecem ter suavizado.
Os russos não se sentem europeus nem suportam que os entendamos como parte da cultura europeia. Não foi por acaso que S.Peterburgo (Leninegrado), a mais europeia de todas as cidades russas, foi absolutamente esquecida (e ainda bem) na construção da geografia de alma do homem soviético. Na construção do «homem novo soviétivo» não coube a alma europeia.
Por isso, quem sai de Moscovo e atravessa o país real vê-se imerso numa paisagem geográfica e humana profundamente desoladora, sem sintomas de futuro, absolutamente estática, e dissonante dos actuais protagonistas mundiais do nosso tempo.
Sabemos bem o papel que a Federação Russa desempenha a nível mundial na produção das energias fósseis. A Russia produz o mesmo numero de barris de petróleo que a Arábia Saudita, a única diferença, explicava Nuno Ribeiro da Silva, especialista em energia, no Expresso da Meia Noite (sic-noticias, 2007.Out.26) é que a Russia consume grande parte do petróleo que produz. E sabemos igualmente o papel fundamental que a Russia desempenha na questão europeia da produção e consumo do gáz natural.
O que a maioria das pessoas não conhece, e isso estou certa, é a Russia profunda, a Russia dos homens e das mulheres que sobrevivem na Sibéria profunda, teimando vencer a tirania da geografia natural, e já tão perto da Euro-Ásia.
Os associados e amigos da Europa Viva que fazem estes projectos ficam a conhecer relativamente bem a Russia contemporânea e transportam na memória alguns quadros históricos e sociais da sua história recente.
A Russia é o maior país do mundo. Demoramos mais tempo a atravessar a Russia (de Moscovo a Irkustk) do que a ir da Sibéria a Pequim de comboio. Quem conhece Moscovo e S.Peterburgo constata o quanto a sociedade russa se abriu ao mundo na última década e avalia no terreno a ansiedade do povo russo em voltar a ocupar um lugar na História, agora que as convulsões económicas e sociais provocadas pela desagregação do império comunista parecem ter suavizado.
Os russos não se sentem europeus nem suportam que os entendamos como parte da cultura europeia. Não foi por acaso que S.Peterburgo (Leninegrado), a mais europeia de todas as cidades russas, foi absolutamente esquecida (e ainda bem) na construção da geografia de alma do homem soviético. Na construção do «homem novo soviétivo» não coube a alma europeia.
Por isso, quem sai de Moscovo e atravessa o país real vê-se imerso numa paisagem geográfica e humana profundamente desoladora, sem sintomas de futuro, absolutamente estática, e dissonante dos actuais protagonistas mundiais do nosso tempo.
Sabemos bem o papel que a Federação Russa desempenha a nível mundial na produção das energias fósseis. A Russia produz o mesmo numero de barris de petróleo que a Arábia Saudita, a única diferença, explicava Nuno Ribeiro da Silva, especialista em energia, no Expresso da Meia Noite (sic-noticias, 2007.Out.26) é que a Russia consume grande parte do petróleo que produz. E sabemos igualmente o papel fundamental que a Russia desempenha na questão europeia da produção e consumo do gáz natural.
O que a maioria das pessoas não conhece, e isso estou certa, é a Russia profunda, a Russia dos homens e das mulheres que sobrevivem na Sibéria profunda, teimando vencer a tirania da geografia natural, e já tão perto da Euro-Ásia.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
