segunda-feira, setembro 24, 2007
Transmongoliano - China - Portfolio Ana Claudia Gonçalves
Nem todos as lentes perfuram a alma. Esta, da Ana Claudia, é perfeita na captação dos movimentos da alma. Lembrei-me das saudades. Das saudades das mães do transmongoliano.
India - O Gosto do Chá - 2008
Voltamos à India em Março de 2008 com o tema O Gosto do Chá.
Estamos a preparar as conferencias e os encontros.
Em www.europaviva.eu encontra o programa completo de O Gosto do Chá, um projecto de Ângelo Silveira.
Estamos a preparar as conferencias e os encontros.
Em www.europaviva.eu encontra o programa completo de O Gosto do Chá, um projecto de Ângelo Silveira.
Europa e Religiões - Curso - 25 Setembro 2007
25 de Setembro: I Encontro dos participantes do Curso Europa e Religiões - Faculdade de Letras da universidade de Lisboa, 18:30, sala 5.2.
domingo, setembro 23, 2007
Shangai...contrastes
Fazia calor e uma humidade que nos deixava distendidos sobre corpos já cansados, massacrados de tantos quilómetros, afinal tinhamos percorrido «meio planisfério», mais de 10 mil quilómetros, e só esse peso do mundo sobre os nossos corpos tornáva-nos seres mais escondidos, menos atrevidos à impureza da volúpia, mais concentrados na força da razão, que já nessa altura nos mostrava uma Shangai pré-dita de futuro. Uma Shangai para 2010, rezava assim, a exposição que acabáramos de visitar, uma demonstração programada para falar da China, de uma China que nos teima chegar em discurso pretérito, como se a China pudesse continuar a ser dita conjugando outras formas vebais, senão justamente o futuro de um povo imenso, 1.3 biliões de pessoas. Houve festa nacional quando a criança fez girar a máquina da estatistica, e a China ficou cumplice de uma matemática mais redonda, mais esférica, mais central.
Quando a China depertar..., dizia o livro...só que estejam atentos, a China já desperta manhã cedo, e os chineses estão satisfeitos por terem encontrado esse centro, por terem girado a tombola do mundo mais para o lado de Shangai, e lá encontramos brasileiros, espanhóis, tantos irmãos nossos, que nos dana a sensação de estarmos mais empenhados em olhar o mundo, do que protagonizar a história.
Nós portugueses sempre gostámos de olhar, só que o nosso olhar é amorfo, timido, sem graça, um olhar pouco atrevido, um olhar vaidoso. Um olhar vazio.
E nós europeus? Olhamos em que direcção? Do sol nascente?
Do 31 primeiro andar, a vista que inundava a retina do nosso cérebro era Shangai. E Shangai é uma cidade que gira veloz, tão veloz, que os nossos olhos já não acompanham as torres que se alastram pela geografia de Shangai.
Shangai ousou pensar a melodia e inventou o poder de construir uma sociedade paralela onde os velhos vivem em ruas perpendiculares e os mais jovens em artérias principais.
Atenção...há dez anos, Shangai (ainda) não existia.
Quando a China depertar..., dizia o livro...só que estejam atentos, a China já desperta manhã cedo, e os chineses estão satisfeitos por terem encontrado esse centro, por terem girado a tombola do mundo mais para o lado de Shangai, e lá encontramos brasileiros, espanhóis, tantos irmãos nossos, que nos dana a sensação de estarmos mais empenhados em olhar o mundo, do que protagonizar a história.
Nós portugueses sempre gostámos de olhar, só que o nosso olhar é amorfo, timido, sem graça, um olhar pouco atrevido, um olhar vaidoso. Um olhar vazio.
E nós europeus? Olhamos em que direcção? Do sol nascente?
Do 31 primeiro andar, a vista que inundava a retina do nosso cérebro era Shangai. E Shangai é uma cidade que gira veloz, tão veloz, que os nossos olhos já não acompanham as torres que se alastram pela geografia de Shangai.
Shangai ousou pensar a melodia e inventou o poder de construir uma sociedade paralela onde os velhos vivem em ruas perpendiculares e os mais jovens em artérias principais.
Atenção...há dez anos, Shangai (ainda) não existia.
sábado, setembro 22, 2007
Somos mais...
Somos cada vez mais...
A Direcção da Europa Viva aprovou por unanimidade o pedido de adesão de
- Jorge Rodrigues
E de...
- Nuno Carvalho
sexta-feira, setembro 21, 2007
quinta-feira, setembro 20, 2007
No comboio…O mundo!
Os retratos são humanos. Há homens e mulheres que se juntam a nós, e nós a eles, para juntos, atravessarmos os milhares de quilómetros que nos levam a percorrer um itinerário de lendas e narrativas.
Rússia, Mongólia e China…
São homens e mulheres tão excessivamente normais que irrompem na tela das imagens filmadas como ícones dum tempo historicamente absurdo.
É o mundo. O mundo cheio de pluralidades, de perplexidades, o mundo da biodiversidade, das «florestas boas e más», o mundo do oculto, onde os homens ainda valem pouco, tão pouco, que nos esquecemos deles em carruagens cheias de histórias, de lentas e terríveis histórias.
Homens e mulheres de dentes de ouro, de alfabeto seco, de vestuário rudimentar, para quem o sacrifício ainda é um meio, um modo, um instrumento, um ponto de partida, um modo lento de partir, mas fundo, profundo, como o Baikal.
O transmongoliano é um itinerário humano. De nós, homens de histórias lendárias num diálogo ambivalente, de cabine em cabine, mas sempre connosco, com a alma quase a desintegrar o corpo, porque lá fora, o sempre novo rouba-nos a possibilidade de racionalizar a história do itinerário, só ficando o itinerário histórico do privilégio, de sermos tão poucos a fazê-lo, e vivê-lo, mas a sabê-lo dizer pão pouco, e sempre concentrados no outro, na paisagem, sempre a paisagem, às vezes monótona, como a siberiana, outras vezes, tão virgem como a mongol, e outras, tão humana, como a chinesa…
É o comboio da história dos povos. Dos povos grandes, de impérios e de imperadores, de tragédias, e de sinfonias carregadas de dor.
Mas este comboio é sobretudo um fantástico itinerário de alma.
Rússia, Mongólia e China…
São homens e mulheres tão excessivamente normais que irrompem na tela das imagens filmadas como ícones dum tempo historicamente absurdo.
É o mundo. O mundo cheio de pluralidades, de perplexidades, o mundo da biodiversidade, das «florestas boas e más», o mundo do oculto, onde os homens ainda valem pouco, tão pouco, que nos esquecemos deles em carruagens cheias de histórias, de lentas e terríveis histórias.
Homens e mulheres de dentes de ouro, de alfabeto seco, de vestuário rudimentar, para quem o sacrifício ainda é um meio, um modo, um instrumento, um ponto de partida, um modo lento de partir, mas fundo, profundo, como o Baikal.
O transmongoliano é um itinerário humano. De nós, homens de histórias lendárias num diálogo ambivalente, de cabine em cabine, mas sempre connosco, com a alma quase a desintegrar o corpo, porque lá fora, o sempre novo rouba-nos a possibilidade de racionalizar a história do itinerário, só ficando o itinerário histórico do privilégio, de sermos tão poucos a fazê-lo, e vivê-lo, mas a sabê-lo dizer pão pouco, e sempre concentrados no outro, na paisagem, sempre a paisagem, às vezes monótona, como a siberiana, outras vezes, tão virgem como a mongol, e outras, tão humana, como a chinesa…
É o comboio da história dos povos. Dos povos grandes, de impérios e de imperadores, de tragédias, e de sinfonias carregadas de dor.
Mas este comboio é sobretudo um fantástico itinerário de alma.
quarta-feira, setembro 19, 2007
Nota da Direcção - 19 de Setembro 2007
Voltamos à rotina das nossas actividades associativas no próximo dia 25 de Setembro com o 1ºencontro dos participantes no curso Europa e Religiões.
Todos os associados terão recebido a newsletter das actividades para 2007/2008.
Com a programação enunciada na newsletter perceberão fácilmente duas coisas:
1.A Europa Viva para se tornar num projecto ganhador tem que produzir conteúdos para a sociedade civil;
2. Os conteúdos programados contextualizam a sintese da sua missão estatutária.
Esperamos que se identifiquem com o que vos propomos para os próximos meses. Os projectos radicam nas exigencias do mundo contemporâneo:
- Que Europa para do século XXI?
- Quais as caracteristicas do pensamento europeu contemporâneo?
- Que cidadania está o homem europeu a construir?
A nossa programação responde a estas 3 perguntas fundamentais, ajudando-nos a propor novas fórmulas de aborgadem para a construção de saberes e contribuindo para vermos, olharmos e lermos o mundo segundo a contemporaneidade.
Somos uma Associação europeia mas uma organização que pauta os seus conteúdos a partir das dinâmicas criativas do saber.
Todos os associados terão recebido a newsletter das actividades para 2007/2008.
Com a programação enunciada na newsletter perceberão fácilmente duas coisas:
1.A Europa Viva para se tornar num projecto ganhador tem que produzir conteúdos para a sociedade civil;
2. Os conteúdos programados contextualizam a sintese da sua missão estatutária.
Esperamos que se identifiquem com o que vos propomos para os próximos meses. Os projectos radicam nas exigencias do mundo contemporâneo:
- Que Europa para do século XXI?
- Quais as caracteristicas do pensamento europeu contemporâneo?
- Que cidadania está o homem europeu a construir?
A nossa programação responde a estas 3 perguntas fundamentais, ajudando-nos a propor novas fórmulas de aborgadem para a construção de saberes e contribuindo para vermos, olharmos e lermos o mundo segundo a contemporaneidade.
Somos uma Associação europeia mas uma organização que pauta os seus conteúdos a partir das dinâmicas criativas do saber.
terça-feira, setembro 18, 2007
Ciclo das Grandes Lições
Estamos a preparar o Ciclo das Grandes Lições. Em Outubro próximo vamos anunciar o calendário das Grandes Lições.
As Grandes Lições é um programa do projecto A Casa da Memória. As Grandes Lições são sobre Cinema, Empreendorismo, Voluntariado, Criatividade, Arquitectura, Ciência...vamos descobrir a construção do pensamento europeu contemporâneo em cada uma destas áreas do saber.
O Ciclo das Grandes Lições vai realizar-se na Faculdade de Letras e a entrada é gratuita e aberta à sociedade civil.
segunda-feira, setembro 17, 2007
Transmongoliano - Correio

«...aproveito para voltar a agradecer a oportunidade de fazer uma viagem tão extraordinária...»
Ana Cristina Silva
domingo, setembro 16, 2007
Actividades Europa Viva 2007 - 2008
Retomamos as nossas actividades no próximo dia 25 de Setembro na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa com o lançamento do curso Europa e Religiões 20007/2008.
Trata-se de uma das actividades mais importantes do calendário Europa Viva para o ano 2007/2008.
Em primeiro lugar pelo tema: religiões. Ninguém duvidará da importancia deste tema no contexto europeu.
Em segundo lugar, pelos protagonistas envolvidos neste Curso. A nossa ideia foi operacionalizar um programa onde os participantes ficassem a conhecer as grandes linhas das diferente manifestações do sagrado da cidade de Lisboa: do budismo ao hinduismo, passando pelo judaismo e islamismo, e claro, pelo cristianismo católico e protestante.
E desde cedo ficou claro que deveriam ser as respectivas comunidades religiosas a assumir e ministrar os conteúdos deste programa.
E assim foi: a Europa Viva convidou as comunidades religiosas a delegarem nos seus lideres ou representanes a coordenação dos conteúdos do curso e a sua respectiva divulgação.
Todos sem excepção deram de imediato o seu consentimento. É pois graças ao empenho das comunidades, dos seus lideres ou delegados, que nós, Europa Viva, podemos empreender este programa.
E graças a Deus vamos fazê-lo...dedicando a cada espiritualidade um mês de reflexão, e 6 horas de formação, prática e teórica, nas respectivas comunidades e quando as comunidades não poderem os módulos teóricos são ministrados da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, um dos parceiros da Europa Viva neste projecto.
A todos os alunos da Universidade de Lisboa que queiram participar, a Europa Viva subvenciona em 50% o preço do Curso.
Consulte em www.europaviva.eu todas as informações que deseja obter do Curso Europa e Religiões.
Trata-se de uma das actividades mais importantes do calendário Europa Viva para o ano 2007/2008.
Em primeiro lugar pelo tema: religiões. Ninguém duvidará da importancia deste tema no contexto europeu.
Em segundo lugar, pelos protagonistas envolvidos neste Curso. A nossa ideia foi operacionalizar um programa onde os participantes ficassem a conhecer as grandes linhas das diferente manifestações do sagrado da cidade de Lisboa: do budismo ao hinduismo, passando pelo judaismo e islamismo, e claro, pelo cristianismo católico e protestante.
E desde cedo ficou claro que deveriam ser as respectivas comunidades religiosas a assumir e ministrar os conteúdos deste programa.
E assim foi: a Europa Viva convidou as comunidades religiosas a delegarem nos seus lideres ou representanes a coordenação dos conteúdos do curso e a sua respectiva divulgação.
Todos sem excepção deram de imediato o seu consentimento. É pois graças ao empenho das comunidades, dos seus lideres ou delegados, que nós, Europa Viva, podemos empreender este programa.
E graças a Deus vamos fazê-lo...dedicando a cada espiritualidade um mês de reflexão, e 6 horas de formação, prática e teórica, nas respectivas comunidades e quando as comunidades não poderem os módulos teóricos são ministrados da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, um dos parceiros da Europa Viva neste projecto.
A todos os alunos da Universidade de Lisboa que queiram participar, a Europa Viva subvenciona em 50% o preço do Curso.
Consulte em www.europaviva.eu todas as informações que deseja obter do Curso Europa e Religiões.
quinta-feira, setembro 13, 2007
quarta-feira, setembro 12, 2007
Correio - Transmongoliano - Pedro Oliveira

«Foi lindo … e para nós, esta viagem através de diferentes culturas, significou também uma certa desmistificação de ideias feitas que se poderiam sintetizar na frase de uma viajante “ … se isto é repressão, então reprimam-me…”
Gratos à Europaviva e em particular à sua “alma mater” Ana Paula por nos ter proporcionado esta experiência; gratos também a TODOS os viajantes pela simpatia e excelente companheirismo...»
Carmen e Pedro(s) Oliveira.
As cores do café - Brasil - Maio de 2008
As cores do café, um programa da Rota das Culturas, está praticamente concluído e irá ser apresentado aos sócios, com roteiro definitivo, no prtóximo mês de Outubro.
Ao organizarmos mais um programa da Rota das Culturas damos continuidade ao projecto Europa em Movimento e à ideia temática subjacente ao projecto.
As Rotas da Cultura permitem-nos trabalhar os temas da universalidade e da multiculturalidade, através de «matérias primas» culturais amplamente vivenciadas pela humanidade como são o chá, o café e o cacau.
O programa As cores do café responde uma vez mais ao anseio do projecto Europa em Movimento , e em particular aos objectivos associativos da Europa Viva, em contribuir para a aproximação dos europeus entre si e de estes com os povos e culturas do resto do mundo.
O chá leva-nos à India. E o café ao Brasil.
No Brasil estamos a preparar um programa no Estado do Espirito Santo, nomeadamente em Lilhares, Vila Valéria e S.Mateus onde vamos percorrer a Mata Atlântica, conheceçer e viver em roças de café, interagir com os produtores e fabricantes locais de café. Vamos estar 6 a 7 dias neste périplo pela «genética do café» e pelas plantações de frutos tropicais, como o mamão e a papaia. Depois vamos descansar para Itaunas, para as parias imensas e desertas do Brasil. Dizem que o Estado do Espirito Santo oferece à humanidade as melhores praias do mundo. É isso mesmo que também vamos ver...
Ao organizarmos mais um programa da Rota das Culturas damos continuidade ao projecto Europa em Movimento e à ideia temática subjacente ao projecto.
As Rotas da Cultura permitem-nos trabalhar os temas da universalidade e da multiculturalidade, através de «matérias primas» culturais amplamente vivenciadas pela humanidade como são o chá, o café e o cacau.
O programa As cores do café responde uma vez mais ao anseio do projecto Europa em Movimento , e em particular aos objectivos associativos da Europa Viva, em contribuir para a aproximação dos europeus entre si e de estes com os povos e culturas do resto do mundo.
O chá leva-nos à India. E o café ao Brasil.
No Brasil estamos a preparar um programa no Estado do Espirito Santo, nomeadamente em Lilhares, Vila Valéria e S.Mateus onde vamos percorrer a Mata Atlântica, conheceçer e viver em roças de café, interagir com os produtores e fabricantes locais de café. Vamos estar 6 a 7 dias neste périplo pela «genética do café» e pelas plantações de frutos tropicais, como o mamão e a papaia. Depois vamos descansar para Itaunas, para as parias imensas e desertas do Brasil. Dizem que o Estado do Espirito Santo oferece à humanidade as melhores praias do mundo. É isso mesmo que também vamos ver...
terça-feira, setembro 11, 2007
Transmongoliano - Correio

«...Foi magnífico ver outros povos, outras gentes que todos os dias vivem, como nós neste planeta, e que cruzamos apenas uma vez. Que será feito dos mongezitos que davam milho ás pombas em Ulan Bator? Ou das jovens chinesas de Changai que nos venderam as flores de jasmin e tão simpáticamente nos explicaram como fazer o chá?
Esta mensagem é de agradecimento e aplauso pela organização
Por tudo isto, para a Ana Paula, um abraço de muita estima.
Michéle e Celso
segunda-feira, setembro 10, 2007
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