quinta-feira, setembro 06, 2007

Transmongoliano - Revisitação - Mongólia - Ulaan Batoor



Curso Europa e Religiões

Vamos começar o Curso Europa e Religiões - 1 encontro dia 25 de Setembro às 18:30, anfiteatro III, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

quarta-feira, setembro 05, 2007

Revisitação - Transmongoliano - comboio











Transmongoliano - correio -



«...para agradecer vivamente a criação do projecto Europa Viva, lugar de lazer, de reflexão e sobretudo lugar de aprendizagem...Ainda baralhada com os ponteiros do relógio biológico mas lúcida suficiente para lhe transmitir a minha gratidão...»

Lurdes Fidalgo

terça-feira, setembro 04, 2007

Fim...Transmongoliano




































Chegámos!!!
Há narrativas que não se conseguem dizer. Este projecto que a Europa Viva acaba de empreender, o transmongoliano, uma viagem pelos totalitarismos do século XX, uma imensa incursão pela Russia profunda, Mongólia e China, é justamemente uma narrativa indizivel. Não somos capazes de a dizer, escrever, porque todas as experiências profundas, não gostam de ser ditas. Geralmente só a poesia canta o indizivel. Eu não sou poeta. Por isso, permitam que recorra às nossas imagens para podermos contar o que vivemos durante 20 dias, dos quais, 8 dias foram inteiramente passados num comboio, 2 dias em Moscovo, 2 dias em Irkutsk, 2 dias em Ulaan Baator (Mongólia), 3 dias em Beijing e 4 dias em Shangai.
Gostava que soubessem que o transmongoliano é uma experiencia cultural verdadeiramente excepcional. Mas também é uma experiencia humana intensissima, onde experimentamos a inteligencia dos nossos corpos e das nossas almas pela imensa capacidade com que nos adaptamos a situações novas e pela facilidade com que apreendemos a gostar do que temos e a esquecer o que desejamos.
É do comboio que todos temos mais saudades. Lembro-me que ao 4º dia consecutivo de termos percorrido a Russia, sem nunca termos saido do comboio, quando chegámos à Sibéria, ao lago Baikal, todos nós desejámos sinceramente voltar à janela por onde nos habituámos a olhar o mundo.
Quando atravessámos o Gobi, pouco depois de termos deixado Ulaan Baator, e o vento seco infesta as nossas cabines e carruagens de uma poeira sufocante, entendemos que o comboio é um lugar mágico de experiencias, e que uma janela é um intensissimo lugar de liberdade.
Quando lentamente fomos chegando à China, e o comboio pára na plataforma da estação fronteira, e damos conta que lá fora somos recebidos pela formatura de dezenas de militares alinhados ao longo do comboio, ao som do hino chinês e de marchas revolucionárias, acreditamos que existem experiencias definitivamente marcantes nas nossas histórias pessoais, e que quanto maior for o nosso património cultural mais longe nos leva o previlégio de termos vivido a experiência.
Nós, de facto, vimos, ouvimos e lemos o mundo.
E vamos partilhar convosco essa leitura através da publicação de algumas das mais importantes imagens que fizeram a nossa viagem.

domingo, setembro 02, 2007

Xangai...

Estamos a chegar ao fim da nossa viagem. Russia, Mongolia e China...para quem saiu de Lisboa h'a 3 semanas o mundo j'a se escreveu a v'arios tempos e todos n'os teremos seguramente muitas narrativas para vos contar.

Xangai 'e uma cidade cosmopolita, onde o consumo 'e lei e o hedonismo uma atitude. Ao contrario de Beijing 'e no entanto uma cidade onde o humano de escreve de um modo espontaneo e onde os viajantes podem se assim o entenderem conhecer com profundidade o modo de vida destas gentes. Beijing 'e pelo contrario uma cidade artificial onde os Jogos Olimpicos operaram profundas alteracoes paisagisticas e humanas.

Aqui em Xangai h'a centros comerciais como nunca vimos no Ocidente, milhares de pessoas a comprar desesperadamente, outros milhares nas ruas tentanto ultrapassar o calor muito humido, mesmo sufocante que por aqui se tem feito sentir.

Xangai 'e a cidade da Condicao Humana. Do humano. 'E uma cidade onde todos os cidadaos do mundo gostariam de estar pelo menos um dia. Uma cidade onde os jovens se vestem como nas capas das revistas Vogue e GQ, onde os bairros pobres prolongam a excenrticidade dos bairros ricos, quase numa harmonia asiatica: uma cidade onde as pessoas sao simpaticas, gentis, aprazives. Os chineses procuram desesperadamente o outro, 'e por isso que fazem de Xangai um terreno fertil para a mudanca.

Visitamos a maqueta da Xangai 2010: absolutamente fantastica. Uma expo do tamando de uma cidade europeia.

Tudo na China 'e assim, imenso, fundo, como uma garganta onde o mar lembra que estamos do outro lado do mundo, a agarrar os vossos bracos, todos com muitas saudades.

Ontem atravessamos o tunel feito no mar at'e ao outro lado do rio. Subimos a um predio de mais de 80 andares e olhamos Xangai, quase cruzamos os nossos olhares, quase vimos Lisboa...

Estamos bem, de boa saude e quase a chegar. Dia 3, segunda feira, as 8:00 locais sairemos do Hotel e pelas 11:00 partiremos para Londres...
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